CAPÍTULO 145 BIBI NARRANDO Fiquei até tarde esperando ele. A casa quieta, só o som do ventilador e o choro leve do bebê de vez em quando. Escorpião tinha dito que não ia demorar, mas já era quase madrugada e nada dele aparecer. Acabei pegando no sono no quarto dele, o pequeno dormindo no berço novo que ele tinha comprado — ainda dava pra sentir o cheiro de madeira nova misturado com o perfume dele espalhado pelo ar. Acordei com um barulho de porta batendo e, antes mesmo de abrir os olhos, senti o peso do corpo dele se encostando atrás de mim. O braço forte passou pela minha cintura, e o calor dele me envolveu. — Dorme, bebê… — ele murmurou baixinho, a voz rouca de cansaço. Abri os olhos devagar, o coração disparado. — Tu demorou, Escorpião… fiquei preocupada. — Eu sei, amor. Tive q

