Capítulo Vinte e um.

1462 Palavras
Anahí sorria boba sentindo toda aquela vibração entre ela e Alfonso, seu corpo protestava, reclamava devido ao afastamento. Os pais a encararam com surpresa. Henrique: Não foi a faculdade hoje? Perguntou abraçando a filha e dando um beijo em sua cabeça. Anahí sorriu feliz, o pai era sempre tão carinhoso, a fazia se sentir segura, protegida e amada, gostava do jeito dele de tratar as filhas. Anahí: Não, está muito frio e estou muito cansada também, como não tinha nada importante hoje decidi faltar. Tisha: Tome um banho quente e descanse um pouco. Eu vou preparar o jantar, vai ser bom jantarmos todos juntos. Disse sorrindo a filha. Anahí assentiu. Seguiu o conselho da mãe. No banheiro se despiu e se encarou no espelho lembrou dos beijos trocados com Alfonso, de como seu corpo reagiu a um simples toque dele, ela podia sentir o cheiro dele no corpo dela. Suspirou ao entrar no box e sentir a alguma quente. Ela queria ter evitado aquilo, ela tentou fugir desde o começo, desde que descobriu o quanto ele mexia com ela, mas tê-lo tão perto, o cheiro dele, o toque, os olhos, tudo aquilo a hipnotizou naquele momento e ela só conseguiu fazer o que queria há tempo, beijar a boca dele, sentir o calor e os braços dele envolta do seu corpo. Ela gemeu ao se lembrar da sensação de estar no colo dele, sentir a excitação. Ela nunca foi de se jogar nos braços de alguém puramente por uma química s****l, tinha sua experiência s****l. Perdeu sua virgindade com Kuno, com quem namorou um ano, depois veio o Aaron, seu namorado por maior tempo. Namoraram por dois felizes anos e terminaram bem. Mas mesmo tendo tido conexões e sexo tão bom com os dois, nada explicava a perca de controle que tinha com Alfonso, o jeito impulsivo, descontrolado e insano que seu corpo sentia quando esteve com ele. Com Kuno levou seis meses para que decidisse perder a virgindade, Com Aaron foram quatro meses até transarem pela primeira vez, mas com Alfonso ela poderia t*****r com ele ali mesmo, naquele carro, sem importar aonde estavam. Aquilo a assustava de certa forma, perder a racionalidade o controle com um desejo tão desesperado, mas ao mesmo tempo era tão bom, era intenso, forte, primitivo e selvagem, ao mesmo tempo que ela queria muito aquilo, também não queria. Tinha medo de onde aquilo iria levar. Ela tinha muito a perder, tinha medo de por em risco um emprego que levou meses para conseguir apenas por uma noite louca e quente de sexo com seu chefe. Ela fechou os olhos, estava tão confusa com tudo e para piorar saber que ele não tinha mais namorada não a ajudava, ele estava solteiro, completamente livre e desempedido, como ela. Pensar no jeito como ele a tocou, a beijou, como seus corpos se moldaram de forma tão fodidamente gostosa. Anahí: p***a! Ela xingou seu corpo pedia por aquilo de novo. Levou seus dedos até seus m*****s e pensou como seria ter as mãos de Alfonso ali, pensar que poucos minutos antes as mãos deles estiveram a apertando por várias partes do seu corpo, desceu mais até chegar onde seu corpo precisava de alívio. Imaginou ter Alfonso entre suas pernas. Os movimentos circulares começaram de forma branda, mas a medida que seu corpo precisava de mais os movimentos foram ficando mais rápidos. Anahí: Alfonso! Chamou por ele mesmo sem ele estar ali fisicamente. Ela tinha a respiração ofegante, mesmo tendo gozado, seu corpo ainda parecia ultrajado com a recusa de ter o que queria. - Merda! Estou muito fodida! Disse ao constatar que ela precisava daquilo, mais do que queria e gostaria de admitir. Ela precisava dele, mesmo que fosse apenas uma noite, ou momentâneo. Angelique observou Anahí por quase toda a noite, viu a irmã conversar com a mãe enquanto a ajudava cortar alguns legumes. Parecia relaxada, sorridente. Anahí ficou uma parte da noite assistindo TV com os pais ajudou com a louça do jantar e quando os pais se retiraram para deitar ainda ficou procurando alguma série para assistir, já tinha tanto tempo que não tinha um momento assim. Angelique estreitou mais ainda as sobrancelhas ao ver o celular da irmã tocar, era uma notificação. Viu Anahí sorrir involuntariamente ao ler a mensagem e ao mesmo viu a irmã corar, algo muito raro. Espero que tenha uma boa noite, eu não sei se conseguirei dormir, ainda posso sentir seus lábios nos meus e seu corpo moldado no meu. Queria você entre meus lençóis. A.H. Anahí: Você vai me deixar louca desse jeito. Murmurou sentindo os efeitos das palavras. Você não vai parar de me torturar, né? Isso é um golpe muito baixo, sabia? Any. Anahí ficou em dúvida se respondia ou não, mas fazia tanto tempo que não trocava mensagem com alguém desse jeito. Angelique: Annie? Anahí se assustou. Anahí: Caramba, Angel, me assustou! Angelique: Eu estou aqui há horas te observando e você nem percebeu. Estava tão aérea. Anahí: Não percebi mesmo. Desculpe. Quer conversar? Disse deixando o celular de lado. Angelique: Está saindo com alguém? Perguntou direta. Anahí: Que? Não..claro que não. Por que está me perguntando isso? Falou sendo pega totalmente de surpresa. E bom, não era mentira né? Ela não estava saindo com ninguém, ainda. Angelique: Annie, eu vi o carro lá fora. Estacionou e ficou quase meia hora lá fora. Anahí engole a seco. Se Angel viu o carro de Alfonso, ela sabia o que a irmã já estava imaginando. - Está saindo com algum riquinho da empresa onde trabalha? Perguntou e Anahí viu os olhos da irmã brilharem em expectativa. Anahí: Claro que não! Não sei de onde tira essas coisas. Eu vim sim de carona, mas foi com uma amiga, ela quem me deu a oportunidade de trabalhar lá, nos tornamos amigas e ela me ofereceu uma carona por ver como a chuva estava forte. Demorei a entrar, porque ficamos conversando. Só isso. Disse querendo eliminar todas as expectativas da irmã. Angelique: Hum... É que Ranger Rover é um carro tão masculino.... Disse ainda desconfiada. Anahí: Que besteira, nada a ver isso. E bom, Maite é uma mulher independente, moderna, não se apega a esses padrões. Angelique: Se você está dizendo... Disse ainda desconfiada, mas Anahí pode perceber um tom de decepção na voz dela. Anahí: Bom, eu vou me deitar, se não vou acabar passando a noite acordada trocando mensagens com Dulce. Angelique: Então era com Dulce que estava trocando mensagens? Anahí: Claro, Angel! Quem mais seria? Sabe que ela é a pessoa com quem converso mais. Angelique: Verdade, eu acabei viajando aqui. Disse decepcionada. Anahí foi para o quarto, colocou o pijama, escovou os dentes e se deitou. Viu que tinha uma mensagem de Alfonso ali. Alfonso: Senão fosse sua teimosia, eu poderia estar te esquentando agora, você estaria nua na minha cama comigo enterrado dentro de você. 😏 Anahí: O que você tem hoje em? 😅 Alfonso: Pensa bem no que está perdendo. Ainda mais dormindo sozinha, aposto que sua cama está fria. 🌚 Anahí: Boa noite, Alfonso! Alfonso: 😂😂 Ele queria mexer com ela, saber se ela estava sentindo o mesmo que ele. Já que ele não parava de pensar nela desde de a hora que Anahí saiu do carro. Nunca tinha tido um beijo tão explosivo, tão gostoso. O cheiro dela era inebriante, assim como ter as curvas dela em suas mãos. Ele tinha provado e agora não queria parar, mesmo sem saber o que realmente era aquilo, ele não iria conseguir se afastar, principalmente ao perceber que ela também queira a mesma coisa. Se ele era tão receoso quanto a diferença de idade deles, ela era em pensar que o pessoal afetaria o profissional. Anahí não sabia o que tinha deixado Alfonso tão ousado, aliás depois daquele amasso dos dois no carro ela sabia sim, mas não imaginava tamanha audácia dele. Fazendo aquilo ele dificultava ainda mais as coisas. Anahí: Esse homem vai ser minha perdição. Ela se levantou da cama e trancou a porta foi até o criado mudo e pegou seu companheiro de um ano. - Hoje seremos eu e você outra vez. Suspirou voltando a se deitar. Ela se estimulou pensando nele, o desejando e imaginar os dois na cama dele nus e com ele enterrado nela, como lhe havia dito, só intesificou o desejo que estava sentindo, ela se controlou para não gritar quando gozou, tirando o vibrador. Anahí: Você vai me pagar por fazer me masturbar pensando em você. Mandou a mensagem sem nem mesmo pensar direito. Alfonso: c*****o, Anahí! Sabe o que essa informação vai fazer comigo? Ela não respondeu. Anahí bloqueou o celular e tentou ao máximo não pensar nas consequências do que aquela troca de mensagens traria.
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