43- ESCORPIÃO

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CAPÍTULO 43 ESCORPIÃO NARRANDO Acordei com o sol já batendo na janela, mas na real... nem dormi porrä nenhuma essa noite. Fiquei virando de um lado pro outro na cama, cabeça cheia, baseado atrás de baseado. O pensamento não parava — o Júlio preso, os advogados enrolando. Levantei putø, com o corpo pesado e o olhar queimando. Peguei o baseado amassado no cinzeiro, acendi e dei um trago fundo, deixando a fumaça sair devagar. — Que merdä, mano... — murmurei, passando a mão na cara. Fui direto pro banheiro, o chão gelado batendo no pé e a água fria descendo no chuveiro. Encostei a testa na parede, deixando a água cair nas costas, tentando esfriar a cabeça. Mas não dava. A porrä da cabeça não desligava. Ficava lembrando do Júlio naquele inferno lá em Foz do Iguaçu, falando comigo no c

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