Eu passei a noite em claro, revivendo cada detalhe do que tinha lido no celular de Leila, o que vi quando segui ela, aquele cara. Quem era ele? O que queria com a minha mulher? E, principalmente, como eu ia me livrar dele sem que ninguém suspeitasse? Na manhã seguinte, levantei antes de Leila e fui para a sala, pegando meu próprio celular. Eu ainda tinha contatos na polícia, velhos amigos que deviam favores, e eu pretendia cobrar um deles agora. Rolei a lista de contatos até encontrar o nome certo: delegado Matheus. Liguei e esperei, tamborilando os dedos na mesa. — Henry? Que surpresa. Pensei que tivesse sumido do mapa. — E aí, Matheus. Preciso de um favor. — Você nunca liga pra bater papo, né? Diz aí. Fui direto ao ponto. Passei o número que copiei do celular de Leila e pedi para el

