Elevador

3469 Palavras
Calliope Torres P.O.V Como eu esperava o escritório ainda estava vazio quando cheguei. E recolhendo todos os materiais que eu precisaria, fui para a sala de conferência para organizar. Droga, era tão estranho entrar aqui de novo depois de... bem, depois de ter tido a noite de trabalho mais louca da minha vida. Olhando ao redor da grande sala cheia e ensolarada, eu lentamente entrei, colocando os arquivos e pastas sobre a enorme mesa de reuniões. Eu deixei meus dedos escovarem contra a madeira lisa, pensando na última vez que eu tinha tocado nela. Eu balancei a cabeça ligeiramente, tentando limpá-la, e comecei a arrumar a sala para a reunião com todos os relatórios necessários para cada m****o do conselho analisar. Vinte minutos depois, as propostas foram organizadas, o projetor foi instalado e até os drinques estavam prontos. Era impressionante como milionários não conseguiam fazer nada sem seus uísques importados. Com alguns minutos de sobra eu me encontrei vagando até a janela. Chegando, toquei o vidro liso, dominada pelas sensações que me trouxe, afinal era impossível não sentir novamente o calor do seu corpo contra o meu, a sensação do vidro frio contra meus s***s cobertos de rendas e do som cru e animalesco de sua voz no meu ouvido. Fechei os olhos e me inclinei, pressionando as palmas das mãos na testa contra a janela e deixando que o poder das memórias me alcançasse. Era patético, eu sei disso, mas Mrs. Robbins havia conseguido mexer em alguma coisa dentro de mim que não conseguia se apagar. Eu era estúpida por estar sentindo isso? Provavelmente. Histórias em que reis se apaixonam por plebeias só acontecem nos livros e a nossa história em nada se parecia com um conto de fadas moderno. A vida não era um episódio de Once Upon a Time. E como um tiro no meio do deserto, fui tirada das minhas fantasias por um pigarro baixo atrás de mim. – Mrs. Robbins. – Eu ofeguei saindo de perto da janela. Nossos olhos se encontraram momentaneamente e eu estava novamente atingida pelo quanto ela era linda. Ainda mais com a droga daqueles olhos incríveis destacados pelo lápis e sombra preta. Quebrando o contato com os meus olhos, seu olhar varreu toda a sala. – Senhorita Torres. – replicou com um sorriso que eu não sabia o que poderia significar. – Essa reunião será na sala do 4 º andar. – Como assim? – Perguntei, sem esconder o choque em minha voz. – Mrs. Robbins, a senhora detesta aquela sala de reunião e por isso sempre utiliza esse espaço. Fora que tudo já está pronto aqui, por que esperou até o último minuto para me dizer? – Porque, Srta. Torres – acrescentou ela, apoiado em seus punhos sobre a mesa. – Eu sou a chefe. Eu faço as regras, e eu decido quando e onde as coisas acontecem. Talvez se você não estivesse sonhando nas janelas, você teria tempo para fazer o seu trabalho. Você acha que você pode gerenciar isso, Srta. Torres? Ela continuou a olhar para mim, praticamente me desafiando a revidar. Desgraçada! Que vontade enorme de riscar a porcaria do carro esportivo preto dela durante o horário de almoço. Eu detestava quando ela era toda arbitrária e i****a daquela forma, pois eu detestava que me fizessem de b***a, principalmente, se isso envolvia meu trabalho. A vontade de saltar a mesa e estrangulá-la não passava. Um sorriso presunçoso rastejou em seu rosto, e com cada momento que passava do meu silêncio ela ficou mais e mais satisfeita consigo mesmo. Ohhh ...isso era como ia ser. Bem, dois podem jogar esse jogo. – Ah, é claro, Mrs. Robbins. Não se preocupe com nada. –Falei, sorrindo docemente para ela. – Nada nesta sala leva mais do que alguns minutos de qualquer maneira. Com minha resposta consegui eliminar o olhar orgulhoso de seu rosto. No meu placar mental aquilo era no mínimo um 2x1 para mim. Ela abriu a boca como se para responder, mas não o fez. Seu semblante rapidamente foi de: se divertindo às minhas custas à irritada. Na verdade, em todo o tempo que trabalhei para ela, eu nunca a vi tão visivelmente irritada, e eu estava curtindo cada minuto disso. Ficamos frente a frente, separadas pela grande mesa; a crepitação da eletricidade enchendo a sala. Mais uma vez, ela abriu a boca como se fosse falar, mas mudou de ideia. E sem uma palavra, ela se virou rapidamente, indo para fora da sala, batendo a porta atrás dela. Eu era incapaz de controlar o riso que borbulhava em meu peito. Quem diria que ela se comportaria assim? Bem, eu estava adorando tudo. E me sentindo literalmente embriagada com o poder de conseguir afetá-la, decidi fazer logo meu trabalho de recolher tudo, colocando os itens em uma caixa e partindo até o elevador. Ao chegar na sala do quarto andar a primeira coisa que eu vi foi Mrs. Robbins de pernas cruzadas em sua cadeira de couro brilhante encabeçando a mesa. Ok, se existia definição de inferno melhor que a combinação de coque e batom vermelho naquela mulher, eu, sinceramente, desconhecia. Sentada em sua cadeira, com as mãos paradas em frente a ela, ficou evidente na carranca em seu rosto que ela ainda estava com raiva. Mas a minha atenção logo vagou para a pessoa ao meu lado. – Ei, deixe-me te ajudar com isso,Callie. – Ele disse com uma voz agradável e paternal ao mesmo tempo que dava a sua filha um olhar reprovador. – Muito obrigada, Mr. Robbins – Disse realmente agradecida, quando ele tomou a caixa pesada de minhas mãos. – Querida. – Respondeu com um sorriso sincero no rosto. – Quantas vezes eu preciso de lhe pedir para me chamar de Daniel? Ele colocou a caixa sobre a mesa da sala de conferências e puxou uma cadeira ao lado de sua filha. – Sinto muito, Daniel. – Respondi alegremente. – Como está Bárbara? Um sorriso iluminou seu rosto quando ele pensou em sua esposa. – Tudo bem, ela está indo bem. Ela sempre me pergunta porque você não vai nos visitar! – Acrescentou com uma piscadela. Não me escapou a atenção quando a ratazana branca da Mrs. Robbins bufou discretamente e revirou os olhos. – Em breve. Eu prometo. – Disse com um aceno de cabeça. – Dê um abraço nela por mim. Ouvindo passos altos atrás de mim, eu não fiquei surpresa ao sentir um beijo quente colocado no meu rosto, me fazendo rir. – Veja se não é a melhor assistente de National City. – Comentou em alto e bom tom George O' Malley, um dos novos conselheiros, que desde sempre havia dado em cima de mim. Nós até chegamos a sair juntos para uns drinques, até eu deixar claro que só saía com mulheres e ele se apaixonar perdidamente por Izzie Stevens. Ele também era o maior opositor de Mrs. Robbins dentro do conselho, apesar de todos comentarem que eles até eram amigos fora da empresa. – Desculpem pelo atraso, pessoal. Acho que eu pensei que teríamos a reunião no outro andar. Eu por acaso dei um olhar soberbo de canto de olho, encontrei o olhar de Mrs. Robbins. Olhando para longe sorri amplamente para George quando eu comecei a passar o material de apresentação ao redor da mesa. – Bom dia para você, Mr. O' Malley. Como está a sua bela noiva? – Ai, qual é, Callie. – ele gemeu. – Pra você eu vou ser apenas George. – Os sorrisos de George eram sempre contagiantes e eu não pude evitar sorrir também, o que pareceu irritar um pouco mais Mrs. Robbins. Interessante. – Ah, Izzie está muita animada na verdade, ela deve voltar de Metrópoles esses dias. Está animada para o casamento de sua irmã com Owen. – Aí está uma festa que não posso perder. – Acrescentei lhe entregando os seus documentos. – Eles são perfeitos juntos, assim como você e Izzie. – Oh Callie, e você como está com esse coração? Antes que eu pudesse responder minha chefe irritante pigarreou e apontou para o projetor. – Falamos depois, George. – Disse me movendo para o final da mesa eu parei e coloquei o folheto da apresentação final na frente da minha chefe i*****l. – Aqui está, Mrs. Robbins. – Disse sem qualquer emoção. Ela não respondeu, mas seu olhar dizia o de sempre: era seu prazer sádico me irritar. (...) Ao longo da reunião, lançavamos olhares uma para a outra, o meu abastecido com raiva e o seu com sua arrogância presunçosa. Ela era muito boa no que fazia e ela sabia disso. Tão boa. Olhei para as projeções orçamentárias a minha frente, tanto quanto possível para evitar olhar para ela. Logo que a reunião terminou, eu recolhi as minhas coisas o mais rápido que pude e comecei a sair como se fugisse de um demônio. Mas, como seria de esperar, ela estava atrás de mim todo caminho até o elevador. Não dava para esperar o próximo? Merda. Eu estava a frente de Mrs. Robbins dentro daquela porcaria de cubículo de metal, ainda revirando os olhos por todos os momentos que ela cortou George durante a reunião. Agora não bastava era ser uma grossa comigo, mas também com um dos seus colaboradores diretos só por ele ser gentil comigo? Arizona Robbins estava prestes a atravessar a linha que me faria estapea-lá. Andar por andar subimos em um silêncio aterrador. Por que esse elevador não se apressa em subir, e por que alguém em cada andar precisava decidir usá-lo agora? No momento em que chegamos ao décimo primeiro andar, o elevador estava quase em plena capacidade. Quando a porta se abriu e mais três pessoas decidiram se espremer dentro, eu fui empurrada mais para mais perto dela, as minhas costas praticamente pressionaram seus s***s fartos e minha b***a encontrou seu quadril. Senti o resto do seu corpo endurecer sutilmente e a ouvi respirando de forma mais afiada, e embora o meu c******s estivesse formigando no contato de nossos corpos, eu não me renderia dessa vez. Eu sempre dou o troco, i****a. E mantenho o que prometo. Até o décimo quarto andar, não havia espaço apenas o suficiente para me mover e deixei uma das pastas escorregar da minha mão. – Oops, me perdoe, Mrs. Robbins. Deixei cair uma coisa. – Falei baixinho e comecei a me abaixar ao chão lentamente, permitindo que o meu corpo se esfregasse firme contra ela. Eu mordi de volta o meu sorriso quando eu repeti meus movimentos no caminho de volta para cima e eu discretamente me pressionei contra ela. – Sinto muito por isso, senhora. Sim, eu não me renderia aquela i****a de novo, mas eu a faria sofrer por não poder me ter. O que eu não esperava era sua reação imediata com o elevador lotado. Sua mão praticamente me prendeu contra ela e eu m*l pude conter meu suspiro. Não, Callie. Você não vai permitir que ela te afete dessa maneira mais! Contudo, quando eu senti seu corpo sutilmente se esfregar contra o meu, também senti o calor se espalhar entre as minhas pernas. A visão dela de joelhos com meu sapato ficando em seu ombro durante nosso momento de fraqueza nas escadas voltou a minha mente e eu duvidei por um momento se conseguiria mesmo voltar atrás na vontade que eu tinha de fodê-la aqui mesmo. Não. Não. Não. Se controle Callie Torres! Você pode resistir a babaca! Sim, você pode. Eu olhei de soslaio para ela tentando provar que eu realmente conseguia, mas falhei. Aqueles olhos azuis cristalinos eram poços de perdição para mim. Uma metáfora próxima o suficiente para ilustrar, o quão fraca, eu me senti naquele momento seria: se eu fosse o Super-Homem, Arizona Robbins era toda feita de Kriptonita, desde os olhos. Chegamos ao 15º andar e mais algumas pessoas saíram. Me afastei dela um pouco, e novamente retribui seu olhar para ter certeza que eu tinha a sua atenção. Certa o bastante, seu olhar foi direcionado direto na minha b***a. Perfeito. Respirando fundo eu deslizei minha mão até a orla do meu vestido, levantando-o expondo minha pequena calcinha preta. Eu a ouvi suspirar e sorri presunçosamente, baixando o meu vestido quando a porta do elevador se abriu. No andar 16°, mais pessoas saíram, dessa vez, foi ela quem tocou no meu vestido. Olhando para trás, mais uma vez para ver meu mais novo vicio, seus olhos, percebi que ela estava com a droga do lábio inferior entre os dentes, e sua respiração estava definitivamente mais pesada. Ok. Nós duas estávamos perdidas. Limpando minha garganta, eu olhei ao redor, havia apenas 5 pessoas no elevador com a gente e só dois andares para chegarmos. A porta se abriu novamente e as últimas pessoas saíram. Mais um andar para ir e eu poderia correr daqui, deixando ela para trás. Assim que as portas se fecharam e o elevador começou a se mover, eu ouvi um rugido atrás de mim e fiz um rápido movimento súbito quando Mrs. Robbins bateu a mão contra o botão PARAR no painel de controle. Seus olhos se viraram para mim e eles estavam mais azuis do que eu já tinha visto. – Péssimos movimentos, Srta. Torres. – Zombou, e em um movimento fluído, seu corpo chegou ao meu, fixando-me contra a parede do elevador e batendo os lábios contra os meus. Nossas línguas lutaram, nossos gemidos preencheram o espaço em silêncio. Afastando-se de mim, ela ordenou: – Não se mexa. E mesmo que eu quisesse dizer a ela que se lascasse, meu corpo pedia-me para fazer o que ela disse. Mrs. Robbins segurou os meus arquivos caídos ao canto do elevador e arrancou um post-it fora e colocou sobre a lente da câmera instalada no teto. Um arrepio de excitação passou por mim, lutando com o meu desejo constante de parar esta ... esta coisa entre nós. Eu nunca tinha sido tão atraída por alguém antes. E mesmo conscientemente não querendo que isso continuasse, todos os nervos dentro de mim estavam gritando por seu toque. Não havia absolutamente nenhuma negação como ela me fez sentir. Ela voltou-se para mim, seus lábios mais uma vez tendo a posse dos meus, e um gemido involuntário retumbou na minha garganta. Meu corpo começou a agir por instinto e minha perna foi envolvida em torno dela, pressionando-me mais contra seu corpo, tendo uma de suas pernas longas entre as minhas. Minhas mãos encontraram o seu caminho para o seu cabelo sedoso. Após um momento de uma boca devastar a outra, ela se afastou e os dedos agilmente soltaram o fecho na minha cintura, meu vestido fluindo distante na frente dela. – Céus... assim você acaba comigo, Calliope. – Sussurrou olhando minha lingerie de forma lânguida. Em seguida ela colocou as mãos sobre os meus ombros, olhou em meus olhos e deslizou o tecido para o chão. Suas mãos tocaram as minhas, girando em torno de mim, trazendo-os para cima e pressionando as palmas das mãos contra a parede. Lá estava eu de costas para ela, sem nada, só minha calcinha, e à medida que avançava em mim, eu podia sentir minha umidade traidora escorrendo de lá. Suas mãos tinham aquele toque preciso, mas gentil, capaz de enlouquecer a mais puritana das mulheres e como eu supunha que ela fizesse, seus dedos logo chegaram ao pente de prata do meu cabelo deixando-os cair nas minhas costas nuas. Ela os pegou em suas mãos e puxou minha cabeça quase ao lado, dando-lhe acesso ao meu pescoço. Quentes, beijos molhados choveram minha espinha e através de meus ombros. Seu toque deixou uma faísca de eletricidade pelas minhas costas, sobre cada centímetro de pele que ela tocou. Senti as mãos agarrarem a minha b***a e apertarem, sua respiração quente e ofegante em meu ouvido. – Você tem sido uma garota tão má, Calliope. A forma que ela pronunciava meu nome havia se tornado minha nova forma favorita de ouvi-lo. Acabei tão envolvida por sua voz deliciosa que saltei na surpresa, quando eu senti sua mão apertar minha b***a, e minha única resposta foi um gemido de prazer. Que diabos ela estava fazendo comigo? Eu nunca iria fazer essas coisas. No entanto, lá estava eu, ofegante ao seu toque quase rude. Eu dei um outro suspiro afiado quando as suas mãos apertaram o material escasso na minha b***a e mais uma vez, arrancou. – Espere um outro recibo, i****a. Ela gargalhou sombriamente com meu rugido, e eu a ouvi suspirar lentamente através de seu nariz, seu corpo pressionado contra o meu novamente, a parede fria contra meus s***s provocando arrepios de meu corpo. – Vale cada centavo. – Merda, lá vai outro arrepio delicioso. Sua mão deslizou pela minha cintura e pelo meu abdômen, deslizando para baixo até descansar seu dedo no meu c******s. – Não me preocuparia em gastar toda a minha fortuna repondo cada uma delas, Srta. Torres. A pressão de seu toque me causou dor, os dedos pressionando e soltando, me deixando querendo mais. A necessidade dentro de mim estava crescendo, desesperadamente precisando dela para se mover. – Você só pode gostar de f***r com a minha cabeça sendo tão gostosa dessa forma, Calliope. Passando a mão mais em baixo, os dedos pararam bem na minha entrada, o calcanhar da mão agora se movendo lentamente contra o meu c******s inchado. – Sim. – Sussurrei em provocação. – E você podia retribuir me fodendo de uma vez. – Eu gemi. Seus dedos longos circundando a minha entrada, me provocando, cada movimento me fazia gemer mais. – Ah, você quer que eu te f**a, não é? Meus dedos batendo dentro e fora de você, fazendo você chegar em cima de mim. Você não quer isso, Calliope? Eu gemia como uma atriz pornô até essa altura quando seu dedo finalmente entrou em mim, apertando-me de volta nele. – Diga logo, Srta. Torres. Diga isso e eu vou dar o que você quiser. Um segundo dedo se juntou ao primeiro, e a sensação me fez gritar. Eu balancei a cabeça, mas meu corpo parecia me trair. Fechei os olhos, tentando limpar o meu pensamento, mas tudo foi demais. A sensação de seu corpo investindo contra a minha pele nua, o som de sua voz áspera, e a sensação de seus dedos longos mergulhando dentro e fora de mim tinha-me balançando na borda. A outra mão foi para cima, firmemente tocando meu mamilo através do tecido fino do meu sutiã, e eu gemi alto. Eu estava tão perto. – Fale, Calliope. – Ela resmungou em meu ouvido quando o polegar rolou sobre meu c******s. – Deus, sim. – Eu finalmente gemi. – Eu quero que você me f**a, olhando pra mim e me chamando de Calliope, merda. Ela soltou um baixo gemido estrangulado descansando sua testa no meu ombro. Seus dedos começaram a se mexer mais rápido, mergulhando e andando em círculos. Seus quadris firmes eram a única coisa que me mantinha de pé ainda. Os sons ritmados da nossa respiração ofegante e gemidos de repente foram silenciados pelo toque estridente de um telefone. Nós nos acalmamos quando tomamos consciência de onde estávamos. Eu ouvi um palavrão escapar de sua boca e ela se afastando de mim. Ofegante, voltei a encontrá-la tentando alcançar o telefone dentro do painel de controle. Agarrando meu vestido no chão, enfiei em meus ombros, e comecei a me vestir com as mãos trêmulas. – Sim. – Ela falou ao telefone, nossos olhos se encarando em todo o elevador. – Eu vejo... Não, nós estamos bem ...– Ela se inclinou lentamente pegando minha calcinha rasgada e jogada do piso do elevador. – Não, foi apenas um acidente e o botão disparou. – Terminou, desligando o telefone. Eu tentei acalmar a minha respiração, mas cada parte do meu corpo ainda estava dolorido para chegar ao orgasmo. O elevador se moveu lentamente e começou a subir novamente. Mrs. Robbins ainda tinha o olhar sobre mim quando seus dedos, que haviam me feito quase gritar de t***o momentos atrás, foram levados por ela até a boca de uma forma que eu duvidei como consegui assistir a cena sem cair dura. – Seu gosto é a melhor coisa que já tive para o almoço. – Suas palavras foram surpreendentes e quentes, mas eu não deixei que isso transparecer na minha expressão. O elevador soou quando nós paramos no nosso andar. As portas se abriram e sem outra palavra, ela recolheu minha calcinha arruinada e novamente a surrupiou a colocando no bolso do blazer. A doida tinha sequestrado outra calcinha minha. Ao vê-la caminhar tranquila e triunfante para sua sala e bater as portas, eu mantive meus lábios selados. Bem, ao menos agora eu tenho um bom palpite de onde todas as minhas calcinhas haviam ido parar.
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