Abro os olhos pesados, a claridade faz minha cabeça doer mais ainda e é difícil conseguir mantê-los abertos. Sinto uma dor forte na parte de trás da minha cabeça, pouco acima da nuca, então levo a mão até lá para ver se ainda sangra mas há um curativo no lugar. Mesmo com uma dor forte no meu estômago eu forço para ficar sentada e olhar ao redor. Não me lembro de nada que aconteceu até ficar tonta com as pancadas que recebi na cabeça, franzo o cenho ao ver onde eu estou. Eu andei até aqui? O padre Afonso está dormindo tranquilo no chão, já é dia e eu não consigo lembrar como eu cheguei até aqui. Levo a mão a minha boca, lembrando que ela foi muito castigada e encontro alguns nós no meu lábio. Eu devo ter sido atendida por um médico ontem a noite. — Você acordou! — Padre Afonso me faz

