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1334 Palavras
Acordei com uma claridade em meu rosto e com muita dificuldade em abrir meus olhos. Levei as mãos aos meus olhos esfregando eles, com muita dificuldade foquei minha visão e olhei ao redor notando que eu não estava em minha casa e muito menos no meu quarto. Onde caralhos eu estava? Me virei para o outro lado e quase dei um grito quando dei de cara com Muralha dormindo profundamente ao meu lado, lembranças da noite passada veio em minha mente como uma bancada. Olhei bem para carinha dele e fiquei analisando sua face, como ele consegue ser todo perfeito? Parece um anjinho dormindo, nem parece que acordado é um tremendo de um ridículo, balancei minha cabeça quando notei que eu estava sorrindo igual i****a sozinha. Me arrependi do movimento rápido logo em seguida, uma dor de cabeça do caramba me atingiu com tudo, nunca mais eu bebo tanto assim. Levantei bem devagar para não acordar ele, amaldiçoei ele mentalmente quando eu andei e sentir toda o meu interior doer, precisava de tanto brutalidade no s**o? Bem que na hora eu gostei né. Emfim a hipocrisia da p*****a. Catei minhas roupas que estavam jogadas pelo chão do quarto, que aliás era nem bonito. Vestindo as peças tudo bem rapidamente tentando não fazer muito barulho, entrei no banheiro que tinha ali no quarto mesmo me olhando no espelho vendo o estrago que eu estava, ajeitei meu cabelo com as mãos. Abri as gavetas que haviam debaixo da pia procurando alguma escova, achei uma que ainda estava dentro da embalagem, abri ela escovando meus dentes, lavei o rosto, fiz minha necessidades e sai do banheiro. Só não tomei um banho porquê queria sair dali o mais rápido possível. Olhei ao redor do quarto procurando minha bolsa, peguei ela abrindo a mesma, liguei meu celular olhando as horas e vendo as infinitas notificações, m***a estava realmente tarde! Catei meus saltos que estavam jogados em um canto do quarto caminhando até a porta nas pontas dos pés. Que nível Sofia! Olhei uma última vez para ele que ainda dormia serenamente, até pensei em acorda-lo, porém isso seria estranho e eu não gosto de despedidas, foi só uma transa gente. Abri a porta do quarto dele ajeitando meu vestido que usei na noite anterior e sai do cômodo fechando a porta atrás de mim. Desci as escadas andando rápido até a porta da frente. Mel: A noite foi frenética em - Olhei para trás notando que ela estava deitada no sofá. Sofia: Que susto! - Coloquei minha mão no peito sentindo meu coração acelerar. Ela gargalhou. Mel: Ta devendo? - Dei risada indo até ela, lhe dando um abraço apertado. Sofia: Por acaso você sabe onde se encontra o meu carro e minhas amigas? - Perguntei já que na noite anterior eu fiquei de levar elas para casa e acabei dando um perdido em todas. Mel: Suas amigas eu não sei, mas seu carro esta ali na frente - Apontou para portão. Sofia: Muito obrigada, agora deixa eu ir que eu estou atrasada. Me manda mensagem depois - Beijei seu rosto logo saindo de sua casa. Mel: Tchau maluca - Foi a última coisa que ouvir antes de sair da sua propriedade. Tirei minhas chaves de dentro da bolsa parando em frente ao portão que era gigante por sinal, tinha alguns meninos ali na frente armados e sem camisas. Sofia: Bom dia - Cumprimentei sorrindo e eles responderam abrindo o portão para que eu passasse. Apertei o controle destravando meu carro, entrei nele ligando o ar condicionado, acenei para os meninos e sai dali. Depois de alguns minutos cheguei em casa, estacionei o veículo de qualquer jeito na frente da garagem e sai do carro travando o mesmo. Andei pelo gramado sentindo os meus pés em contado com o chão, ja que eu ainda estava descalça. Girei a chave empurrando a maçaneta e abri a porta da frente dando de cara com a minha mãe que estava sentada no sofá sala. Assim que ela me viu levantou do estofado e veio "voando" até mim, com seu olhar de repreensão. Quem olhasse a cena diria que eu era uma adolescente do ensino médio que acabaram de chegar em casa, após uma fuga durante a madrugada. Só que o contexto aqui era bem diferente, eu não sou mais uma adolescente e muito mesmo uma fugitiva maluca. Será que isso não entra na cabeça da minha mãe? Sabrina: Eu vou perguntar só uma vez Sofia - Disse respirando fundo - Aonde é que você ESTAVA?! - Gritou o final me fazendo revirar os olhos. Sofia: Primeiramente não grita comigo - Cruzei os braços na altura do peito. Sabrina: VOCÊ ACHA QUE É QUEM? POR QUE VOCÊ NÃO ATENDEU A m***a DO TELEFONE? - Gritou novamente me fazendo recuar para trás. Sofia: Olha só - Fechei os olhos respirando fundo tentando me controlar - Não grita comigo, não sou um dos seus funcionários, não aceito esse tipo de tratamento. Eu não sou s***a, pode falar baixo que eu vou te compreender perfeitamente - Falei olhando nos olhos dela. Odeio que gritem comigo. Sabrina: Eu sou sua mãe eu falo do jeito que eu quiser! - Vociferou pegando em meu braço - Você é uma irresponsável mesmo, você sai assim, não diz para onde vai eu te ligo e você não me atende - Empurrei a mão dela do meu braço - Estava com seus amigos favelados? Sofia: Não encosta em mim! Eu sei o que estou fazendo da MINHA vida, eu fui me divertir, não fui roubar um banco se quer saber - Disse andando em direção as escadas - Coisa que você deveria fazer também, pelo amor de Deus! Sabrina: Eu ainda não terminei, volta aqui! Eu não te quero saindo assim e só voltando no outro dia como uma qualquer - Continuei subindo as escadas . Sofia: Eu já sou maior de idade a muito tempo, você não manda mais em mim! Tenha um ótimo dia - Falei por fim entrando no corredor. Ignorei seus gritos e xingamentos, ela ainda falava algumas coisas bem alto no andar de baixo mais eu preferir adentrar meu quarto e trancar a porta. Antigamente eu me dava super bem com minha mãe, mas eu sempre fui muita mais apegada em meu pai. Depois do que aconteceu ela m*l consegue olhar na minha cara, nós duas praticamente nos odiamos. Quando ela não estar no canto dela e eu no meu, ela estar tentando controlar minha vida. Geralmente ela me ignora e tem dias que ela começa a dar seu shows, igual ao de hoje. Ela deixou de ser uma boa mãe a muito tempo atrás, hoje as únicas coisa que são importantes para ela é sua fama e suas malditas empresas. Dou graças a Deus quando ela vai viajar para algum outro país ou cidade ou quando ela estar trabalhando, essa casa fica numa paz tão grande. Sai dos meus pensamentos ao notar que eu ainda estava parada em frente a porta, tirei meu vestido colocando ele dentro do cesto de roupas sujas, coloquei minha bolsa em cima da cama e guardei meus saltos. Peguei minha toalha e fui direto para o banheiro. Hoje eu iria almoçar com minha assessora e mais algumas pessoas para tratarmos de alguns assuntos direcionados a minha loja. Eu queria criar minha própria coleção de inverno e ela estava me ajudando nisso. Lavei meus cabelos, tomei um banho rápido, sai do banheiro e fui direto para meu closet. Passei hidratante no corpo, escolhi uma roupa mais arrumada vestindo-as, sequei meus cabelos com o secador e passei uma chapinha só para alinhar os fios. Fiz uma maquiagem básica, olhei no espelho gostando do resultado. Abri o w******p ignorando as mensagens que ali havia, procurei o contato da acessória e mandei uma mensagem avisando que eu já estava a caminho, guardei tudo que eu precisaria dentro de uma bolsa, peguei as chaves e sai do quarto fechando a porta. Seria um longo dia.
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