Nunca tinha visto Gabriela a dormir e ela dormia como um bebê. Estava em paz, e estava com os braços abraçando o travesseiro. Ela era amável, e era perfeita. Sua pureza, seu esplendor me encantavam. Estávamos dormindo na mesma cama, com os mesmo lençóis, de frente para o outro. Eu não seria capaz de me afastar dela a partir de agora. Eu não podia. Passei o meu polegar pelos seus lábios, e ela sorriu e depois abriu os olhos. Era a sexta vez que sorria para mim. Era a primeira vez que eu assistia ela dormir daquele jeito. Era a segunda vez que estávamos sozinhos em casa. - Você me acordou. - Ela disse e voltou a fechar os olhos. Quem podia explicar para a gente sobre o que aconteceu no banheiro? Ninguém, a não ser nós. Mas eu não me importava. E achava que ela também não. Ela me amava.

