A guerra dentro de nós O hospital já estava começando a me sufocar. O cheiro. O silêncio. A sensação de fragilidade. Daniel encostou a cabeça no banco do carro enquanto observava a cidade passando pela janela. Livre outra vez. Mas longe de estar em paz. O ferimento ainda doía. A costela queimava dependendo do movimento. Mas aquilo não era nada perto do peso que carregava na cabeça. Quando o carro entrou no condomínio… ele já percebeu. Fabiano estava lá. Encostado no capô de um carro preto. Braços cruzados. Dois homens ao redor. Sempre alerta. Daniel soltou um ar baixo. — Claro que ele ia aparecer… Assim que desceu do carro… Fabiano abriu um sorriso de canto. — Olha só. — O morto resolveu sobreviver. Daniel fechou a porta devagar. — Infelizmente pra você. Fabiano

