- Sim... William é meu irmão e o diretor da escola é o nosso pai, e o Professor de educação física bonitão é o melhor amigo do meu irmão, somos uma família trabalhando juntos, até que somos legais mas meu pai é um pouco difícil, então evita de esbarrar com o diretor. - Rebeka respondeu e logo em seguida abriu um sorriso.
- Certo! - Respondi apreensiva.
Então novamente a porta da biblioteca se abriu e Rebeka se inclinou para olhar e abriu um sorriso novamente.
- Estava falando de você agorinha... - Assim que Rebeka falou, automaticamente eu olhei para atrás curiosa e era o Professor William vindo em nossa direção com 2 livros em sua mão, ele riu franzindo a sobrancelha curioso, então senti meu corpo gelar, talvez de vergonha ou susto.
- O que eu fiz? - William perguntou parando do meu lado e entregando os livros para Rebeka.
- Eu estava conversando com Izabel, e falei que você é o meu irmão caçula chato e impossível e chato novamente...
- Você fala assim mas lá no fundo você não vive sem a minhas chatices. - Professor William respondeu sarcasticamente enquanto Rebeka revirava os olhos rindo, eu ainda estava constran
gida e ouvi William suspirar e logo em seguida ele olhou para mim.
- Resolvi sua situação, conversei com Professor Henrique para dar uma dura na Lara, eu vi claramente que foi proposital, e ficou claro que ela te machucou. - Professor William falava com a voz baixa ainda me olhando.
- Está tudo bem, nem chegou a doer. - Respondi rindo mas com uma timidez surreal dentro de mim, William tinha uma beleza tão forte.
- Bom... se doeu eu não sei, mas que sua buchecha está vermelha e com a marca da bolada, sim está! - Professor William falava enquanto colocava o dedo indicador levemente em minha buchecha, fazendo meu coração acelerar, eles riram juntos e eu sorri mesmo nervosa com a presença dele ali na biblioteca, mas logo o Professor William se despediu da gente e saiu, eu aproveitei pra fazer algumas horas na biblioteca e quando o sinal do término da aula tocou eu me despedi da Rebeka e saí da escola, Durante o caminho para a casa meu celular tocou e era meu pai, então atendi.
- Filha? como foi o primeiro dia? - Ele perguntou animado.
- Melhor impossível! as pessoas são gentis.- Menti na esperança de anima-lo.
- Nossa filha, fico muito feliz! Eu tenho uma ótima notícia pra você! sabe o Sr Pedro da Marcenaria? Então, eu comentei com ele que você precisa de um trabalho pra não ficar muito sozinha, ele tem um amigo que é empresário e tem um pequeno restaurante e justamente precisa de uma garçonete. Ele me apresentou o dono e ele se chama Rogério, muito gente boa e por você estudar na parte da manhã eles liberam às 22:00, assim não fica muito tarde pra você, mas você precisa está lá as 17:00 horas , o salário é bom e você consegue se manter. O que você acha?
- Ótimo pai! obrigada por conseguir esse trabalho pra mim, eu vou está lá sem falta! só me passa o endereço direitinho? - Respondi animada mas ao mesmo tempo preocupada em ter que enfrentar duas vezes o primeiro dia e que para mim é sempre r**m.
- Perfeito, vou te passar o endereço agora , há sim! Fernanda mandou um beijo.
" Assim que meu pai falou da Fernanda minha madrasta, eu tranquei os dentes de raiva, até porque eu sabia como ela agia falsamente comigo.
- Claro, manda outro beijo pra ela! eu já estou chegando em casa agora agora, vou almoçar e tentar descansar um pouco pra trabalhar mais tarde. - Entrei no jogo dela e fingi carinho também, mas logo queria desligar pra não render conversa com ela.
" Então meu pai se despediu e desliguei aquela chamada, cheguei em casa tirando os sapatos e fui direto para a cozinha para fazer alguma coisa, afinal meu estômago queimava de fome, e assim que fiz uma comida rápida depois do almoço tirei para descansar já que eu não havia dormido nada na noite anterior, e Não demorou muito e logo peguei no sono.
" acordei com o celular despertando, eu havia colocado para despertar 16:00 horas, assim eu poderia me arrumar sem pressa e assim fiz.
tomei um banho e me arrumei sem pressa para o primeiro dia de trabalho,eu vi que o restaurante era próximo a minha quitinete e me animei em pensar que não precisaria pegar um ônibus para chegar lá. E novamente saí de casa com aquele velho frio na barriga do primeiro dia, não demorou muito e pude ver o restaurante, era pequeno mas de fato muito organizado e bonito, senti borboletas em meu estômago quando parei em frente daquele restaurante, então respirei fundo e entrei.