Ponto de Vista de Ellen O refúgio do quartinho de limpeza nunca pareceu tão pequeno, mas, naquele momento, era o único lugar no mundo onde eu podia desmoronar sem que os olhos gélidos de Ethan me reduzissem a cinzas. Eu me encolhi entre os galões de desinfetante e as pilhas de panos de chão, deixando que o choro, represado por tanto tempo sob a máscara de “profissional invisível”, escapasse em soluços que faziam meu peito arder. A humilhação tinha um gosto amargo, de bile e poeira. Eu ainda conseguia ouvir o eco do grito dele, a autoridade brutal na sua voz, o nojo que ele sentiu ao olhar para mim. Como podiam ser as mesmas mãos? As mãos que me tocaram com uma urgência quase devota na noite passada eram as mesmas que apontaram para a porta como se eu fosse um animal sarnento. — Calma,

