Capítulo 8

2420 Palavras
Depois do longo café da manhã onde apenas o silencio reinou os dois rapazes tinham terminado a primeira refeição do dia, com um arranhar de garganta Henry tentou chamar a atenção do mais novo, ele se sentia pisando em ovos pela acontecido anterior. — Podemos sair? Tenho que lhe entregar seu presente. O mais velho iniciou com receio de uma nova briga entre eles. Isaak estava pensando desde que chegou ali em como iria iniciar a conversa com mais velho sobre a noite anterior, ele queria falar que não tinha nojo dele ou algo do tipo, apenas que ficou assustado com todas aquelas revelações, pois os dois estavam bêbados e não tinha consciência do que estavam fazendo, não era só porque ele lembrava que o tornava um criminoso. — Sobre ontem... Isaak tentou falar, mas o mais velho tomou a frente. — Tudo bem, Isaak, não vou te forçar a estar na minha presença se assim for sua vontade. Lindo — Você pode me escutar? Eu não... — Isaak, ficou claro que você não gostou nem um pouco do que aconteceu, que se sentiu violado. Não posso te forçar a continuar na minha presença. — Isaak estava por um fio de arrancar os cabelos, estava perdendo a paciência, talvez fosse por isso que os dois sempre brigavam, um falava demais enquanto o outro era silenciado pelos achismos do mais velho. — p**a que pariu, não dar para conversar com você, será que pode me escutar pelo menos uma vez, você parece que faz de proposito para me ver irritado. — Eu estou tentando ser legal, ok? Será que pode ser mais educado? Qualquer coisa já está levantando a voz e me xingando. Isaak fecha os olhos e levanta a cabeça para o céu como se pedindo uma iluminação divina, o gesto não passou despercebido pelo mais velho que notou o pescoço de cor n***a descoberto para o prazer de seus olhos, vários pensamentos nada inocentes passaram pela cabeça de Henry. — A gente nunca vai chegar a lugar algum assim, se continuarmos a brigar por tudo. Isaak diz olhando diretamente nos olhos do mais velho. Parece que da noite para o dia o menor que virou o mais maduro entre os dois. — Olha, eu não sei o que aconteceu, mas eu não pensei em nada de r**m sobre você com relação aquela noite, eu apenas fiquei surpreso. Eu dormi com um homem e não me lembro de nada, foi um choque para mim, eu sempre ia e voltava sozinho em todas as festas, então descubro que em uma dessas noites não aconteceu o que eu imaginei, mas eu dormi com alguém completamente estranho. Vamos apenas esquecer esse episódio, vamos fazer parte da vida um do outro a partir de agora, então vamos tentar levar isso na paz. Henry sentiu sinceridade nas palavras do noivo, ele parecia cansado e finalmente conformado que iria ter sua vida presa a do mais velho. Longe que as bigas parariam por causa dessa conversa, mas ao menos os dois agora aceitavam seus destinos. Eles seriam em breve casados, marido um do outro. Com as coisas em paz, pelo menos naquele primeiro momento, o mais velho indicou o caminho pelos fundos da propriedade, onde depois de andarem um pouco pela terra, chegaram a uma grande construção, um estábulos que dentro estava localizadas as baias de vários cavalos de grande porte, eram todos animais belíssimos, ao todo eram uns vinte animais, onde estava alguns que os funcionários usavam para o dia do trabalho e também cinco que eram apenas do pai de Henry, todos de raça e variavam entre as cores, preto, branco e caramelo, mais tinha o sexto animal de raça, esse era o xodó do mais velho, um grande corcel n***o, sua pelagem era de um brilho que chegava a hipnotizar, seu nome era Turvo, Henry praticamente cuidou do bicho desde que era apenas pequeno potrinho , os dois andavam por ali enquanto Isaak olhava admirado para os grandes e lindo animais ao seu redor presos dentro das baias. Quase ao fim do recinto tinha um funcionário da fazenda com um belo cavalo branco como a neve preso por uma corda, o animal tinha chegado a poucos dias na fazenda, foi comprado pelo próprio Henry que escolheu o animal a dedo, o bicho relincha e bate os cascos sobre o chão do estábulo deixando Isaak de boca aberta com a beleza deslumbrante do animal. — Que lindo. — Ele deixa escapar admirado com o belo cavalo. — É seu. Ele é o seu presente. Não sabia se gostava muito dessa vida na fazenda, mas quando formos casados, verá que quase todas nossas férias e folgas são passadas aqui na fazenda, então queria que tivesse algo para quando estivermos por aqui. Com um sorriso no rosto do mais novo, esse que era o primeiro verdadeiro que era dado na presença do mais velho, Isaak se aproximou mais do belo animal, com um pouco de receio ele levantou a mão para tocar o bicho, o cavalo bufou e bateu as patas da frente no chão novamente, dando o passo para trás, Isaak encontra o corpo do mais velho contra suas costas, as mãos de Henry rapidamente estão na cintura do noivo, o segurando, temendo que o impacto repentino o fizesse cair. Seria mentira os dois dizer que não sentiram nada com aquele contato próximo um com o outro, Henry sentiu seu corpo esquentar e acordar em casa parte, mas estranhamente ele sentiu que pouco tinha a ver com seus desejos sexuais, era mais como se seu coração quisesse explodir e suas mão queimasse com aquele simples toque, ele tinha vivido várias sensações ao ter o corpo do menor para ele naquela noite, era t***o e muitas sensações que o levaram a ter o melhor g**o de sua vida, mas naquele momento eram sensações diferentes, em nada tinha de igual ao primeiro contato que tiveram. O menor sentiu formigar em cada parte que tinha o corpo do maior colado ao seu, seu coração bateu acelerado, dificultando sua respiração, em sua barriga parecia que milhões de borboletas estavam ali ensaiando uma linda e barulhenta coreografia. Sua pele queimava, ansiando por toques gentis do maior. Isaak com toda certeza sentiu que estava enlouquecendo, suas mãos suando só podia ser indício de que tinha algo errado, em nada poderia ter a ver na forma como era segurado por Henry. Aquelas sensações, as bochechas corando, o coração acelerado, o nervosismo, em nada podia ter a ver com reações boas ao corpo do noivo contra o seu. Parecendo voltar a realidade, Isaak se empurra para frente, saindo dos braços futuro marido. Henry sai de sua bolha, ainda sentia o cheiro gostoso que vinha do menor embaixo de seu nariz. Com uma sugada forte a procura do ar que ele perdeu com o contato de seus corpos ele volta a si. — Pode tocar, me certifiquei que era um animal manso. Isaak a princípio ainda com medo, vira-se em direção ao grande animal, Henry notando que o menor ainda tinha receio de se aproximar e ansiando por mais do cheiro dele se aproximou mais por trás do corpo menor que o seu. — Se me der licença posso ajudar você. — Os pelos do corpo do rapaz de cabelos cacheados arrepiaram com aquela voz baixa muito perto do seu ouvido. — Pode me ajudar. — Ele deixou as palavras escaparem, o menor estava impressionado com seu presente, queria muito tocá-lo, então não dispensou a ajuda do noivo. Por trás do corpo menor, Henry segurou sua mão direito com a sua, a outra que estava livre foi para a cintura de Isaak, que sentiu cada toque, fazendo sentimentos confusos surgirem, assim como várias reações, o menor não iria negar que o mais velho era muito lindo, essa palavra não chegava nem aos pés do grande CEO, então como podia alguém ter dormido com um homem desses e não lembrar de nada? Isaak bufou com o rumo de seus pensamentos, pensando haver algo de errado com a aproximação Walker tenta se afastar, mas para na mesma hora com a voz do Rossi. — Tudo bem. Ele apenas diz, então a passos curtos eles vão se aproximando do cavalo, as mãos juntas tocam na pelagem do pescoço do bicho, logo um sorrio nasce nos lábios de Isaak Rossi, ele estava muito feliz com aquilo, era realmente um belo animal. — Eu posso montar? — Sua voz soou animada, fazendo Henry abrir um pequeno sorriso. — Claro, ele é seu. Pode escolher um nome também. O mais novo parecia uma criança que acabou de ganhar uma cesta de doces, ele estava animado, eufórico. Depois de alguns minutos pensando ele finalmente teve um nome para seu cavalo. — Nuvem. Seu nome será Nuvem. — Parecia um nome adequado e bonito para o animal branco como a neve e assim como seu nome dizia também. — É um bonito nome. Finalmente parecendo lembrar que o funcionário ainda continuava ali, Henry olhou diretamente para o homem que tinha um sorriso quase que c***l em seu rosto, mas foi disfarçado quando o patrão o olhou. Ele era quem cuidava de todos os animais da fazenda, desde a colocar comida e limpar suas baias. Junior Ramires era um homem das antigas, com quarenta e cinco anos o homem não era muito tolerante e gentil, apenas fingia ser na frente de seus patrões. — Sele o Turvo e Nuvem, por favor. — Pediu educadamente. — Sim, patrão. O homem levou Nuvem mais para frente do estábulo e começou a cumprir o serviço solicitado, os dois homens ficaram para trás, apenas olhando o funcionário fazer seu trabalho. Depois de tudo pronto os dois cavalos estavam prontos fora dos estábulos, Isaak acompanhou tudo de perto, pensando que talvez num futuro próximo ele mesmo poderia fazer aquilo, selar seu cavalo e sair por aí em uma expedição pela fazenda sem o mais velho, apenas para relaxar de suas preocupações. — Posso te ajudar a subir? — Perguntou solicito ao mais novo. — Sim. — Ele estava muito feliz, não queria sofrer um acidente sendo irresponsável e negando ajuda, já que nunca subiu num cavalo. — Pode ir, eu cuido do resto. — Falou para Junior, que com um aceno saiu em direção ao pasto onde alguns cavalos corriam livres. — Coloque seu pé esquerdo sobre isso aqui. — Apontou ele para o pequeno objeto de ferro meio triangular preso a sela. — Jogue seu corpo por cima do cavalo e passe a perna direita por cima de Nuvem. — Ele foi para perto de Turvo que estava um pouco ao lado dos dois. — Assim. — Com agilidade e montou sobre o seu animal. Isaak abriu a boca em surpresa por tamanha beleza, seu noivo parecia combinar com aquele cenário, botas de couro, chapéu sobre sua cabeça e calças jeans, o mais novo não pode impedir de o achar gostoso. Saindo de seus pensamentos ele voltou sua atenção ao seu próprio cavalo quando se posicionou para imitar os gestos do noivo, quando sentiu as mãos grandes novamente em sua cintura, ele tremeu de leve, fechou os olhos por alguns segundos para recobrar a consciência. — Vou te dar impulso. — Henry se limitou a dizer, e quando o rapaz fez com forme lhe foi passado ele apertou sua cintura com um pouco de força lhe dando estabilidade, então no segundo seguinte ele estava montado sobre Nuvem. Walker olhou maravilhado aquela cena, o sorriso do menor estava gigante, ele parecia realmente feliz, o que fez o coração aflito do mais velho se acalmar, ele ainda tinha um pequeno medo de ter estragado tudo, aquele momento de paz entre os dois o agradava, e muito. — Aqui, pegue as rédeas, não precisa de muito para que ele ande, não deixe muito solta para que ele não corra, puxe para trás com cuidado para ele parar e para direita ou esquerda caso for nessas direções, mas como vamos juntos ele me seguirá com cuidado, apenas segure firme as rédeas, ele fará o resto. — ‘Tá’ bom. Para onde iremos? — Perguntou ansioso. — Vou te apresentar a fazenda como falei antes. Os campos, os animais, irá ver tudo. A surpresa estampou a face de Isaak quando Henry pegou a cesta e forrou um lindo pano xadrez ali no meio das flores, numa pequena parte que estava sem flores, ele organizou tudo que trouxe para o almoço e com um sorriso que revirou a barriga do mais novo ele o chamou para comer, almoçaram ali, em meio as flores brancas e o canto de alguns pássaros ao longe. — Nossas terras terminam aqui no campo de flores. — Henry disse parando seu animal a pouco centímetros das flores brancas que espalhava um cheiro gostoso e calmante em volta deles. O sol tocando nelas, parecia até mesmo uma pintura digna do mais renomado museu. Aquela inspeção pelas terras durou das nove horas da manhã até um pouco mais das onze horas, Isaak ainda não tinha notado a cesta presa ao cavalo do mais velho. — O que são essas flores? — Isaak pergunta, ainda admirado com a beleza daquela paisagem. Henry sorri olhando para os olhos brilhosos do menor. — É um campo de camomila. — É sério? — Ele parece surpreso, além de chocado. — Não sabia que as flores de camomila eram tão bonitas, vocês fazem chá delas? — Continha muito interesse em sua pergunta. — Sim, apenas para consumo nosso, não vendemos. — Isso é muito legal, podemos descer para ver de perto? — Podemos sim. Henry desce de Turvo sem problemas, logo seguindo para ajudar Isaak, ele o segura pela cintura e logo o menor estar sobre seus pés, os dois corpos juntos, pertinho um do outro, os olhos se chocam, azul no preto, é como se um balé de luzes estivesse acontecendo dentro das irises. Aquele momento durou meros segundos, mas foi o suficiente para mexer com certos sentimentos, talvez fazer nascer uma pequena fagulha no que seria num futuro próximo uma grande e enorme fogueira. A surpresa estampou a face de Isaak quando Henry pegou a cesta e forrou um lindo pano xadrez ali no meio das flores, numa pequena parte que estava sem flores, ele organizou tudo que trouxe para o almoço e com um sorriso que revirou a barriga do mais novo ele o chamou para comer, almoçaram ali, em meio as flores brancas e o canto de alguns pássaros ao longe.
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