CAPÍTULO 95 JÚLIO NARRANDO Acordei com o sol batendo na cara e a cabeça ainda rodando da cerveja de ontem. Levantei devagar, passei a mão no rosto e soltei um riso de canto quando lembrei do que aconteceu antes de eu dormir. A Kelly. A boca dela. O jeito que ela me olhou depois do beijo… caralhø, aquilo ficou na minha mente a noite toda. Peguei o baseado no criado-mudo, acendi e fiquei ali, encostado na janela, olhando o morro acordar. As motos subindo, o povo indo pro trampo, uns moleque jogando bola na laje — vida normal. Mas por dentro, eu tava diferente. Tava com aquele fogo bom no peito, tipo quando algo novo começa e tu sabe que pode dar bom, se não fizer merdä. Peguei o celular, olhei a hora: 08:47. As mensagens do grupo da contenção piscando, o Escorpião ainda offline. D

