O silêncio ainda pesava depois da ligação com Carla. Ninguém falava. Ninguém sabia por onde começar. Até o celular de Rafael tocar. De novo. Ele olhou pra tela. Número desconhecido. O coração deu um aperto estranho. — Alô? Do outro lado… um som abafado. Respiração irregular. E então… uma voz. Fraca. Desesperada. — Filho…? Rafael travou. O mundo parou. — Mãe?! — Rafael… cadê você? — a voz dela tremia, chorando. — Quem são esses homens…? O sangue dele gelou. — Mãe, onde você tá?! — a voz saiu alta, desesperada. — MÃE! Do outro lado, barulho. Passos. Um choro contido. — Eu não sei… — ela disse, chorando. — Eles me pegaram… eu tava em casa e— Um barulho seco interrompeu. Como se alguém tivesse puxado o telefone. — MÃE! — Rafael gritou. Uma respiração diferente ent

