Capitulo IV-Matteo

1640 Palavras
Estava conversando quando a bandeja fora esbarrada em mim, jorrando todo o liquido no meu corpo, olhei na direção que veio. — Oh senhor me... — a voz no inicio veio doce, calma, mas ao olhar em seu rosto, e ela no meu. — Ah! Que se exploda! — Gritou passando direto por mim, segurei-lhe pelo braço com raiva a trouxe para mim com força a bandeja caiu. Os seus olhos negros encararam os meus a mesma medida, olhei para a mulher de pele clara, olhos acessos, os lábios com um aspectável úmidos se destacava, os faziam mais atraente, pedindo para ser beijada, vermelhos nus, maiores, suspirei em resignação. — Você vai limpar isso agora! Exigir segurando seu braço com força. Ela pelo contrario do que esperado exalava coragem certa ousadia, saiu. Era a gota dá agua, sair lhe arrastando para fora do bar, descemos as escadas ao entrar no quarto, lhe atirei contra a parede, ela tombou junto a parede de corpo e alma, num vestido marrom e avental de garçonete, sapato de salto médio. Ao invés de chorar, como esperado implorar para que parasse, ergueu o rosto em pura desobediência. — O que é? Vai me bater? — Perguntou, assenti a abrir a minha mão, fui na sua direção nervoso. Ela não recuou, ficou parada de pé. — Bate! Vai me bate covarde, eu sei que gosta de bater em mulheres, me bate! — Ao invés de ir na sua direção ela veio para cima de mim dando o seu rosto, suspirei, eu nunca havia recuado não seria agora. Peguei firme no seu queixo, lhe fazendo-me olhar nos olhos, engoliu em seco, mas não recuou. — Matteo? — A voz de Gabrielle veio atrás de nós. — Anita! sempre Anita! A empurrei para longe de mim. Ela apenas me olhou ao cair no chão. — Ele que esbarrou em mim, eu não tive culpa, eu estava a fazer muito bem o meu trabalho, até esse... — Cuspiu no chão. — i****a chegar. — Explicou-se, andei de um lado para o outro nervoso, sentir vontade de matar com as minhas mãos, apertar o seu pescoço até não respirar mais. — Ande limpe logo este terno.. — Gabriele mandou eu tirei o terno, ela veio com fúria o tomou da minha mão, eu não sei o que a fazia ter tanta segurança, ter tanta certeza que eu não iria fazer o que costumava fazer. Foi para lavanderia começou a limpar com um pano. Arranquei a minha blusa branca quando ela me olhou, abaixou a cabeça, ficando vermelha nas bochechas, aproximei-me dela na pia, afastou-se ao me sentir perto das suas costas. — Gabrielle mande arruma algo pra mim. — o meu subordinado saiu rapidamente, fiquei ali parado-lhe vendo num vestido de garçonete com avental na frente, parou de limpar, e ao tentar passar por mim, barrei-lhe apontei com o queixo para o que ela fazia antes. — Continue. — encarou-me com ironia evidente nos olhos, a encarei de volta sentindo sua respiração intensa no meu rosto. — Meu trabalho aqui é... — A encarei e nem mesmo deixei terminar de falar. — o seu trabalho aqui é fazer o que eu quiser, ser é uma v***a e chupar o c****e dos meus clientes é um dos seus trabalhos é isso que você quer fazer agora madame? — Questionei para lhe ver perder seu orgulho, recuou seu olhar para baixo rapidamente. Retornou a pia continuou a passar o pano no terno com cuidado lavou a minha camisa, pendurou no varal de aço. Ao terminar passou por mim, estava de pé, rocei o meu corpo no seu de propósito, apenas seguiu séria. — Quantos homens já teve na vida? é boa no que faz? — Seus olhos vagaram perdida sem saber o que me dizer. — Eu já conversei com o seu funcionário, eu posso pagar sem precisar-me vender. — A olhei sem lhe dar resposta, é impossível Gabrielle concordar com isso, ele sabe que o sexo é o que mais paga aqui e com esse corpo, fará muito dinheiro. A avaliei vagarosamente, se tivesse aberto as pernas já teria feito uma boa quantia, por que insiste nisso? — O que te faz achar que é especial? Você aqui é tão p**a quanto as outras. — Suspirou, deslizei meu dedo entre seus lábios, afastou-se, olhando para o lado. — Ah não ser que seja virgem? — Abaixou os olhos em resignação, ela poderia enganar Gabrielle com esse argumento, mas com tal corpo e beleza duvido muito, que os homens do seu bairro tenha deixado uma beleza dessa passar despecebida. — Isso não lhe diz a respeito, estou apenas pedindo para trabalhar ao invés de vender o meu corpo, não sou uma mulher para ganhar dinheiro deste jeito, senhor. — Gabrielle chegou com sacolas nas mãos. — Você aceitou que ela trabalhasse como garçonete? — Ele suspirou afirmando profundo. — Você não deixou claro se tem interesse em ser primeiro ou não, já tem alguns homens louco para tê-la é novidade na casa, e apesar do jeito bruto no começo, e ser um pouco atrapalhada, é gente boa deu-se bem com as meninas, se solta no palco as vezes, rende um dinheiro servindo, muitos querem doma-la, temos uns seis interessados. — Olhei para a mulher a distância no quarto, estava realmente me surpreendendo. — Você realmente acreditou nesse conto de que ela é virgem ainda? — Prendeu a língua no céu da boca. — Ela não me disse nada, eu penso que é, porque não faz logo o teste e libera para os clientes. — Olhei mais uma vez para ela no canto. — Ok, daqui a dois meses estarei casado mesmo, e tudo isso vai acabar mande ela se preparar, e amanhã eu vou saber. — O vi-me olhando como uma fera pronta para dar o bote, abotoei a minha camisa. Terminei de me vestir, subi quando estava no andar de cima a vi conversando com as garotas rindo, um dos homens falava no canto lhe olhando muitíssimo interessado, até que foi na sua direção, ambos trocaram palavras, e ela o seguiu. Apontei para os dois, ela retornou a tirar o avental, a sua cintura marcada pelo vestido, fina, os quadris largos. A música em ritmo lento, o homem alto, de blusa com mangas arregaçadas uma das suas mãos fora a sua cintura, a outra a sua nuca, ficando rosto com rosto, aquilo me incomodou um pouco. — Diz que não é para se prostituir mas age como uma v***a do sexo. Fica provocando os homens. — Eles começaram a dançar num ritmo lento da música, a luz amena, e como outros casais misturaram-se a multidão, meus olhos os seguiu, ela envolvia-se pela a dois passos lentos devagar, as mãos dele deslizava no seu corpo, que se movia lentamente insinuosa para ele. — o nosso cliente búlgaro esta louco por ela, convenhamos que com esses olhos, Anita mexe com os sentimentos de qualquer um profissional. Os observei a distância, tudo parecia acabar menos a música, meu pescoço coçou muito, me irritando ainda mais, minhas mãos parecia incediar, ela dançava praticamente roçando o seu corpo naquele homem. Suspirei, e como se não houvesse fim, cheirei uma fileira de pó em agonia, outra música iniciou-se e mais uma vez a vi rodopiar no salão com aquele estrangeiro, o ritmo diferente ousado que se aproveitava dela. Bebi whisky olhando os dois, até que outro homem veio, tomou a sua mão um italiano, ela sorriu largo agradecendo a gorjeta que o búlgaro pôs no seu bolso. Passaram-se quatro musicas, eu nunca me senti tanto incomodado com danças, a mulher não usava roupa de prostituta ou batom nos lábios, era apenas um vestido normal, sapato de salto preto mediano, o cabelo preso num r**o de cavalo, ao me lembrar dos seus lábios, temi algo, ela é mais bonita do que qualquer outra mesmo sem maquinagem, suspirei procurando por ar. Sai do bar em seguida, caminhei do lado de fora, fumando um cigarro, a música lá dentro nunca tinha fim, meu bar tornou-se uma área de dança? Senti um desejo de entrar e desligar o som, mandar que se recolhesse, e nenhum outro homem a tocasse, neguei, estou ficando louco, essa v***a me enfeitiçou, não há argumentos, entrei mais uma vez, a observei. Nada era chamativo, exceto os seus lábios, os olhos, eu não conseguir tirar os olhos dela pelo resto da noite, uma das garotas vieram me servir, bebi, até que acabou, mudou o ritmo da musica junto com a dança se foi seu sorriso ela voltou a servir as mesas, estava servindo quando um garoto apareceu em sua frente, tocou em seu braço. Mostrei a Gabrielle que mandou dois homens ao andar de baixo. Por uma fração de segundos, ela me olhou de uma maneira como se soubesse que eu a olhava, desviei meu olhar para o outro lado do salão. Jamais mostraria que ela me interessa, me seduz de uma maneira que nunca fui seduzindo, sempre foi sexo, somente prazer, nada além disso, seus olhos me diziam que uma seria o suficiente para nunca mais sair dela. Quando voltei a olha-la servia a mesa. O dia clareava lá fora, eu já havia bebido demais, adormeci, quando acordei ela limpava o bar passei de cabeça baixa, a reconheci pelos cabelos compridos caracolados, fui em direção a saída. — Tudo certo para a garota nova chefe? — Gabrielle perguntou ao me ver sair. — Teste você, aceite como um prêmio pelos anos de serviço. — Dispensei. — Eu prefiro as mais velhas. — Afirmei, olhando o meu relógio. — Então a ofereça ao búlgaro, cobre um preço alto e se ele cobrir a oferta, desconte na dívida dela. — Me olhou surpreso. — Não interessou? — Franzi o rosto, a claridade da janela do carro me incomodava.
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