CAPÍTULO 10 — ARTHUR VANE

2377 Palavras
Elena era a última pessoa que eu esperava ver aqui. Hoje, eu não esperava ninguém na verdade. Nem mesmo Nicole, que me entrega seu corpo para que eu me distraia de algumas frustrações eu gostaria de ver. Eu vim para ficar sozinho, longe de trabalho, escritórios, treinar, e tentar esfriar um pouco a cabeça que não me deixava em paz. Não posso mentir para mim mesmo, Elena está certa. Desde esse encontro com Thorne não consegui me concentrar em mais nada. Por mais que eu não reconheça o homem que tinha me recrutado e me dado todos os meios para aprimorar meus dons, ainda é ele, a mesma aparência, ainda é ele. Ver como ele me culpa, o resultado do que eu fiz, não me deixa dormir em paz. Se eu não tivesse feito, talvez nós dois estivéssemos presos, nosso país em crise, mas ainda assim eu não consigo me sentir bem com isso, não olhando para ele. Minha tentativa de não pensar, de aliviar minha mente, não funcionou. Elena chegou aqui com seu vestido justo, sua língua afiada e seu olhar delicado. Eu fui para o banho, tomei um banho frio para aliviar a tensão do meu corpo e suas reações involuntárias. Mas estar aqui com ela não é uma ajuda, esse cheiro, essa boca desenhada e carnuda, um belo bocão chamativo, é apenas uma linda moldura para o que as palavras dela podem fazer com minha mente. Esse é o diferencial dela. Elena é um combo perigoso de inteligência e beleza. Para piorar, ela entrou no assunto proibido, um assunto que eu evito a todo custo desde que aconteceu. Eu nem sei como essa mulher conseguiu ver e manobrar a situação em apenas alguns dias para me fazer estar aqui, frente a frente com ela, falando sobre isso. Quando ela me diz saber o que aconteceu o silêncio se torna latente na cobertura, o gosto do vinho se torna amargo em minha boca. Eu me pergunto até onde ela chegou exatamente, o quão fundo Elena foi e o que descobriu. — Está blefando. — Jogo, testando minha oponente, mas os olhos dela nem vacilam. — Por que eu faria isso se já tenho todas as respostas que eu precisava? — Ela segura sua taça de vinho elegantemente, fechando os lábios no cristal e bebendo mais um gole tranquilamente como se estivesse em um jantar profissional. — Eu encontrei os servidores mortos da Thorne Dynamics essa tarde, Arthur, ou antiga Aegis. — A voz dela é suave, mas sempre com palavras certeiras. Eu fico rígido na mesma hora. Como ela conseguiu acesso a isso sem ter autorização para meu servidor pessoal, apenas com os outros servidores da Vane Tech e os poucos que a Aegis liberou? Elena está me saindo mais perigosa do que eu previ, cavando onde não deveria. Controlar Julian é uma coisa, mas Elena? É bem mais difícil. Engulo seco. — Eu já disse que você está sendo paga para analisar o presente, Elena. O passado é um território onde você não foi convidada a entrar, eu lembro de te explicar que você não tinha autorização total. — Me defendo. — O código do Projeto Ícaro, o que nunca foi lançado por seu "erro" não era uma obra-prima injustiçada. — Ela continuou, ignorando totalmente o meu aviso, me entregando um olhar desafiador. Fico de pé, sem vontade de ouvir o resto da conversa e até onde Elena vai chegar. Alcanço rápido o quarto depois de cruzar a sala de estar, e ela, vem logo atrás de mim. Os dois deixando nossas taças de vinho para lá. Eu finjo que ela não existe, mesmo sentindo sua presença a poucos passos de minhas costas. — Era uma arma defeituosa. Se você não tivesse derrubado aquele servidor dez anos atrás, o projeto Ícaro teria causado um desastre. Marcus Thorne teria ido para a prisão federal, não para a falência. Dr.oga. Ela realmente descobriu. Elena sabe. Fecho os olhos, apertando-os. Maldita hora que eu deixei essa mulher entrar na minha empresa. Reúno coragem e viro para ela depois de abrir lentamente meus olhos, dando um passo em sua direção, tornando o espaço ainda menor usando a minha presença e tamanho para tentar silencia-la, intimida-la. Elena, por sua vez, não recua nem um milímetro, nem mesmo seu olhar fraqueja, a mulher é como uma fortaleza. — Você aceitou a culpa. — Ela sussurra, a voz carregada de surpresa e de raiva ao mesmo tempo. Elena está com raiva da escolha que eu fiz, raiva de Thorne. — Você deixou que o mundo inteiro acreditasse que você era um sociopata corporativo para que aquele velho pudesse manter o orgulho de se sentir um gênio injustiçado. Por que, Arthur? Por que carregar esse fardo sozinho? Elena arranca de mim sensações desconhecidas. Sinto que estou perdendo o controle, até de mim mesmo, e odeio isso. Ao mesmo tempo, quando ela fala sobre Thorne eu sinto como se Elena o odiasse. Os dois só tiveram um único encontro, bastante rápido. Foi aflorado, ela evitava olhar para ele e deu respostas curtas. Não foi o bastante para ela odia-lo. Ela se sente assim sobre ele... Por minha causa? — Por que eu fiz isso? Porque ele era como um pai para mim! — Minha voz sai mais alta que deveria, quase como um rosnado. Ela engole seco quando eu o comparo a meu pai, talvez sentindo finalmente o tamanho da minha dor e entendendo. — E a verdade o teria matado. Marcus ainda acha que seria melhor ter lançado, ele diz que teríamos consertado, mas eu sei que algo como aquilo... Não teríamos tido nem tempo. Eu podia suportar ser odiado. Eu sou forte o suficiente para ser o vilão, Elena. Ele não era. Eu acabei perdendo o controle de mim, nós respirando o mesmo ar, nossos narizes quase se tocando de tão perto que cheguei. A minha respiração é pesada, meus olhos descendo até os lábios rosados e cheios dela por um segundo antes de voltarem para os olhos castanhos que parecem me despir de todas as minhas defesas. Há um certo brilho em seu olhar, um tipo diferente de sentimento ali, mas ela não me deixa ler. O que é, Elena? Pena? Admiração? Te.são? — Você se cercou de paredes e de poder para que ninguém chegasse perto o suficiente para ver o homem por trás. — Elena sopra, levantando a mão e, com uma audácia que ninguém jamais teve, tocando meu pe.ito, logo acima do coração. Tento controlar meus batimentos e falho miseravelmente, meu coração batendo forte sob seus dedos pequenos. Travo a mandíbula, prendendo até a respiração. — Mas eu vi. E agora você não está mais jogando sozinho. Fecho os olhos por um breve instante, lutando contra o impulso de me entregar a seu toque calmo e instigante. A dominância que eu sempre uso como armadura parece inútil contra a empatia dela, uma empatia real. O cheiro dela parece dar um curto em meus neurônios, não consigo pensar em mais nada, nada além dela. — Você não sabe no que está se metendo, Elena Rios. — Murmuro, a voz agora baixa e perigosa, mas não de ameaça, e sim de desejo. — Se você ficar do meu lado, Thorne vai tentar destruir você também. Se ele está mesmo montando uma armadilha para mim como todos acreditam, ele vai levar você também. — Deixe que ele tente. — Elena responde com um sorriso desafiador. — Ele ainda não percebeu que o maior erro de cálculo dele não foi subestimar você, Arthur. Foi subestimar o que acontece quando dois bons jogadores se encontram. Você o venceu uma vez, tudo bem que ele ficou mais forte agora, mas você também. Você é Arthur Vane agora, e além disso, tem algo que ele não tem. — O que? — Eu. E eu garanto que eu nunca estou do lado perdedor. — Elena começa a subir os dedos pelo meu p.eito, e eu não aguento mais. Rompo a distância entre nós com um beijo desesperado que vem de um comando da minha alma. Pela primeira vez, sinto que eu preciso desse beijo como preciso de ar para respirar, senti-la, pela primeira vez desejo alguém com tanta força que não sou capaz de me conter. Elena é a primeira mulher que me faz perder totalmente meu raciocínio. Eu seguro sua cintura, puxando-a contra meu corpo, sentindo o corpo pequeno dela amolecendo quando sente a firmeza de minha mão. Os dedos macios dela encontram meus cabelos, e seu gosto, é ainda melhor que o cheiro, gosto de vinho e doçura que escapam dos lábios suaves dela, é como seda pura. A lín.gua começa disputando espaço comigo, numa luta até nesse momento, onde ela se recusa a perder. Mas nisso, o controle é meu. Elena logo está molinha em meus braços, a minha lín.gua conduzindo a dela, gem.endo baixinho, enquanto eu a seguro com firmeza. Caminho com ela, fazendo seu corpo ir para trás até suas costas baterem na parede. Elena arfa, pressiono meu corpo contra o dela, ele inteiro, eu puxando-a pela cintura enquanto a aperto entre a parede e eu. — Sinta o que faz comigo. — Sopro, nós dois buscando ar. Meu pa.u duro como nunca esteve antes pressionado contra ela. Mas é lógico que Elena arrumaria uma maneira de me surpreender, então segura uma mão minha e guia até debaixo do seu vestido, para dentro de sua calcinha, mantendo os olhos necessitados e entre abertos nos meus. Ela ge.me baixinho quando meu dedos encontram suas carnes úmidas, mordendo o lábio. — Sinta o que faz comigo. — Ela devolve, está escorrendo, molhada, quente como o inferno. Toco seu cli.tóris, pressionando com dois dedos, circulando, e ela não consegue manter os olhos abertos. Enfio meu rosto na curva do seu pescoço, distribuindo beijos molhados, quentes, brincando com meus dedos na buc.eta dela, tocando como se ela fosse um teclado sensível onde só eu sei manusear. — Você não faz ideia do perigo que corre ao me provocar assim. Eu posso te dar o tipo de incêndio que vai fazer você esquecer até o próprio nome, Elena. — Sopro, trilhando beijos na pele sensível, fazendo-a arrepiar, e então volto a sua boca, brincando com meus lábios nos dela. — Deixe-me mostrar que o seu controle é inexistente quando você está nos meus braços. Deixe-me controlar você, Elena, e te darei todo prazer que ninguém jamais te deu. Te darei tudo que esse seu corpo precisa, fogo... — A buc.eta dela lateja em meus dedos, pulsando, entregando o quanto mexo com ela. Deslizo os dois dedos para dentro da f***a que recebe bem meus dedos, ela é pequena. Sorrio, deixando o polegar pressionando o cli.tóris rígido . — Desejo... — Mexo os dedos de dentro e também o polegar, circulando devagar. Elena ge.me manhosa, segurando em meus ombros para não fraquejar mais. — Org.asmos. — Po.rra... — Ge.me, enfiando as unhas nos meus ombros. Minha mão segura possessivamente sua cintura, o hálito quente dela me chamando de volta para sua boca e eu a beijo novamente, com força, tanto desejo que chu.po seu lábio inferior em busca de mais dela antes de voltar a aprofundar novamente o bei jo. O beij.o lento, sens ual, ela molhando e apertando meus dedos cada vez mais. Seus ge.midos aumentam, eu sei que ela está perto de g.ozar nos meus dedos. Até que o som da campainha começa, fazendo Elena saltar no lugar de susto. Os olhos dela crescendo quando para o beijo, ficando imóvel. — Ignore. — Aviso. Eu não pedi serviço de quarto. Eu tomo seus lábios novamente, tentando não perder o clima, enfiando meus dedos mais fundo, encontrando seu p*****g. Mas a pessoa não desiste, tocando mais a campainha, sem parar. P.orra. — Va... Vane... — Gagueja, tentando se afastar. Me afasto dela, bruscamente, cheio de ódio. O barulho se tornando insuportável além de irritante, me obrigando a ir atender a porta. Quem quer que seja, este demitido. Eu não chamei ninguém aqui, por.ra. Mas o susto que levo quando abro a porta é ainda maior do que levei quando vi Elena. Com ela, foi uma surpresa, mas boa. Ver Nicole parada em minha frente ainda com meus dedos molhados e pegajosos com a exc.itação de Elena? É um pesadelo. Meu rosto, antes pronto para socar alguém, parece que levou um soco. — Vane, Julian me ligou perguntando se você tinha me chamado. Eu nem sabia que estava aqui, por que... — Ela para, olhando para dentro. Quando olho, Elena está parada pouco atrás de mim, o vestido já no lugar e os olhos estáticos, mas não frios como se costume. Dessa vez, ela me deixa ler, como uma promessa que essa foi a primeira e última vez que eu a toquei. — Com licença, Sr. Vane, já que terminamos nosso relatório, está na minha hora de ir embora. Até mais. — Ela tenta passar por mim, mas eu seguro seu braço com firmeza, a impedindo de ir. Nicole assiste tudo com o cenho franzido. — Solte-me. — Não vá. — Peço, o coração atormentado, odiando a promessa em seus olhos. — Eu não a chamei, foi o Julian que... — Aproveite a noite, Vane. — Ergue o queixo e puxa o braço do meu, passando por Nicole sem nenhum cuidado e batendo o ombro no dela, fazendo a mulher cambalear. — Ficou louca? Sua... — Não ouse, Nicole. — Eu a interrompo, erguendo um dedo em sua direção. — E vá embora daqui, eu nunca te dei liberdade o suficiente para vir até mim sem que eu te procurasse. Então não sei que p.orra veio fazer aqui. — Arthur, eu pensei... — Não pense, por.ra. — Rosno. — Só me deixe em paz. Você sempre soube, Nicole, eu nunca te dei a menor das ilusões. Você se colocou nessa situação por vontade própria. Agora suma, eu não quero te ver aqui quando eu voltar. — Onde você vai? — Já nem respondo, correndo em direção ao elevador, torcendo para ele ter demorado de chegar e Elena ainda não ter entrado. — ARTHUR! Julian Sterling, que tipo de confusão você arrumou para mim?
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