Ele suavizou o rosto, e a carranca dele desapareceu quando ele viu o meu sofrimento. Pelo menos ele não era tão insensível quanto parecia. Ele soltou um suspiro cansado. — Eu entendo, eu realmente entendo, quão horrível deve ter sido para você, mas eu preciso que você mantenha a cabeça no lugar por enquanto porque os seus pais, eles... Ele parou de falar, a suas sobrancelhas juntas como se ele estivesse pensando no que dizer a seguir. — Eles não eram o que pareciam ser. — Eles estavam no programa de proteção a testemunhas, não estavam? Eu costumava fazer piada sobre isso, mas fazia muito sentido. Eles tinham sido protetores comigo que beirava a obsessão, me tiravam da escola, sem qualquer explicação. Eu tive que insistir muito para ir para a escola, no lugar das aulas presencias, eles

