— o seu bebê? não mesmo, depois de lá preciso do seu carro pra sair com uma menina.
— meu carro? tá louco? você é menor de idade.
— por favor.
— volta cedo?
— antes das três da manhã.
— tá bom, agora vamos.
Coloco o nome da rua no gps do celular e assim fomos pegar meu carro. Depois de atravessar quase a cidade toda, achei o condomínio que ela mora, minha entrada estava liberada já, estacionei em frente a casa dela e Kayke já desceu do carro e foi tocar a campainha.
Marília atendeu a porta com um sorriso lindo, ela estava com um vestido longo azul, cabelos soltos, sem maquiagem, eu posso infartar agora, eu amo ela sem maquiagem.
— boa noite, sentiram saudades? — Ela disse nos olhando.
— boa noite. — Kayke respondeu.
— com toda certeza do mundo. — Respondi logo em seguida.
— entrem. — Dá espaço pra nós entrar, assim que passei pela porta senti ela passar as mãos por meus cabelos e o soltar do coque.
— seus cabelos soltos são mais bonitos. — Fechou a porta e caminhou atrás de mim.
— e você sem maquiagem fica muito mais bonita.
— se você diz. — A mãe dela aparece junto do irmão.
— não só eu como todos os seus fãs. — Olho pra ela.
— boa noite, sejam bem vindos a nossa casa. — Tia Ruth diz abraçando meu amigo e logo em seguida eu.
— boa noite, obrigada tia Ruth. — Eu e Kayke falamos juntos.
— boa noite. — João diz depois de bater na mão do meu amigo e me abraçar.
— tia Ruth? vocês são meus primos, é? — Marília diz em tom de brincadeira.
— às vezes, tia Ruth, outras vezes, dona Ruth e por último sogrinha.
— olha mãe você já tem nora e nem sabe.
— percebi. — Sorri.
Nos sentamos no sofá e nos conhecemos mais. O marido da mãe dela e duas amigas de João Gustavo chegaram, assim fomos pra mesa de jantar.
Acho que eu nunca ri tanto na minha vida, como hoje, a mãe dela falou sobre quando eles estudavam, tudo o que faziam quando eram pequenos, as brigas bestas de irmãos e assim logo lembrei de minha irmã, bateu até uma saudade, mais logo sorri ao ver ela fazer careta.