III – UM PEDIDO DE DESCULPAS INESPERADO

1443 Palavras
As garotas chegaram em casa, tomaram um banho, escovam seus dentes e foram dormir. No dia seguinte, era um sábado. Kate e Chloe estavam de folga e cuidaram de tudo para Angel repousar, e Chloe que estava se sentindo culpada aproveitou para se desculpar: — Amiga, foi tudo culpa minha, me desculpa. Não sei onde eu estava com a cabeça para subir naquele balcão. — Na verdade, o álcool que tinha subido para a sua cabeça, amiga — Angel falou de forma descontraída para que a amiga não se sentisse culpada, o que arrancou muitas gargalhadas das garotas. — Estou me sentindo péssima com o fato de ter sido por minha causa que você subiu naquele balcão — Chloe insistiu. — Fica tranquila, amiga, no final das contas não foi nada demais — Angel falou a tranquilizando. — Eu não iria me perdoar se algo pior tivesse te acontecido com você por minha causa, então por favor, me desculpa mesmo. — Eu estou bem, amiga, fica bem você também — Angel falou encerrando o assunto. De repente, o celular de Angel tocou e ela franziu a sobrancelha ao ver que se tratava de um número desconhecido. — Quem será? Não conheço esse numero? — ela falou atendendo. — Alô. — Angel? — Sim, quem é? — Aqui é Dr. Patrick, o médico que te atendeu essa madrugada. Como você está? — Estou bem, mas como você conseguiu meu número? — Peguei na sua ficha no hospital — Patrick respondeu um pouco tímido. — O médico — Angel sussurrou para as amigas. Kate e Chloe ao perceberem de quem se tratava, ficaram escutando a conversa atentamente com seus ouvidos próximos ao celular de Angel. — Queria saber se sentiu algum incômodo na cabeça? — Patrick perguntou. A verdade é que Patrick entregou o cartão a Angel na esperança de que ela ligasse para ele. Como ela não ligou, ele resolveu ligar com a desculpa de saber como ela estava. — O Doutor está preocupado? — Kate ironizou sussurrando fazendo Chloe sorrir. Angel vendo o sarcasmo das suas amigas, fitou o olhar em direção as duas, e em seguida respondeu a pergunta de Patrick: — Está tudo bem sim, só a cabeça que doeu um pouco — ela explicou mordendo os lábios. — Eu tomei o analgésico que você receitou. Só não sei se está doendo pela pancada ou pela ressaca. — Talvez sejam as duas coisas — ele falou de forma divertida — Deve ser — ela respondeu também sorrindo. — Eu também te liguei pra te convidar para jantar. Isso é, se você não achar precipitado da minha parte. — Claro que eu não acho isso. E sim, adoraria jantar com você — Angel respondeu com um sorriso no canto da boca. — Que ótimo, eu vou vê quais os dias dessa semana que eu não estarei de plantão e nós combinamos. — Combinado. — Se cuida, Angel. — Obrigada, Dr. Patrick — Angel desligou com um sorriso estampado no rosto. — Nossa, o atendimento desse hospital é muito bom — Chloe falou ironizando. — Concordo, o tratamento é vip — Kate completou. Angel só olhou para elas franzindo as sobrancelhas, desaprovando as ironias, mas depois não conseguiu segurar o riso. As garotas passaram o resto do sábado e o domingo maratonando série em casa. Angel e Patrick trocaram algumas mensagens, mas nada demais. Na segunda, Choe e Kate tomaram café da manhã juntamente com Angel, e em seguida saíram para trabalhar. Angel terminou de tomar seu café da manhã, lavou algumas louças que elas usaram e se sentou no sofá ligando seu notebook. — Ei, Sra. Angel Jhonson, vamos procurar um novo emprego porque as suas economias não irão durar a vida toda — ela falou para ela mesma clicando para ver as ofertas de emprego. Enquanto Angel estava enviando alguns currículos, não demorou muito para ela receber uma ligação. — Alô. — Angel Jhonson, aqui é Emilly Davis, sou Gerente de RH da Brown & Smith escritório de advocacia. — Como vai, Sra. Davis. — Bem! Nós recebemos o seu currículo hoje. Eu tomei a liberdade de ligar para o seu antigo emprego, onde tive as melhores referências ao seu respeito. Gostaria de saber se você pode comparecer ainda hoje aqui no escritório da Brow & Smith às 15:00 horas para uma entrevista? Angel escutou o nome do escritório e ficou vibrando em silêncio do outro lado, ainda sem acreditar. — Nossa, que incrível, eu mandei meu curriculum sem tanta pretensão, por se tratar de um dos escritórios de advocacia mais renomados do país— ela falou sem disfarçar o entusiasmo. — E Sim, claro que comparecerei, e nem precisa me mandar a localização, pois já passei na frente do prédio me imaginando trabalhando aí várias vezes. — Fico feliz em saber — Emilly respondeu animada — Sei que está meio em cima da hora, mas por favor não se atrase, eu estou encaixando a sua entrevista entre uma reunião e outra com o Sr. Smith. Ele entrevistará você pessoalmente. — Não se preocupe, estarei aí pontualmente. Muito obrigada, Sra. Davis! — Não há de quê! Até mais! Angel começou a pular e dançar no sofá comemorando, de repente parou e externou seu pensamento: — Calma, calma, pé no chão, Angel, é só uma entrevista — ela falou com o semblante sério, mas logo começou a sorrir e a pular em comemoração. — Mas é uma entrevista na Brown & Smith. Angel ainda estava comemorando a entrevista, quando recebeu uma outra ligação. Dessa vez era do seu antigo emprego, e logo ela reconheceu o número. — Alô. — Sra Jhonson, aqui é William Carter. — Só pode está de brincadeira, eu achei que não iria precisar falar com o senhor nunca mais. — Por favor, não desligue. Eu gostaria de conversar com você e prometo ser breve. — Pois seja breve — ela parou de falar, e em seguida não se conteve — Estou com pressa, Sr. Coelho. — Gostaria de iniciar lhe pedindo que por favor, pare de me chamar de Sr. coelho. Angel ficou com vontade de rir, mas segurou e escutou o que ele tinha para dizer. — O principal motivo da minha ligação é que eu queria lhe pedir desculpas pelo meu comportamento com você. Eu realmente achei que havia um interesse da sua parte, e quando percebi que estava enganado, não soube lhe dar com a rejeição. — Sr. Carter... Antes que Angel respondesse, ele continuou: — Não que justifique a minha atitude, também não me orgulho do que vou lhe contar, mas tenho feito uso excessivo de álcool e algumas outras coisas, e na manhã de sexta eu vinha de uma noitada bem agitada — William explicou tentando amenizar a sua própria situação. Angel realmente havia escutado alguns boatos a respeito na empresa. inclusive algumas pessoas que trabalhavam na limpeza, comentavam de vezes que tiveram que limpar algumas extravagâncias do patrão. — Realmente não justifica, mas aceito as suas desculpas. Porém, quero deixar claro que caso aconteça novamente com outra mulher, eu não só incentivarei a pessoa a lhe denunciar, como serei testemunha. O senhor como advogado sabe que o que fez é assédio, e isso é crime. Pode inclusive cair na mídia, o que seria péssimo para sua reputação que já não está das melhores. — Sei de tudo isso ,Sra. Jhonson. Eu fico feliz e mais tranquilo de não tornar isso público. E como prova do meu arrependimento, dei as melhores referências a seu respeito para o escritório da Brown & Smith. Tenho certeza que a vaga será sua, mas sabia que as portas do nosso escritório estarão abertas para você. — Menos, Sr. Coelho — Angel falou sussurrando. — Oi? — Nada! Tudo bem ,Sr Carter, vamos esquecer esse assunto. Agradeço pelas referências. — Sra.... Angel desligou sem querer esticar o assunto, pois para ela era bem desagradável ter que trocar algumas palavras com William Carter, e apesar de ter aceitado as desculpas do seu antigo chefe, não simpatizava nem um pouco com ele. Ela sabia que aquele pedido de desculpas era por medo de um processo por assedio s****l, mas sabia da dificuldade que poderia vir a ter caso levasse tudo adiante, e apesar de não se orgulhar em não fazer justiça em relação a William Carter, ela precisava trabalhar para conseguir se manter em Nova York. Além disso, tinha o fato de Angel ter muito respeito e gratidão pelo pai de William, que foi quem ensinou para ela tudo que ela sabia do setor jurídico. Após encerrar a ligação, Angel foi se preparar para sua entrevista na Brown & Smith.
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