Ponto de Vista de Ellen Parei no meio da calçada tão de repente que uma senhora quase esbarrou em mim e resmungou qualquer coisa antes de seguir caminho. Eu nem ouvi direito. Minha cabeça tinha travado na última frase da Roberta. — O quê? Ela cruzou os braços, como se estivesse apresentando a solução mais óbvia do mundo. — Na boate. Pisca. Respira. Processa. — Tá maluca? — Nem tanto. Ela abriu aquele sorriso convencido que sempre aparecia quando achava que tinha tido uma ideia genial. — Lá ele não manda. — Lá você ganha por noite. — Dinheiro rápido. — E ainda some no meio da multidão. Balancei a cabeça imediatamente. — Eu não sei dançar. — Aprende. — Eu não tenho roupa. — Eu empresto. — Eu tenho vergonha. — Passa. — Roberta! Ela colocou as mãos na cintura e me encarou

