Dom Matteo
—Onde esta meu dinheiro? — Perguntei ao homem ajoelhado pela primeira vez, havia dois meses que ele não me pagava os atrasados, de joelhos cabeça baixa todo machucado, os juros cresciam diariamente, Manoel é viciado em jogos, antes tinha sua mulher que o bancava, mas com a sua morte, ele vendeu o que tinha de valor, algumas vezes pagava algum dinheiro. — Me dá mais uma semana por favor. — pediu unindo as mãos. Olhei para o desgraçado de joelhos. — Execute. — Ordenei, antes de sair, ele não tinha como pagar meu dinheiro, a casa estava sob o nome da sua enteada, era uma boa casa porém sob hipoteca, mas tudo pertencia a garota, desde as despesas da casa, aos bens dentro dela. — Chefe falta apenas uma semana pra a garota fazer dezoito anos.
Suspirei em nervos. — Se a garota decidir pagar Gabriele, e sendo enteada dele... — Suspirei mais uma vez, era uma quantia muito grande de dinheiro, confiei nele por saber que sua esposa pagaria, mas agora com ela morta, não há como. — Sequestramos a garota e ela paga, sem contar que é uma bela ragazza. — Colocou a foto em minha frente, era apenas uma garota uma cara de quem ainda cheirava a leite materno. — O que você acha que eu vou fazer com esta menina Gabrielle? — Sorriu ao me escutar questionar.
— Ela cresceu chefe, essas tranças se foram a muito tempo, esses olhos estão mais redondos e mais vivos, tem pernas, peitos.... — O i****a o interrompeu se arrastando de joelhos. — Não, não toquem na Anita, me matem, mas a deixe em paz, Anita não tem nada haver com isso. — O jeito que pediu, implorando me interessou, cocei a minha barba em agonia. — Ok tragam a garota, o solte-o dou uma semana pra ele trazer tudo que me deve, caso contrario, coloquem para ser fodida por todos os homens que se interessar por esta ninfeta. — Sair do depósito escutando os gritos dele de desespero.
Gabriele me acompanhou, sentou-se ao volante. —Ele ficou desesperado, com certeza vai tentar fugir, mandei segui-lo. — Segui em silêncio meu casamento chegava, não vejo a hora disso acontecer, com o meu casamento com Fiorella ganho mais poder não vou precisar ficar dependendo de mulheres para prostituir-se. Apesar deste me garanti maior rendimentos.
Anoitecia, cheguei em casa tarde após uma noite intensa de negócios, meus pais dormiam. Precisando de muito dinheiro para fechar um negócio importante, meu casamento previsto para daqui a dois meses não ajudava muito. Suspirei ao chegar em meu quarto, tomei um longo banho, apesar da exaustão do corpo, meu cérebro não parava de funcionar quero dominar toda máfia, mas não tenho condições agora, ter apenas quarenta por cento dos negócios não ajuda.
Passei a manhã inteira mais uma vez em negócios, somente a tarde me lembrei que Gabriele havia arrumado um jeito para que Manoel me pagasse. Preciso de um milhão em conta, quatrocentos mil é muito, mas diante de um milhão, falta apenas seiscentos mil, não posso retirar nos meus investimentos agora, tampouco um empréstimo, o pai de Fiorella saberia rapidamente, sendo ariscado demais.
— Estão com a garota? — Perguntei para os meus homens que assentiram. — Estão a caminho com ela, mas de antemão já aviso senhor, é brava, como uma cachorra tirou sangue das mãos de Brad. — Passei a língua nos lábios, seria interessante domar uma cachorra — E o tio dela? — Me olharam em lamentação os três. — Nenhum sinal ainda senhor, mas estamos procurando o destino que tomou.
Anoitecia lá fora, todos arrumavam bar para os clientes. — Quando chegar, a jogue no quarto dos fundos, deixe-a lá por alguns dias.
Com o percurso de meia hora cheguei em casa, meu pai me olhou do andar de baixo quando desci as escadas. — Filho admito que és o salvador desta família, seus negócios estão indo de vento em polpa. — Fez o gesto com os dedos de super nos lábios, sorri com o seu elogio, notando que ele não faz ideia. — Seu casamento com Fiorella está marcado para daqui a dois meses não está? — Assenti, união arranjada através da máfia é para a vida toda.
— Muito bem — Apenas assenti sentindo sua mão no meu ombro. Peguei meu celular lendo as mensagens.
" Essa vagabunda mordeu os meus bagos" — Li a mensagem do meu Capô, quase rindo, essa garota merece uma atenção especial. " O que você fez Gabrielle?" — Perguntei, era normal para uma garota que havia sido sequestrada, poderia reagir com raiva mas até pagar o que seu tio me deve não sairá da minhas mãos. — Adeus pai, mãe, irmão! — Me despedi antes de sair, e meu pai todo orgulhoso veio para me saudar com dois beijos nas bochechas. — Bom trabalho filho! — Fui para o bar, olhei para um dos meus homens, a sua mão estava em volta de uma atadura.
Suspirou inalando o ar. —Se me deixar mais um minuto a sós com a aquela cachorra vou deixa-la sem dentes. — Olhei em volta, as garotas chegavam para fazer dinheiro. — Pelo menos é bonitinha como mostra na foto? —Sorriu mordendo os lábios. — Bonitinha e gostosa pra c*****o, mas morde igual uma cachorra, você mesmo vai amassar a fera ou... — O encarei de cima a baixo, ele apenas sorriu.
— Não acha que eu vou arriscar meu p*u numa qualquer acha? — Arqueou a sobrancelha. — Se eu fosse você não diria que é uma qualquer, o produto é de primeira, chego até a suspeita que possa ser virgem ainda pela resistência e a maneira que se comportou no caminho, é arrisca tem o jeito de quem ainda não conheceu homem. — Ri negando. — Mais tarde irei vê-la, agora tenho negócios a fazer. — Subir as escadas, e como previ meus clientes já haviam chegado, Márcia serviam a eles de tudo que eles queriam. Negociamos a noite inteira, as mulheres exibiam os melhor dos seus corpos, como sempre eles escolheram qual delas eles iriam querer. Terminei a noite sozinho no quarto, a madrugada chegou e por curiosidade ao ver a mão de Gabrielle enfaixada quis ver quem era a mulher que o machucou a tal ponto.
Peguei as chaves fui ao quarto dos com dois de meus homens, o silêncio reinava, entrei pela porta de madeira caminhei a passos lentos, admito que temi encontrar a leoa. Olhei para a mulher deitada no colchonete, a calça azul marinho revelava dois pares de coxas grossas, o tom de pele rosado, clarinho, os pés pequenos, as ancas largas, a blusa branca amassada nas costas, a medida que subia misturava-se aos cabelos negros meio ondulados, dormia por exaustão, o rosto levemente inchado.
A observei, Gabrielle não estava enganado, era uma mulher de primeira qualidade engoli em seco desejando-a vê-la por um momento de olhos abertos. Acorda-la não seria uma boa ideia. — Então é você que é o chefe daqui? — Questionou-me ainda de olhos fechados, a voz baixa, mansa, suspirei sendo surpreendido. — Porque pergunta? —Abriu os olhos sentando-se no colchonete, olhei seus olhos negros profundos, mais belos que a fotografia. Um tom bastante escuro negros redondos, cílios longos, o nariz fino, a boca rosada bem desenhada, o queixo pequeno fino, pontudo, pernas curvadas abertas, os braços em volta delas, finos, brancos.
A encarei, não poderia negar que é uma mulher bonita. Afirmei a sua pergunta, sorriu, vi todos os seus dentes longos compridos, amarelados. — Você vai ter que trabalhar muito até me pagar o último centavo que ele me deve. — Acompanhei o subir e descer dos seus s***s numa respiração pesada, não fui educado para me comover com a beleza das mulheres, com o choro delas, com o seu jeito seja lá qual for, a observei, e me surpreendi que ela não chorasse como as outras. — Posso saber ao menos quanto ele te deve?
Olhei para um dos meus homens que trabalhava como segurança, apenas permaneceu de pé, sério. — Quatrocentos mil, por acaso tem? — Suspirou sentada. — Eu vou trabalhar fazendo o que aqui? Limpando? — Ri, com a minha risada agachei a sua frente, ela me olhou nos olhos sem medo algum, avaliou-me com o olhar, aqueles olhos tinham algo desconhecido. — Tem maneiras mais proveitosas de você obter dinheiro. — O seu olhar mudou quase num piscar de olhos estava sobre mim, tentei afasta-la, sua boca cravou em meu pescoço mordeu-me com raiva. — Venda a sua mãe.
A empurrei para longe, mas sem sucesso, suas pernas entrelaçadas em mim. Dei dois tapas em seu traseiro, lhe fazendo gemer alto. — Filho da p**a! — Gritou, a mão desceu sobre a minha. Lhe joguei no chão a minha frente, eu poderia bater mais nela, agredi-la como já fiz com as outras, mas naquele momento o lugar que ela me mordeu doía mais. — Deixe sem comida e sem água por três dias.
Reclamou provocando me chamando de nomes diversos, mandou enfiar a comida em lugares até que fechou a porta. — Você a viu? — Gabrielle apareceu a minha frente, afastou a minha mão do meu pescoço. — A sim. — Confirmou rindo ao ver o lugar da mordida, certamente sangrava pela dor que eu sentia. — Como pode deixar que ela te mordesse? — olhei para suas calças.
Sorriu pegando o copo de whisky. — Mando preparar ela? — O olhei era tentador, todas as mulheres que trabalham comigo já estiveram comigo na cama, numa transa casual por que não aquela? — E se ela não for virgem? — Tocou meu ombro. — Pela coragem e ousadia deve ser boa na cama pelo menos.. — Ri fraco, peguei o copo de whisky virei na boca, e logo os rapazes começaram a fechar o caixa, mais um dia amanheceu conosco ali. Viajei a negócios, desta vez meu destino foi Londres, fiquei dois dias fora fazendo negócios, Gabrielle seguia a frente dos negócios na Itália, e sob sua responsabilidade colocou a garota nova para servir as mesas.
No primeiro dia, ligou-me desesperado por ela ter mordido um cliente que tentou passar a mão em suas coxas, chutou o pênis de outro que colocou dinheiro nos seus s***s, onde ela achava que estava na igreja? Pelo menos para servir as mesas era boa, segundo seus relatos é trabalhadora, mostrava serviço.
Depois de três meses sem ver Fiorella nos encontramos, a vi como sempre de maneira rápida, estava ocupada com uma pesquisa de dióxido. Jantamos juntos num restaurante caro, a levei para o hotel em que estava. Bebemos um vinho suave, no final da noite, transamos como dois senhores de cinquenta anos, ela é tradicional e eu respeito isso, já tenho vadias demais a minha disposição para t*****r como quero. Não havia sentimentos há ser declamados, no máximo que eu poderia sentir por Fiorella era admiração, depois de gozar dentro dela, a vi a levantar ir ao banheiro tomar um banho, colocar seu vestido de grife, pegar sua bolsa e ir embora, como deveria ser com qualquer mulher, sem exigências, ela é perfeita, até o ponto de não tentar aproximar-se demais.
Não perguntou nada sobre mim, nada além de meus pais, eu gosto deste jeito dela ser, após dois dias em Londres retornei a Itália, o bar bastante movimentado, altas risadas olhei para o andar de cima, em busca de Gabrielle havia boas noticias para dar a ele, Fiorella falará com seu pai para arrumar metade do dinheiro para fechar com os Escoceses.