AMBER REESE
A NYU Lafeyette Hall, é uma das melhores universidades do mundo, conseguir uma bolsa nela não foi nada fácil, além da unidade e taxas obrigatórias eu ainda precisava de livros. Livros que acabaram por ser bem mais caros do que meu curto orçamento poderia cobrir. Quando entro na sala de aula penso em ignorar o trio red como eram conhecidas, Briella, Evangeline, e Hailey, líderes de torcidas que usavam e abusavam da maquiagem e batom vermelho. As três ruivas me olham de cima a baixo. Assistir aula de anatomia foi um desafio, Briella Hailey e Evangeline não paravam de falar daquela boate e principalmente do dono dela, é claro que elas me viram saindo das salas privativas por esse motivo não paravam de me circular,
__Ambêr! Estávamos esperando por você. Evangeline e Hailey dizem juntas, eu não conseguia compartilhar do mesmo entusiasmo às oito da manhã sem um copo de café, então forcei um sorriso amarelo.
__Vamos direto ao ponto! Como conseguiu chamar atenção dele? Que dizer, não que você não seja bonita, mas estávamos lá como isso aconteceu? Se a intenção era não ofender, o efeito foi contrário. Briella era duas cabeças mais alta que eu, das três ela era a que eu menos suportava isso se dava ao fato de que ela sempre dava um jeito de me humilhar quando estava perto da minha prima Megan.
Eu as conheci no clube, descobri depois que grande parte das meninas da minha faculdade saem com homens ricos para ganhar dinheiro fácil e ter uma vida de luxo, dinheiro fácil e celulares do ano era um convite tentador demais para elas recusarem.
__Não sei do que está falando, eu acabei entrando em uma sala privada sem querer quando percebi o engano sai correndo feito uma doida. minto na cara mais lavada do mundo. Meu professor lança um olhar ameaçador por cima dos óculos de grau e isso faz com que elas se calem.
Pelo menos era o que eu pensava, Hailey e Evangeline se sentam do meu lado como se fossemos melhores amigas, Briella me encara impaciente. Seus cabelos estavam soltos e com pesados cachos nas pontas, seu rosto estava perfeito e bem maquiado o batom vermelho era sua marca registrada, mesmo Evangeline e Hailey que eram igualmente bonitas ficavam apagadas ao lado dela, Briella era o tipo de garota que os homens fariam fila para ter do lado e ela sabia disso.
__Não seja tola! A gente sabe que estava com ele porque está mentindo? Seus olhos azuis saltam para mim furiosos, ela já sabia a resposta.
__ Não te interessa. Digo irritada. Abro meu caderno e começo a fazer algumas anotações para fazer com que elas se afastem.
__No máximo ele queria um boquete de uma v***a qualquer! E como você estava lá se insinuando. O peso de suas palavras é como um soco na cara, eu queria pegar aqueles cabelos vermelhos e esfregar no chão. As coisas não aconteceram como elas achavam, mais o que ela falou tinha um pouco de verdade. Briella sorriu como se tivesse feito a descoberta do ano.
__Não somos suas inimigas Amber! Pense nisso. Antes que eu diga mais alguma coisa o professor se afasta do quadro e nos expulsa da sala. Saio fumaçando com vontade de acertar uns bons tapas em Briella.
Encarar o médico do meu irmão para receber mais uma notícia r**m não era algo que eu esperava. O doutor Henry era um dos melhores oncologistas de Nova York, ele era especialista no tratamento de tumores infantis além de ser extremamente atraente.
__Ambêr eu queria muito ser positivo, mas já que Theodor não apresentou uma melhora com o tratamento atual, o transplante de medula óssea é a nossa melhor opção no momento.
Theo passou m*l pela manhã o que me fez correr da aula e trazer ele ao médico, todo o dinheiro do seguro de vida dos meus pais foi transferido para o tratamento do meu irmão eu estava começando a ficar sem opções.
__Dr e as bolsas de sangue? Você me disse que esse novo tratamento nos daria tempo para juntar o dinheiro.
__Eu receio em dizer isso Ambêr! Mais tempo é uma coisa que não estamos tendo, Theo apresentou uma proliferação descontrolada de células anormais, e estão se espalhando cada vez mais rápido. Infelizmente nem você nem sua tia são compatíveis sugiro que vocês se apressem.
Eu estava tentando ser forte, mas a ideia de perder meu irmão era como ser esfaqueada repetidas vezes no mesmo lugar. Sem ele eu não teria forças, eu já havia perdido muita coisa na minha vida Theo não seria uma delas.
__Ambêr pode me chamar de Henry já disse a você. Ele coloca a mão em meu ombro em sinal de conforto. Fecho meus olhos e deixo as lágrimas caírem, eu queria que meus pais tivessem aqui tudo estaria bem, eles saberiam o que fazer eu só era uma garota boba que achava que poderia resolver tudo sozinha.
__Eu posso reduzir o valor da cirurgia para trezentos mil, mas quanto aos procedimentos laboratoriais não posso fazer muito, infelizmente isso está ligado a política do hospital. Balanço a cabeça de forma positiva, Henry me abraça e o gesto me parece tão íntimo, mas eu ignoro, uma parte de mim só queria não se sentir tão sozinha. Por um momento eu olho seus lábios e penso: por que não? Ele percebe minha intenção e por mais que tente disfarçar vejo desejo em seus olhos escuros.
__ Esta se sentindo melhor? Pergunta meio rouco, a vergonha vem com força e eu me afasto me sentindo humilhada.
__Me desculpe, eu sei que isso não é nem um pouco profissional ou ético, eu devo estar horrível. Seco meus olhos e tento limpar o rímel que derreteu junto com as lágrimas eu não sei por que estava me preocupando tanto com aparência em uma situação como essa, talvez seja porque Henry era um dos caras mais bonitos que eu já havia conhecido.
__Theo é um menino forte, ele tem reagido bem aos tratamentos e por esse motivo a cirurgia agora seria ideal, Ambêr pode contar comigo para qualquer coisa. Seu comentário me faz corar, me afasto do seu toque rapidamente minha vida estava fudida de mais para flertar com médico do meu irmão.
__Obrigado Henry, você está fazendo muito pelo meu irmão, eu tenho que ir, mas vou passar na administração para tratar da cirurgia. Não espero sua resposta saio da sala e vou a administração.
Eu passo o restante da tarde com meu irmão, o levo até sua sorveteria preferida ignorando completamente a fatura absurda do plano de saúde no bolso do meu jeans. Leonora não me daria um centavo para fazer a cirurgia, já era demais que ela nos desse um teto e comida na mesa. Tentei evitar minha tia na volta pra casa, mas foi impossível.
__Quando iria me contar o valor do plano de saúde, e porque você ainda não pagou será preciso lembrá-la que os empréstimos que você fez estão no meu nome. Droga, como eu contaria para ela que eu usei o dinheiro dos empréstimos para pagar a faculdade.
__Me desculpe, eu esqueci de pagar, vou fazer isso amanhã cedo. Me viro pronta para finalizar nossa conversa quando ela me impede.
__Se está tendo problemas com dinheiro deveria fazer o mesmo que as meninas, eu falei com o Dr Henry ele me disse sobre o estado de Theodor, quando iria me contar. Que ótimo! Mas uns dos momentos em que ela estava fingindo que se importava, Leonora não cansava de jogar na minha cara que éramos um estorvo na vida dela, ela culpava minha mãe por ter abandonado seja lá o que elas faziam antes, e eu estava aqui para ser o alvo de todo o seu ódio.
__Eu ia te contar, mas não tive tempo.
__Eu não me importo com o que você faz no seu tempo livre, mas se continuar ignorando suas obrigações já sabe o que vai acontecer.