Alfonso encarou Anahí sem entender o que tinha acontecido. Os dois estavam há dias tentando tirar um momento a sós, principalmente depois que ele voltou de viagem o trabalho acumulou, a faculdade estava em período de provas então tinham sido dias difíceis para os dois. E agora quando os dois estavam na cama, no apartamento dele. Anahí parecia assustada depois de atender o telefone.
Alfonso: O que foi? Aconteceu alguma coisa?
Anahí: Era a minha irmã. Não consegui entender direito, ela pareceu nervosa até assustada. Eu preciso ir buscá-la. Disse se levantando da cama e recolhendo suas roupas. Alfonso respirou fundo e se levantou também.
Alfonso: Ela te disse onde está? Perguntou a fazendo o encarar.
Anahí: Sim, mandou por mensagem o endereço, ela não disse muita coisa. Ele respirou fundo.
Alfonso: Eu vou trocar de roupa e vamos buscá-la. Disse se afastando para pegar suas roupas. Anahí o segurou pelo braço o fazendo se virar.
Anahí: Não precisa. Eu pego um táxi.
Alfonso: Nem pensar. Já viu a hora? É perigoso ficarem as duas sozinhas por aí. Ela sorriu.
Anahí: Obrigada.
Alfonso: Não precisa agradecer. Sorriu.
Poucas vezes Anahí viu Angelique assustada ou chorando e por isso ela percebeu que algo de sério tinha acontecido com a irmã. Ao atender e perceber o choro e a voz da irmã, já sabia. Quando Alfonso estacionou o carro. Anahí logo desceu e Angelique que estava na calçada correu para abraçar Anahí.
Anahí: Shiii! Está tudo bem. Estou aqui. Disse tentando consolar a irmã. Alfonso optou por se manter em silêncio. Dando tempo as duas.
Angelique: Não sei o que vou fazer agora. Não sei.
Anahí: O que aconteceu com você? Alguém te fez alguma coisa? Perguntou e olhou a irmã procurando algum machucando. Mas não tinha nada. Fisicamente ela estava bem.
Angelique: Eu..eu..Disse tentando encontrar as palavras, foi só então que percebeu a presença de Alfonso ali. Quando os dois se olharam nós olhos pela primeira vez. Os dois ficaram surpresos. Anahí percebendo os olhares encarou os dois. - Vocês se conhecem? Perguntou a irmã.
Anahí: Eu quem deveria perguntar isso, não?
Alfonso: Que mundo pequeno não é mesmo? Nunca fomos apresentados devidamente. Sou Alfonso, nos vimos algumas vezes quando ela saía com o Ucker. Explicou a Anahí. - A vi uma vez em um festa e em um bar com o Ucker.
Anahí: Espera...você é a garota que saía com o Ucker? A que..que.. não conseguia completar tamanho as vergonha que sentia naquele momento.
Angelique: A que tentou pegar o dinheiro? Sim. Sou eu. Anahí a soltou passando as mãos no rosto.
Anahí: A onde está a educação que nossos pais te deram? Meu Deus, como me sinto envergonhada agora.
Alfonso: Acho melhor ter essa conversa ser em outro lugar. Disse olhando em volta. Anahí concordou.
Durante o caminho, Anahí falava sem parar, colocava toda sua revolta pra fora e Angelique rebatia. Era uma discussão na qual Alfonso não se metia. Ainda processava o fato de Angel ser irmã de Anahí e a garota que tentou furtar seu melhor amigo. Ele se perguntava como duas irmãs poderiam ser tão diferentes. Diante daquele encontro inesperado Angelique tinha até se esquecido que teria que enfrentar a verdade e a revolta dos pais quando soubessem da gravidez, e do que ela fez.
Anahí: Eu ainda não consigo acreditar.
Angelique: Você fala de mim, mas está mentindo há semanas também. Dizendo que vinha com amiga do trabalho, mas está de namorado novo. Afinal de onde vocês se conhecem? Perguntou a irmã.
Anahí: Isso não vem ao caso.
Angelique: Claro que vem. Aposto que a Dulce sabia né. Por isso os segredinhos. Aquelas desculpas esfarrapadas para dormir fora. Alfonso estacionou o carro em frente a casa delas e esperou. Não iria se meter. Só se Angelique faltasse com respeito a ele ou a Anahí.
Anahí: Ela sabe sim, sabe porque é minha amiga e eu confio nela. Agora antes de entrar diga o que foi que aconteceu? Você que me ligou naquele estado. É da sua vida que estamos falando aqui, não da minha. Disse e Angelique se encolheu. - O que você fez? Falou observando a reação da irmã.
Angelique: Estou grávida. Disse de uma vez. Fazendo Anahí arregalar os olhos e ficar estática. Até Alfonso ficou surpreso.
Anahí: Grávida? Meu Deus! Como? Perguntou atordoada.
Angelique: Não preciso explicar como se faz né.
Anahí: Não seja irônica. Como você deixou isso acontecer? Por que não se cuidou?
Angelique: Annie...eu..eu.
Anahí: Você o que? Perguntou quase perdendo a paciência.
Angelique: Eu fiz de propósito. Confessou. Anahí parecia não estar escutando aquilo. - Eu achei que ele estava gostando de mim, eu deixar levar sabe? Já estávamos saindo há quase dois meses e bom..eu pensei que.
Anahí: Pensou o que? Que dois meses era tempo suficiente para engravidar de um cara por dinheiro? Explodiu, colocando sua raiva para fora. - Se você fez de propósito foi pensando em seu benefício próprio. Não foi por amor, eu te conheço bem para saber, se fosse algo que tivesse acontecido por um descuido, eu até entenderia. Mas não. Você queria dá o golpe da barriga. Meu Deu, Angelique? O que você fez? Você tem ideia do que fez? De como brincou com a vida das pessoas? De como vão ser as coisas agora? Disse nervosa e Angelique começou a chorar.
Angelique: Eu sei...o papai.. ele...ela vai me colocar pra fora de casa. Disse chorando. Parecia que a ficha da situação a qual ela está a finalmente estava caindo.
Alfonso: Annie, fica calma. Eu sei que é difícil. Mas ficar nervosa desse jeito não vai fazer bem para nenhuma das duas. Disse intervindo pela primeira vez.
Anahí: E agora, Alfonso? Ela não entende, ela não tem ideia do que é ter um filho, os gastos, a responsabilidade. É uma vida. Não é um brinquedo novo.
Alfonso: Eu sei. Eu te entendo, amor. Mas agora já foi. Ela está grávida não há nada que se possa fazer. Só apoiar e dá amor a essa criança, seu sobrinho não tem culpa de nada. Disse sorrindo a tranquilizando. E pela primeira vez ela conseguiu sorrir.
Anahí: Eu vou ser tia. Disse boba.
Alfonso: Vai, amor. A tia mais linda e coruja do mundo. Angelique sorriu de leve ao ver os dois. Nunca tinha visto a irmã daquele jeito com ninguém.
Anahí: Precisamos contar aos nossos pais.
Angelique: Annie...não.
Anahí: Não tem jeito. Não dá para esconder.
Alfonso: E o pai da criança? Já sabe? Angelique assentiu.
Angelique: Eu contei, aquele prédio era aonde a gente se encontrava. Era onde me iludia dizendo coisas bonitas e eu acreditava. Eu disse a ele, mas ele me acusou de coisas horríveis me deu um cheque para abortar e disse que não podia assumir.
Alfonso: Sei que não é inocente nisso tudo, mas sinto muito que tenha acontecido dessa forma. Mas sabe que ele tem obrigações com a criança né independente de querer ou não.
Anahí: Vamos conversar com calma.
sobre isso. Sei que fez burrada, mas o bebê não tem culpa.
Angelique: Ele não vai assumir, Annie. Ele gritou isso para mim. Ele disse que não podia, que tinha a família dele. Só hoje descobri que ele era casado.
Anahí: Eu..não sei o que te dizer. Mas essa agora. Respirou fundo.
Angelique: Juro que não sabia. Achei que era solteiro. Eu juro.
Anahí: Agora o importante contar ao nossos pais e depois a gente vê como vão ficar as coisas. Angelique desceu do carro deixando o casal sozinho. - Eu...sei que não é o momento, mas será que...ele sorriu, segurou a mão dela e disse a olhando nos olhos.
Alfonso: Eu entro com vocês. Vou estar lá para segurar sua mão. Ela o abraçou forte.
Anahí: Obrigada. Eu não sei o que esperar da reação deles. Não quero estar sozinha com ela nesse momento e você é a pessoa que mais confio, tirando a Dulce.
Alfonso: Vou ser sempre seu ponto de apoio. Disse sincero e ela o agradeceu com um beijo apaixonado.
Não era nem preciso dizer o quanto Henrique achou estranho as filhas entrarem em casa aquela hora, principalmente depois da Anahí ligar dizendo que estava com Dulce, e com aquele homem que ele nunca tinha visto junto.
Henrique: O que aconteceu?
Anahí: Precisamos conversar. Disse séria. Tisha saiu da cozinha e encarou os três na porta também sem entender. - Acho melhor todos nós sentarmos, o assunto é sério. Angelique caiu no choro ali Henrique soube que as coisas iriam mudar totalmente naquela família.