Tranco a porta da capela para garantir a segurança dos dois enquanto eu estiver fora, por precaução, e vou até o beco. Estava esperando a poeira abaixar para me livrar do carro, mas talvez mais um assassinato fará bem ao automóvel. Dirijo até a casa de Helena e bato na porta azul sem parar, quase derrubando a madeira, até que ela é aberta. Quando Aurélio me vê, fica branco como um fantasma, perdendo toda a cor do seu rosto. Com certeza ele não esperava que receberia a minha visita agora, e depois do que fez, claro que a preocupação o atinge. — Padre? — Se choca, com os olhos enormes e posso jurar que vejo uma gota de suor escorrer por sua testa. — O que faz aqui? Agora eu estou tranquilo, minha furia está guardada por hora, afinal, conheço qual vai ser o destino dele. Assumo uma post

