4. Crise

1078 Palavras
Joseph — Oi, você lembra de mim? — Eu falo olhando sério para o cara a minha frente. — Estou com uma ressaca filha da p**a, o que estou fazendo aqui? — Você tocou no que não é seu, tentou assediar uma pessoa na qual me importo muito. — Vai se f***r, seu merda. — Resposta errada, meu amigo, hoje vou ser bonzinho, lhe darei só um aviso, mas se eu ver você perto dela de novo, eu te mato com as minhas próprias mãos. — Ele me olha assustado e fala gaguejando: — O. que. vai. fa. zer. co.mi.go. seu.lou.co? — Tomás, quero que quebre todos os dedos nas duas mãos dele. Tenha uma boa tarde, senhor? Olha como sou sem educação, como é seu nome mesmo? — Vai para o inferno. — Continua me respondendo assim, que é para lá mesmo que vou te mandar — Falo pegando ele pelo colarinho da camisa, coloco-o no chão e repito a pergunta — qual o seu nome? — Luiz Couto. — Muito prazer, Luiz Couto, eu sou o seu pesadelo — Dou um sorriso sínico e falo para Tomás — Divirta-se, meu amigo. — Saio do galpão e vou para o escritório da minha casa. … Sarah  Chego na empresa e está uma verdadeira bagunça, vou até o gerente de vendas e pergunto: — Vocês podem me dizer o que está acontecendo? — O design das joias que lançaríamos no próximo mês foi divulgado. — Diz o gerente de vendas. — Como isso aconteceu? Por que não me avisaram assim que souberam? — O Sr. Enzo foi avisado, sra. Bummer. — Respondeu outro homem, um homem baixinho, que não sei em que setor trabalha. — Ele não é mais o diretor, eu sou a diretora, tem que passar tudo para mim, e não para ele. Quem é o gerente do TI? — Sou eu. — Ótimo, descubra de qual IP vazou a informação, e me fale assim que descobri. — Já fiz isso, senhora, e o IP informado foi o seu. — Como? Eu nem estava aqui ontem, devido aquele caos que a amante do Enzo causou, quero ver as câmeras de segurança agora, sente-se aqui e puxe as imagens por gentileza. — Armaram para mim, mas eu vou descobrir quem foi. — Vocês estão dispensados, só o senhor. Como é seu nome? — Pergunto ao rapaz enquanto sento em minha cadeira. — Nicolas. — OK, só o Nicolas fica, qualquer coisa eu mando chamar, obrigada. — Depois de um tempo o Nicolas fala: — Senhora não tem o que recuperar, acredito que tenham desligado as câmeras. — Merda, vai olhando aí, tenho que ir até a sala de reunião, eu já volto. ... — Bom dia! Senhores. — Parabéns senhora diretora, nem dois dias de gestão e já fodeu com tudo. — Enzo diz irônico. — Alguém usou o meu IP para divulgar a coleção, mas já estou atrás do responsável. Eu fico em silêncio enquanto os acionistas me culpavam pelo vazamento da coleção nova. Após muitos julgamentos e xingamentos contra mim, eles começaram a falar que vão retirar os seus investimentos. — Mas senhores, tenham calma, eu estou resolvendo — Na verdade, eu não tinha a mínima ideia do que fazer, mas jamais passaria essa impressão para eles. — Só se acontecer um milagre, para você erguer essa empresa de novo, pois desde que sentou na cadeira da presidência eu só vejo o barco afundar. — Diz um dos acionistas. — Eu garanto que o barco não vai afundar. — Eu falo. — Já afundou minha cara, mas eu estou indo embora de bote salva-vidas, se quer ficar e vê-lo se afundar mais, boa sorte — Ele levanta e se retira da sala. Eu vi um a um dos sócios retirando os fundos, agora é definitivo, estamos em crise. Aquele fiasco de reunião se encerra, eu volto para a minha sala, quem quer que tenha feito isso, fez bem feito, está sendo impossível rastrear, estou arrasada, mas me mostro plena, não vou baixar a guarda, não aqui. Estou na minha sala, tentando resolver a merda, que foi jogada no ventilador, e o Enzo entra sem bater. — Assume que você não é capaz de assumir este posto. Assume que perdeu. — Jamais vou fazer isso, Enzo, até porque eu não perdi. — E como vai reerguer? Nem fundos de investimento você tem, em dois dias você conseguiu acabar com tudo que construí em anos, você é uma inútil mesmo. — A cada palavra que ele falava eu pedia a Deus para não me dar força e sim paciência, porque se me desse força eu matava aquele desgraçado ali mesmo. — Sabe, Enzo, p*u e pedra podem quebrar meus ossos, mas suas palavras não me machucam, então saia agora mesmo da minha sala. — Bom argumento, vamos direto ao ponto Sarah, pois ainda vou encontrar com a minha querida noiva, devido aos anos que vivemos juntos, o que acha de vender a empresa para mim, ai para não dizer que vou te deixar desamparada, você pode trabalha de empregada na minha casa! — Ele dá um sorriso de deboche para mim. — VAI PARA O INFERNO ENZO, EU NUNCA VOU TRABALHAR PARA VOCÊ E A SUA AMANTE NOJENTA, EU PREFIRO MORRER DE FOME DO QUE PEDIR SUA AJUDA. SAIA DA MINHA SALA, PELO QUE EU SAIBA AINDA É MINHA EMPRESA. — Então ele vira as costas e sai sem dizer nada. Em que mundo ele vive? Ele fode com a minha vida e ainda quer que eu peça ajuda? Nunca, nunca mesmo. Decidi eu mesma fazer uns desenhos, mas como não terei fundos para fazer o lançamento por aqui, decidi criar alguns designs, para cooperar com outras empresas líderes no mercado de joias, tendo em vista que meus projetos são bons... Passo a noite em claro desenhando as joias, na manhã seguinte, entro em contato com a empresa e envio meus projetos para análise e fico ansiosa aguardando o resultado. Algumas horas depois eu recebo um e-mail dizendo que eles não tem interesse nos meus projetos, pois não sou uma artista conhecida, além de recusar, ainda desdenha meu trabalho, que filho da p**a. Eu fico sem chão, mas não posso desistir, nem agora e nem nunca, não vou deixá-los me recusarem assim. Pego minha bolsa, o notebook, e a pasta com os desenhos feitos a mão. Eles vão ter que me atender, por bem ou por m*l.
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