Ayla Assim que saímos da casa da minha avó, eu senti que precisava respirar. A discussão com meu pai ainda estava presa dentro de mim. As palavras dele. O jeito como ele olhou para Augusto. A pergunta sobre eu escolher um homem em vez da minha família. Tudo aquilo continuava passando pela minha cabeça. Augusto dirigia ao meu lado em silêncio. Eu conhecia aquele silêncio. Ele estava irritado. Muito. Mas, acima de tudo, estava preocupado. Quando chegamos à casa dele, Augusto abriu a porta e esperou que eu entrasse. Assim que fechou atrás de nós, ele ficou alguns segundos me encarando. — O que foi? — perguntei. Ele não respondeu. Apenas se aproximou. Segurou minha cintura e me puxou para perto. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, seus lábios encontraram os meus. O be

