O celular ainda estava na minha mão quando a ligação caiu. Olhei para a tela escura por alguns segundos, como se o aparelho pudesse, por um milagre, começar a vibrar de novo e me dar alguma pista sobre Leila. Mas não. Ela havia desaparecido sem deixar rastros. Nenhuma movimentação bancária, nenhum registro em aeroportos ou rodoviárias. O silêncio dela era absoluto, e isso me corroía. Levantei o olhar e vi Amanda e Leo se encarando, os olhos fervendo de raiva. Os dois estavam a poucos centímetros um do outro, os dedos apontados no rosto um do outro, cuspindo palavras afiadas como lâminas. Mas era como se eu não ouvisse nada. A sala parecia distante, como se uma névoa densa me envolvesse, abafando tudo ao redor. Os lábios de Amanda se moviam rapidamente, os gestos de Leo eram bruscos, agres

