"No meu mundo, tudo tem um preço. No dela, tudo tem um sentido. Eu só não sabia que, para entrar no mundo dela, eu teria que deixar o meu orgulho estirado no chão, junto com aquele envelope de dinheiro." Eduardo Quando Menor entrou na minha sala, a primeira coisa que notei foi o envelope em suas mãos. O silencio que recaiu no ambiente era tão pesado que, naquele momento, eu podia perceber que ele queria estar em qualquer lugar, menos ali, prestes a me dizer que aquela marrenta do ca.ralho não tinha aceitado o dinheiro que mandei pra ela. Em silencio ele estendeu o envelope pardo, agora todo amassado e com o lacre arrebentado, depositando-o sobre a minha mesa como o mesmo cuidado de quem manuseia uma granada prestes a explodir. — Ela não aceitou, chefe. — o moleque murmurou o obvio,

