Em casa, Anahí disse que ela e Dulce passariam o fim de semana na casa da tia de Dulce, Dona Rosa, que teria o aniversário de uma prima e Dulce não queria ir sozinha. Os pais acharam ótimos que a filha saísse um pouco e como a casa da “Dona Rosa” era em outro município, Anahí dormiria na sexta na casa de Dulce e sábado de manhã elas iriam. Parecia a desculpa perfeita, apesar de Tisha não gostar muito da filha dormir fora de casa por tantos dias. Henrique apoiava a ideia da filha ir se divertir um pouco. Já Angelique não gostou, iria ficar em casa e ter que ajudar nas tarefas. Apesar de estar tudo certo para o fim de semana, Nani se sentia péssima em ter que mentir, principalmente para o pai, mas ainda não estava na hora de conversar com a família sobre o envolvimento dela com Alfonso.
Dulce: Você vai ficar me devendo em. Porque eu vou ter ir para casa da minha tia só para cobrir esse seu fim de semana.
Anahí: Tem certeza que sua mãe não vai desconfiar?
Dulce: Tenho, ela não fala com minha tia desde o divórcio. Não quer contato com a família do meu pai.
Anahí: Tudo bem então. Obrigada, Dul. Nem sei como te agradecer.
Dulce: Eu vou pensar em um jeito. Anahí sorriu. - Ele vai te buscar? Perguntou vendo a amiga arrumar algumas coisas no quarto.
Anahí: Eu vou trabalhar amanhã e depois vou a faculdade, terei só dois tempos de aula, ele ficou de sair com os amigos e depois vai me buscar de lá nós vamos direto para o apartamento dele. Dulce assentiu.
Dulce: Já sei como vai me agradecer.
Anahí: Como? Perguntou curiosa.
Dulce: Vai me apresentar esse amigo dele. Vai que.... Disse sugestiva.
Anahí: Você não cria vergonha na cara. Deixa de ser safada. Riu.
Dulce: Pra que? Tem coisa melhor? Elas riram. - Eu preciso ir para casa. Para todos os efeitos vamos passar o final de semana juntas então não rola dormir aqui. Anahí assentiu. - Sorte sua que moro há algumas casa daqui.
Dulce se despediu dos pais de Anahí que estavam na sala. Quando Anahí se juntou aos pais no sofá. Viu os dois entretidos com a TV, mas sua mãe parecia mais pensativa.
Anahí: Mãe? Chamou e Tisha encarou. - O que foi?
Tisha: Nada, querida. Sorriu. Mas no fundo Anahí sabia que algo a incomodava, mas decidiu deixar para lá, quando fosse o momento a mãe contaria. Depois de um tempo foi para o quarto deixando os pais sozinhos.
Henrique: Disfarça, ela já está percebendo que está incomodada.
Tisha: Estou tentando, mas isso dela dormir fora não me agrada. Passar o fim de semana inteiro na casa dos outros. Henrique bufou.
Henrique: A Angel faz muito pior e você parece não se importar. Festas, bebedeiras e sabe se lá mais o que.
Tisha: Mas ela sempre volta para casa. Eu me preocupo com as duas. Sei que a Annie é responsável, só não gosto das minhas filhas longe de mim.
Henrique: Tisha, elas já são adultas, uma hora elas vão criar asas e voar. Ter sua família, viajar, conhecer pessoas, ter namorados e dormir fora. Não são mais uma menina. Sei que se pudéssemos a materíamos em casa sempre, longe de todos os perigosos do mundo, mas não podemos. Só nos resta aceitar que elas cresceram.
Tisha: Parece bobo, mas a Annie é tão minha parceira, minha amiga, sabe? E ficar dias longe dela, mesmo que poucos me incomoda.
Henrique: Eu sei, querida. Mas só nos resta aceitar. Só não deixa ela perceber, porque é capaz de deixar de ir só para não nos magoar. Tisha assentiu.
Tisha: Não vou. Ela merece se divertir. Tem trabalhado tanto e estudado ao mesmo tempo. Tem sido uma rotina difícil. Henrique concordou.
Na sexta Anahí acordou com o carinho da mãe.
Anahí: Mãe? Que horas são? Perguntou assustada pensando ter perdido a hora.
Tisha: Está na hora, filha, não precisa se preocupar. Vim te chamar. Você sempre levantar cedo para ajudar com o café e como vai sair, fiz mais cedo para se ajeitar com calma. Disse sorrindo.
Anahí: Obrigada. Deu um beijo no rosto da mãe. E de fato Anahí conseguiu fazer as coisas com mais calma. Quando saiu do quarto sentiu o cheiro de café e ela até conseguiu tomar café com os pais. Henrique a levou no ponto. E os dois se despediram com um beijo no rosto.
No trabalho o dia ocorreu de forma normal, os dois tentando disfarçar os olhares, os sorrisos. Alfonso tinha preparado algumas coisas para aquele fim de semana, onde teria Anahí por dois dias inteiros, fora as noites. O horário de almoço foi o escolhido para trocarem alguns beijos antes de cada um ir almoçar. Ucker confirmou com Alfonso que Maite também iria com eles ao barzinho. Alfonso não viu problemas, era bom que poderiam conversar como nos velhos tempos.
Anahí seguiu para faculdade, Alfonso fez questão de deixá-la lá, mas não sem antes os dois ficarem no carro trocando alguns beijos, com direito a uma mão boba aqui e ali. Ela entrou na sala sorrindo o que não passou despercebido por Phoebe e Liam, este mais incomodado com o possível motivo da felicidade dela.
Enquanto Anahí se concentrava na aula, Alfonso estava em um barzinho com Ucker, Maite, Mane e Belinda.
Alfonso: Pensei que seria só eu, você e Maite. Disse ao amigo que sorriu.
Ucker: E seria, mas Mane estava todo estressado com o trabalho e com o fato da Sophia está caidinha por causa da virose e Belinda veio de penetra mesmo. Alfonso riu.
Belinda: De penetra não. Você disse que iriam sair para beber então eu me convidei. Disse cínica e os demais riram.
Alfonso: Está certa. Riu
Maite: Mas então. Vai contar o porquê não está mais com a tal garota? Perguntou com curiosidade.
Mane: Mulheres...sempre curiosas. Maite deu um tapa de leve no ombro dele.
Ucker: Fofoqueiras... você quer dizer. Provocou.
Belinda: Fofoqueiros são vocês. Que ficam aí cheios de cochilos por causa do Alfonso e da Anahí.
Alfonso: Não me coloca nessa panela não.
Belinda: Mas é verdade. Não é mais segredo para ninguém que estão se pegando. Geral já está sabendo.
Alfonso: Bom, se geral for nossos amigos não tem problema. O problema são certas pessoas.
Maite: Por certas pessoas for suas exs, já era. A Perla já sabe.
Belinda: Cláudia também.
Alfonso: Como assim a Cláudia também? Quem contou?
Belinda: Foi sem querer. Eu estava conversando com a Mel sobre a nossa aposta e como ela estava conversando com meu pai sobre a agenda dela, acabou escutando a minha ligação.
Alfonso: Droga! Não queria que ela soubesse ainda. Não queria que ela se magoasse.
Maite: Isso seria impossível. Aconteceria de um jeito ou de outro. Não dava para evitar. Afinal ela já estava ciente do que aconteceria quando decidiu por fim no namoro de vocês.
Ucker: Olha, não vamos falar sobre isso. Deixa o Alfonso seguir a vida dele com a Anahí. Assim como a Cláudia vai encontrar alguém legal.
Belinda: Então vamos falar de você. O que aconteceu com seu casinho?
Ucker: Vocês não vão acreditar. Já tinha uns dias que eu andava percebendo que ela queria sempre ir a lugares caros, queria ir a restaurantes caros e pedir champanhe, assim como vinhos das melhores safras, não estou sem mão de vaca, mas para tudo tem um limite. Belinda abriu a boca surpresa. - Já queria conhecer minha casa, meus pais, sendo que já tinha deixado claro que seria só sexo, nada além disso. Que não queria um namoro agora.
Maite: Arranjou uma interesseira. Constatou. Ucker assentiu.
Ucker: Isso nem foi tudo. Estávamos no motel né. Nunca a levei para minha casa, então sempre íamos para um motel, as vezes algum hotel. Só que nesse dia, quando fui tomar banho e a deixei na cama, foi coisa rápida tinha acabado de abri o chuveiro, mas decidi chamar né. Vai que rolava mais uma vez quando saí do banheiro ela estava pegando o dinheiro da minha carteira. Aí foi demais, brigamos e acabei pondo fim em tudo.
Mane: Cara, que situação em.
Ucker: Pois é, e agora ela fica me ligando, mandando mensagem. Não entende que não quero mais nada, que nunca vai voltar a acontecer, não confio nela.
Alfonso: Acho que qualquer um na sua situação não confiaria.
Belinda: E o que ela disse quando você a pegou no flagra? Perguntou ainda sem acreditar.
Ucker: Tentou se explicar, negar. Mas confrontei e ela acabou dizendo que estava precisando do dinheiro, que tinha vergonha de pedir.
Maite: Muito cara de p*u. Os demais assentiram. Depois o assunto acabou mudando, Alfonso foi o primeiro a se despedir assim que recebeu mensagem de Anahí avisando que a aula tinha acabado. Os amigos zoaram, mas ele não se importou. Iria pagar pelas latinhas de refrigerante que tinha bebido, mas Ucker negou. Como estava dirigindo não tinha ingerido bebida alcoólica. Porém mesmo sóbrio ele não percebeu como Maite e Mane pareciam próximos demais, íntimos demais. Belinda foi a próxima a ir embora e Ucker ofereceu para irem juntos, moravam perto e poderiam dividir o táxi, o que fez a loira aceitar. Desse modo ficando só Maite e Mane.
Mane: Enfim sós. Disse no ouvido dela.
Maite: Você não perde uma oportunidade né. Ele sorriu negando.
Mane: Não sei porquê fingir que não temos nada. Eu estou louco por você. Disse beijando o pescoço dela.
Maite: Você sabe o porquê. Você e a Mel tem a Sophia. Não conversei com ela sobre a gente ainda. Não sei como ela vai reagir.
Mane: Ela não tem porque reagir de forma negativa. Estamos divorciados há anos. E a Sophia te adora. Para de arrumar desculpas. Vamos lá para casa? Estou com saudades de você. Maite suspirou sentindo os dedos dele irem por um caminho já conhecido entre eles.
Maite: Vamos logo. Também estou louca para ficar sozinha com você. Ele sorriu e em seguida colou seus lábios nós dela, inciando um beijo que já indicava onde os dois acabaram naquela noite.
Pelo visto, não era só Anahí e Alfonso que não assumiam o que acontecia entre eles.