Capítulo 13 Marielle narrando Eu subo o morro com a Isa em meu colo, e sinto os olhares tortos de quem passa, como se todos estivessem sabendo o que Heloisa disse. A vergonha me consome, mas o peso da dor dentro de mim é ainda maior. O que os outros pensam parece não importar tanto agora. Chego em casa, e a primeira coisa que vejo é Heloisa, sentada, esperando por mim. — Tia Helo — Isa corre até ela, chamando-a com um sorriso inocente. — Meu amor — Heloisa a abraça com ternura, e por um momento, me sinto uma estranha. Como se tudo tivesse virado uma peça de teatro onde eu sou a protagonista, mas não reconheço o roteiro. Eu não sei o que pensar. Como agir diante dessa situação? A dor que estou sentindo é imensa, uma dor que talvez nem os olhares julgadores possam traduzir. Nada disso

