Ficamos os dois imóveis. Helena está prestes a desmaiar e eu analiso cada movimento dela. Quando percebo sua intenção de correr para longe eu a alcanço rápido e puxo seu corpo para dentro do meu. Agarro com facilidade suas duas mãos, mantendo-as presas atrás das costas e ao mesmo tempo eu tapo sua boca. Não foi assim que eu imaginei imobilizar Helena dentre todas as circunstâncias que eu gostaria. Consigo sentir o coração dela batendo rápido e seu corpo tremendo na frente do meu, sem possibilidade de escape. Helena respira com dificuldade e se balança com toda a força que tem para tentar escapar, o que não faz nenhum efeito, obviamente. Tudo bem, está claro agora que eu não sou padre. Mas por que tanto desespero? Eu não entendo. Isso não é apenas uma raiva por ter sido enganada, é pavor.

