Capitulo XVI- Marcos Zamut (Paulista)

928 Palavras

Vi que de maneira envergonhada, enrolava a ponta do vestido na mão, num gesto de não sei medo, inqueita. — O que tu quer que eu faça com o teu marido? — Ainda de cabeça baixa não me disse nada, mordia os lábios nos dentes, suspirei fundo, se ela me desse a autorização pra passar bala nele, já era, era só dizer. — Tem como pedi pra os seus meninos não vender mais droga pra ele? — Aí sim, tive vontade de entrar em surto. — O que? — Saiu num tom de voz um pouco alto, ela se encolheu, se encolhou como quem de fato estava com medo. Mas mais uma vez eu só suspirei. — Tu sabe que não é só aqui que tem droga né? Lá fora também tem, e esses dias ninguém aqui na quebrada tá passando pra nota,então... Me olhou estando de pé perto da bancada, gesticulei com a mão, ela veio, fixei os meus olhos nos

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