Touro Narrando Acordei com o peso do corpo dela encostado no meu, quente e leve ao mesmo tempo. Ela tava ali, deitada, segurando em mim como se fosse a última coisa que ela tivesse no mundo. Meu braço, mesmo doendo pra caralhö, se mexeu sozinho, puxando ela mais pra perto. Só que aí senti algo molhado. Ouvia ela chorar baixinho, mas sem soltar a respiração, tentando segurar. — Que foi, mulher? — falei, com a voz rouca e grossa de quem m*l tinha acordado. Ela não respondeu, só mexeu um pouco a cabeça no meu peitö, evitando olhar pra mim. Senti ela passando a mão devagar no curativo perto do meu ombro, como se quisesse sentir que eu ainda tava ali, inteiro. — Marília, tá chorando por quê? — insisti, minha mão agora no cabelo dela, mesmo sem jeito. Marília — Eu tô aqui, com você... com

