CAPÍTULO 13 — HELENA

1401 Palavras

Conto até dez lentamente em minha cabeça antes de abrir os olhos, felizmente não tendo o desprazer de encontrá-la mais em minha frente. Depois de ouvir passos, eu demorei, apenas para garantir que eu não precisaria olhar para ela novamente agora, pois eu não suportaria. Emburrada, me mantenho séria e sem dirigir nenhuma palavra ao padre Afonso, eu caminho até a mesa de cabeceira e pego o saco plástico de padaria. Como eu pensei, ela passou em algum lugar no caminho e comprou uma porcaria qualquer, porque aquela ali não frita nem um ovo. Sem me dar ao trabalho de abrir, de pedir ou de dar explicações, eu vou até a lixeira e jogo fora. — Por que fez isso? Eu nem vi o que é, o que direi quando ela me perguntar se eu gostei ou não? — Apesar do que eu fiz e de suas palavras, padre Afonso nã

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