CAPÍTULO III

1059 Palavras
Havia algo muito estranho na forma como o Sr. Müller olhava para as pessoas, principalmente para os jovens o que levou Annelise a pensar que ele poderia ser algum tipo de doente psicopata que estava em busca de uma nova vítima, ou algo similar a isso, mas independente do que fosse, Annelise decidiu que ficaria bem atenta aos passos dele. —Atenção alunos, vamos voltar a focar na aula, em silêncio de preferência! O professor Fisher pediu visivelmente incomodado com o rumo que aquela aula havia tomado. —Professor eu posso ir até a diretoria? Annelise perguntou se levantando. —Claro, claro o diretor disse que queria mesmo falar com você, então é melhor já esperar fora da sala! Disse ele e Annelise deixou a sala. Assim que saiu da sala de Aula, ela sentiu uma sensação esquisita de que havia alguém observando-a, mas quando se virou para trás não viu absolutamente ninguém. "—Que sensação mais esquisita!" Annelise pensou enquanto acelerava o passo para chegar a diretoria, porém por conta da persistência daquela sensação r**m, ela resolveu se virar novamente para trás enquanto continuava andando e por isso acabou se chocando contra o Professor Novo. —Me desculpa, eu não tinha te visto! Annelise se desculpou antes de olhar para ver em quem tinha esbarrado. —Da próxima vez tenha mais atenção! A voz estridente do Sr. Müller fez com que os pelos do corpo de Anne se arrepiassem. —Desculpe! Annelise levantou os olhos encarando o rosto dele, até reparar na mancha vermelha em sua camisa. —Se machucou? Annelise perguntou apontando para a mancha na camisa do Sr. Müller. —Não é da sua conta! Assim que falou isso ele fechou seu blazer encobrindo a mancha e andou até a sala dos professores sem olhar para trás, deixando Annelise extremante curiosa. —Esse cara me da medo! Anne sussurrou enquanto seguia para a diretoria. A imagem do sangue na camisa do professor não saia de sua mente, logo em seguida vinham pensamentos obscuros dele machucando algum aluno ou até mesmo um dos funcionários do colégio, mas ela também não poderia julgar alguém sem antes conhecer de verdade a pessoa, porém havia algo nele que causava um desconforto em Anne, como se ele pudesse enganar e ludibriar a qualquer pessoa naquele colégio, mas ela sabia que nada do que vinha dele era verdade, Anne sentia que de alguma forma o Sr. Müller escondia algo terrível e ela estaria disposta a descobrir o que era. —Eu não quero saber, chega de inventar desculpas para tentar contornar suas ações Suny! O diretor Kim gritou tão alto que podiam ouvir do corredor. —É a verdade, você não vai morrer se acreditar em mim ao menos uma vez! Suny retrucou com o tom de voz tão alto quanto o de seu pai. —Quem você pensa que é pra gritar assim comigo? Não tem mais respeito? O diretor esbravejou e um som de tapa foi escutado logo o corredor ficou silencioso, até Suny deixar a sala da diretoria correndo cobrindo o rosto com uma das mãos enquanto chorava. —Suny espere! Annelise correu atrás da amiga que se negou a receber ajuda. —Me deixa em paz! Suny gritou e correu para seu dormitório. —Anne, venha até aqui! O diretor pediu ao avistar Annelise próximo. —O que aconteceu? Annelise perguntou preocupada. —Entre e a gente conversa! O Sr. Kim falou apontando para sua sala, com um semblante triste. Annelise entrou na sala e se sentou, olhando para a estante de livros que ficava atrás da mesa do diretor, livros dos quais ela já havia lido quase praticamente todos. —Bem, eu acabei me exaltando com o comportamento de Suny, fui tomado pela raiva e fiz algo que não deveria ter feito! Disse o diretor bem abatido. —Sr. Kim, eu sei que a Suny pode ser bem complicada as vezes, mas eu juro para o senhor que ela é uma menina de ouro! Annelise falou com sua voz calma de sempre. —Vocês são amigas desde novas, é obvio que irá defendê-la em todos os momentos! Resmungou ele. —Por isso mesmo, por conhecer a Suny a tanto tempo eu posso afirmar que ela é uma pessoa boa e se ela tem certas atitudes é para que o senhor dê a ela mais atenção! Explicou Anne. —Você acha? Mas eu sempre dei muita atenção para ela e mesmo que fosse isso, nada justifica agressões contra outros alunos! Exclamou o diretor. —Acredito que se as vezes olhasse para ela como pai e não como diretor, talvez fosse mais fácil de entender as razões dela, hoje mesmo ela só bateu na Louise porque ela me desrespeitou e ao senhor também, insinuando que eu só estudo aqui porque tenho um caso amoroso com o senhor! Explicou Anne. —O quê? O diretor arregalou os olhos perplexo com a revelação feita. —Eu geralmente ignoro os comentários dela, mas a Suny não aguenta ouvir calada, ela é uma pessoa muito leal e não aceita que ninguém fale da sua família! Concluiu Annelise. —Ela é exatamente igual a mim, me sinto péssimo agora! O diretor abaixou a cabeça chateado consigo mesmo. —É, eu sempre disse isso para ambos, a personalidade de vocês é bem semelhante! Anne sorriu. —Preciso falar com ela! O diretor se levantou e a porta se abriu. —Mandou me chamar diretor? O professor Müller entrou na sala. —Ah sim, eu havia dito que lhe mostraria a escola completa, mas surgiu um compromisso importante, então a senhorita Wilson ficará responsável por lhe apresentar o restante da escola! Disse o diretor. —O quê? não! Annelise levantou no mesmo instante quase se engasgando. —Algum problema Anne? Perguntou o diretor. —Não, só acho que outros funcionários podiam fazer isso, eu não posso perder aula! Annelise disse tremula. —Para ser sincero o ideal seria que eu mesmo o fizesse, mas devido as circunstâncias não poderei e você é a única Aluna que eu confiaria de deixar andando pela escola! Explicou o diretor. —Tudo bem! Annelise suspirou. —Bom, seja bem vindo mais uma vez Willian, agora te deixo sob a supervisão da Annelise! Tendo dito isso o diretor se retirou deixando Annelise e Will sozinhos, num clima não muito agradável.
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