— Droga… — ele murmurou, baixinho, quase irritado consigo mesmo. Ele passou uma mão pelo próprio rosto, como se aquilo pudesse apagar o que sentiu. Não podia. Barão respirou fundo, puxou a toalha de volta, cobrindo Lupita com cuidado — até mais do que o necessário. Depois puxou a coberta por cima, protegendo-a de verdade. Afastou-se um passo. Mais um. Mas ainda assim… olhava. O peito subindo e descendo devagar. Os lábios entreabertos num suspiro leve. A paz que ela não tinha acordada. Ele não sabia o que o incomodava mais: O desej0 que aquela visão despertava… Ou o fato de que, pela primeira vez, desejava alguém que não teria naquele momento... acostumado em desejar e ter, era difícil o jogo da espera, ainda mais para um homem como ele. Barão engoliu seco. — Dorme… só dorme

