O silêncio dos dias seguintes foi estranho. Não o silêncio pesado da tensão. Nem o silêncio calculado da estratégia. Era outro tipo. Um silêncio… vazio. Sem Olívia. Sem ataques. Sem necessidade de reação constante. E foi exatamente isso que fez Mariana perceber algo que ela não esperava. Ela tinha se acostumado à guerra. Naquela manhã, a casa estava calma demais. Miguel já tinha saído para resolver questões pendentes, e Mariana estava sozinha na sala, com um livro aberto que ela não lia há quase dez minutos. Os olhos passavam pelas palavras, mas a mente… não fixava. Ela fechou o livro devagar, apoiando no colo. Respirou fundo. O peito não estava apertado. Mas também não estava leve. Era… estranho. Como se faltasse alguma coisa. Ou talvez… como se tivesse sobrado espaço de

