[...] Abri a porta para Celina assim que chegamos. Ajudei ela a levar as malas e Gabriela surgiu com aquele rosto triste de sempre. Mas quando viu Celina, ela ficou feliz e foi abraçá-la. Eu não sabia se ela seria capaz de contar o que aconteceu para Celina. Esperava que não. - Mãe! - Gabriela falou já abraçando Celin. - Como você está filha? - Eu estou... bem. - Gabriela falou distraída. Fui para o quarto levar as malas de Celina, depois sentei na cama. O que eu estava sentindo era a culpa me consumindo. Eu queria dizer a verdade pra Celina, porque talvez fosse melhor e ela iria entender, mas quando pensava naquilo, eu sabia que era mentira. Celina não ia entender. Não havia nada pra entender. Nós fomos, eu fui irresponsável e i****a. Cobri meu rosto com as mãos, e fechei os olhos.

