CAPÍTULO 152 ESCORPIÃO NARRANDO Eu tava na praça resolvendo coisa séria. O menor tava me passando a movimentação do fim de semana, dinheiro que subiu, dinheiro que desceu, quem tava querendo fazer gracinha no beco de baixo. Eu ouvia tudo calado, do jeito que eu sempre fiz. Quem manda, manda no silêncio, não na gritaria. Quando ele terminou, eu ia falar, mas senti a mão. Uma mão que eu conhecia. E não era uma mão que eu queria perto de mim. — Saudade de tu, Escorpião… — a voz da Luna entrou no meu ouvido igual mosca enchendo o saco. Fechei a cara na hora. Não dei um passo pra trás, porque aqui ninguém me empurra, mas meu sangue ferveu. Eu olhei pra frente, sem virar pra ela. — Tire a mão, Luna. — falei baixo. Um aviso. O vapor que tava comigo deu até um passo pro lado, porque ele s

