Escadas

2490 Palavras
Arizona Robbins P.O.V Se houvesse uma definição para como estou agora, seria: muito ferrada. Mas foram nove meses. Nove meses acordando pela manhã após sonhar com aquela irritante, minha mente girando e fantasiando de maneira infindável sobre alguém que eu nem mesmo queria. Bom, isso não era completamente verdade. Eu queria. Eu a queria mais do que qualquer mulher que eu já vi. O grande problema era que ela era detestável comigo e não demonstrava o mínimo de interesse. Calliope Torres parecia imune a mim. E eu também deveria estar a ela, mas como lidar com o fato de que todos os seus trejeitos adoráveis me fascinavam? Por isso havia dias que eu não podia evitar observá-la, o que, óbvio, eu não poderia deixar que ela percebesse, então fingia que estava tratando todos com bom humor para que ela não desconfiasse que meus dias felizes na empresa eram em grande parte sobre ela. Ainda assim, ela sempre parecia profissionalmente distante de mim, de uma forma, que eu parecia impossível de replicar. Então eu implicava onde ela precisava me dar atenção: no seu trabalho. E sempre funcionava. Os meus dias de cão a faziam ter seu foco em mim, o que ela não precisava saber, mas me deixava radiante por dentro. Quando percebi minha assistente provavelmente deveria planejar uma forma de me ver presa, enquanto eu planejava formas de a ter na minha cama. Só o nome dela já fazia meu corpo se agitar. Traidor maldito. Esfreguei minhas mãos em meu rosto e me sentei. Que diabos eu estava fazendo? Deus, por que eu não poderia manter minhas mãos para mim? Eu consegui isso durante malditos nove meses. E ela tinha aguentado. Eu mantive perto e distante ao mesmo tempo a tratando com desdém, inferno, eu mesma posso admitir que estava sendo uma babaca. E então eu perdi. Bastou um momento sentada naquela sala silenciosa, o cheiro dela em volta de mim e aquela porcaria de vestido maravilhoso. E eu perdi a razão. - Porque não consigo tirar você da minha mente Calliope Torres? - pensei ainda no chuveiro. Esfreguei meu corpo quase como se fosse remover qualquer vestígio dela que ficou após a noite passada. Isso ia parar, isso tinha que parar. Arizona Robbins não age assim. Desde que eu havia descoberto que só gostava de mulheres, elas se jogavam em cima de mim, a herdeira promissora. Eu nunca precisei ser tão i****a com ninguém. para chamar atenção. Nunca. Eu poderia ter qualquer mulher que eu quisesse, e eu costumava ter. Tanto que eu nunca levava isso para o meu trabalho. Eram áreas da minha vida que nunca haviam se misturado antes. E agora parecia que aquela morena irritantemente maravilhosa tinha o controle sobre mim. Eu já estava de saída do meu apartamento àquela hora quando pensei sobre o jeito que ela tinha me deixado na noite passada, sem uma palavra, eu sabia que um de dois cenários me aguardavam. Ou ela estaria com os olhos em mim, pensando que a noite passada significava alguma coisa, que significava qualquer coisa ou, ela ia me f***r. Literalmente. Se a notícia se espalhasse sobre o que tinha feito, não só eu poderia perder a presidência da Robbins Corp para o conselho de acionistas, como arriscar tudo mais que minha família e eu tínhamos lutado. Tanto quanto eu esperava por algo assim, ao mesmo tempo eu não conseguia vê-la fazendo algo parecido. Se havia uma coisa que eu tinha aprendido sobre Calliope Torres, era que ela era confiável e leal. Ela pode ser muito decidida, mas jamais me jogaria aos leões. Ela tinha trabalhado na Robbins Corp desde a faculdade, e era muito valorizada na empresa por esse motivo. Mesmo que eu estivesse cansada de ouvir o meu pai me dizer como eu tinha sorte que ela estava por perto e o quanto ele adorava Calliope Torres. E foi quando ela saiu do elevador aquela manhã, que eu percebi que também estava presa no seu feitiço. Hoje ela vestia uma saia lápis e uma blusa que eu não era capaz de saber qual era por causa do casaco até o joelho. Mas, espera... merda! Se ela estava usando saia com aqueles sapatos, havia uma boa chance de .... Não, não aquela blusa. Por favor, pelo amor de Deus, não aquela blusa decotada. Eu sabia que não havia nenhuma força de vontade em mim para suportar isso hoje, merda. Era a maldita blusa branca com o decote que mergulhava para baixo e acentuava sua pele macia e suave do pescoço. O tecido branco adere perfeitamente aos seus s***s que eu finalmente provei noite passada. E a barra da saia pouco abaixo dos joelhos era a coisa mais sexy que já vi. Não era provocativo de forma alguma, mas havia algo sobre o corte no branco virginal maldito, que me deixava dessa forma deplorável toda vez. Se eu tivesse que ficar mais um almoço no meu escritório, por não conseguir lidar com ela, eu ia matar alguém. Outra coisa que me deixava fora de mim, era o fato dela sempre usar o cabelo solto quanto estava com essa blusa. Seus cabelos negros faziam a combinação final da sua aparência impecável. E merda, uma das minhas fantasias recorrentes era de pegar seus cabelos soltos enquanto eu a agarrava. Deus, ela me irritava. Olhei para ela quando ela pendurou o casaco na parte traseira de sua cadeira e se sentou. Enquanto ela ainda não me via, me virei e invadi meu escritório, batendo a porta atrás de mim. Por que diabos ela ainda me afetava desta maneira? Ontem à noite, deveria tê-la fora do meu sistema para sempre. Se fosse só carnal, porque não passava? E ali estava eu, sentindo meu corpo queimar pelo dela, e não era nem oito horas ainda. Trabalho. Gostaria apenas de me concentrar no trabalho e parar de pensar nela. Fui até minha mesa e me sentei, tentei direcionar minha atenção para o nada, mas os pensamentos me surpreenderam, como os lábios dela sobre mim na noite passada. Não é possível Arizona, eu me repreendi mentalmente. Eu abri meu laptop para começar a trabalhar e buscar a minha agenda para o dia. Minha programação ... merda, estava com ela. Não importa,. Ela que precisava me chamar, não o contrário. Passei momentos imersa em uma planilha de custos de nosso novo projeto quando bateram na minha porta. - Entre - gritei. Um envelope bateu na minha mesa na minha frente, e chamou a atenção. Eu olhei para ver Srta. Torres olhando para mim com uma sobrancelha desafiadoramente torta, e sem uma palavra, ela e sua blusa branca saíram da minha sala, fechando a porta atrás dela. Me estiquei em minha mesa para pegar; com a certeza de que ia ser alguma nota sobre o assédio s****l ou alguma merda dessas. O que eu não esperava era um recibo de venda da internet ... Gucci no cartão de crédito da empresa. Eu levantei da cadeira e corri para fora do meu escritório atrás dela. Ela estava indo para a escada. Bom. Nós estávamos no 18º andar, e ninguém, além de talvez nós duas, utilizava a escada. Eu poderia gritar com ela tudo que eu quisesse e ninguém teria como saber. - Srta. Torres, onde você acha que está indo? - Eu chamei assim que a porta tinha se fechado atrás de nós duas. Ela continuou descendo as escadas sem olhar para trás para olhar para mim. -Estou indo ao café, Mrs. Robbins -, ela zombou do meu nome, da mesma forma venenosa que ela sempre fazia. - Então, eu estou descendo para buscar um. Ao contrário da senhora as pessoas pisam no chão e pegam o próprio café. Foi minha vez de arquear a sobrancelha pra resposta e a parar no patamar entre os andares agarrando seu braço. A empurrei contra a parede. Seus olhos se estreitaram com desdém para mim, os dentes cerrados em um assobio. Coloquei o recibo na frente do rosto dela quando eu a olhava. - Que p***a é essa? - ela disse tão perto que achei que ia ser mordida. - Ainda estou surpresa que você xinga. E ainda mais pelo que você acabou de jogar na minha mesa. O que significa isso? - Então a genial Mrs. Robbins não sabe o que é um recibo? Então, deixa eu lhe explicar: quando você compra algo, ganha um desses. É assim que funciona no mundo dos não milionários. - Sua voz respigava sarcasmo. Ah, se ela não fosse a melhor assistente que tínhamos, eu a teria demitido nesse momento. Quem diabos ela acha que é pra falar comigo dessa maneira? - Eu sei disso. - respondi já irritada. - O que eu quero entender é porque você comprou roupas no cartão de crédito da empresa. - É que alguém quebrou o zíper do meu vestido ontem. E era um presente da minha melhor amiga. - ela respondeu casualmente. Ela encolheu os ombros e então inclinou seu rosto para perto de mim e sussurrou. - E também rasgou a minha calcinha. Bem, f**a-se. Eu dei uma respirada profunda pelo meu nariz e joguei o papel no chão, bati os meus lábios contra os dela e enfiei meus dedos em seus cabelos, prendendo seu corpo contra a parede com o meu próprio. Minha língua latejava antes mesmo de sentir a mão dela vir até o meu cabelo, e puxar me agarrando mais forte. Merda, Calliope Torres! Que pegada de outro planeta. Puxei sua saia para cima e gemi em sua boca quando meus dedos encontraram a ponta do elástico no alto de sua coxa novamente. Ela fazia isso para me atormentar, ela tinha que fazer. Eu senti sua língua correr sobre os meus lábios enquanto os meus dedos passavam pela beirada quente e úmida de sua calcinha. Cerrei os dedos mantendo em torno do tecido e lhe dei um puxão bruto. - Vou ter de pagar duas então. - assobiei e em seguida, pressionei minha língua entre os lábios e as profundezas de sua boca, deslizando ao longo dela. Ela suspirou profundamente, Enfiei dois dedos dentro dela imediatamente, e se fosse possível, ela estava ainda mais molhada do que estava ontem à noite. Tínhamos uma situação fodidamente séria se passando aqui. Ela rompeu em meus lábios com um suspiro quando eu peguei ela forte com meus dedos, esfregando meu polegar em círculos vigorosos sobre seu c******s. - De joelhos -, ela rosnou com os dentes cerrados, abrindo os olhos e me encarando. - Eu quero sua boca em mim agora. Caramba. Não! Será que ela acabou de dizer o que eu acho que ela disse? Deus isso estava quente, e, se possível, eu fiquei ainda mais molhada. Ela tinha todo aquele poder no seu tom de voz que realmente a fazia parecer com a chefe aqui. Eu não me importava de obedecer. Eu me ajoelhei, colocando a calcinha rasgada no bolso do blazer e descansei um pé do salto dela no meu ombro. Eu abri seus lábios com meus dedos e provoquei seu c******s com minha língua, fazendo com que seus quadris se balançarem um pouco com a sensação e da antecipação. Sem aviso, eu dirigi minha língua dentro dela, fazendo com que ela suspirasse alto e pegasse o meu cabelo em seus punhos. Ela tinha um gosto surpreendente, e até a última gota desta excitação foi causada por mim. Bom, pelo menos eu não estava sozinha neste cenário, enredo doentio. Eu puxei o c******s com os dentes fazendo com que ela rosnasse obscenidades bem baixinho, e depois chupei entre meus lábios, passei rapidamente a minha língua sobre ele rapidamente. -Jesusputamerda! - Ela sibilou com o salto do sapato cravado no meu ombro e senti-la pulsando contra minha língua na mistura. Eu gemi quando ela puxou meu rosto, rente a sua b****a quando ela veio. Assim que seu aperto se afrouxou no meu cabelo ligeiramente, seus músculos ainda tensos e ainda assim eu sabia que ela não tinha totalmente colocado tudo para fora, eu liberei minha boca e ela me olhou violentamente quando eu me ergui, mas eu fiz o trabalho rápido quando voltei a fode-la com meus dedos, empurrando forte dentro dela. Ouvi-a ganir e apertar em volta de mim, sua respiração ofegante e sua excitação claramente reacendeu. Ela mordeu o ombro da minha jaqueta e envolveu a perna em volta de mim enquanto eu comecei a estocar meus dedos nela duros e rapidamente contra a parede. Qualquer momento alguém poderia sair pela escada e me pegar fodendo minha assistente como inferno, e eu não poderia me importar menos. Eu precisava tentar expurgar Calliope Torres para fora do meu sistema. E, talvez, da segunda vez eu pudesse realmente esquecê-la. E quando senti suas mãos invadirem as minhas calças adentrando o pano da minha calcinha de renda, minha boca fechou contra seu pescoço reprimindo um gemido quando seus dedos me invadiram deliciosamente como ontem. Ela levantou a cabeça de meu ombro e mais uma vez, seus lábios quase se chocaram com o meu, puxou o meu lábio inferior entre os dentes. Ela ainda estava tão firmemente apertada em torno dos meus dedos, porque eu mantive o corpo dela alto, nunca permitindo completamente que ela chegasse ao clímax. Ao mesmo tempo, eu sentia o eufórico vai e vem dos seus dedos, que persuadiu o meu próprio clímax cada vez mais a chegar. Mas não antes da desgraçada poder guardar aquela memória de mim e o que eu estava fazendo ao seu corpo. Então talvez eu poderia ter um pouco de paz com isso. - p***a-, ela rosnou baixo quando suas paredes apertadas em torno dos meus dedos novamente e seu pé apertava-me e me puxava mais profundamente. Eu enterrei meu rosto em seu pescoço e seus cabelos abafaram o gemido quando eu vim forte apertando sua b***a em minhas mãos. Sua perna deslizou lentamente pelas minhas e nós duas descemos e tentamos recuperar a nossa respiração. Eu não pude reprimir o gemido quando seus dedos saíram de mim, e eu a vi levá-los a boca e chupa-los um por um, aquilo quase me levou à loucura. Quando ambas arrumamos nossas roupas e ela começou a alisar os cabelos com indiferença. - Bem, sua sorte é que eu cuido do circuito de câmeras - Ela respondeu calmamente. Ela virou-se para continuar a descer as escadas, mas parou abruptamente, girando de volta para encontrar o meu olhar. - Isso não vai se repetir. Eu assisti ela desaparecer descendo as escadas e rosnei quando eu entrei de volta ao meu escritório e fechei a porta. Caí na minha cadeira, bufando alto, balançando para frente e para trás, algumas vezes, antes de retirar sua calcinha destruída do meu bolso. Olhei para o tecido de seda branco entre os meus dedos por um momento, antes de abrir a minha gaveta da mesa e a soltando para se juntar a da noite passada. Pelos deuses. Eu realmente estou ferrada.
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