No caminho de volta, Eric não deu uma só palavra. - Será que podia me explicar o que foi aquilo? – indaguei - Nada. - Nada? – retruquei – será que poderia mentir melhor ou me contar a verdade? Ele me olhou por um momento. - Não é da sua conta – respondeu rispidamente. Estávamos na rua de minha casa. Abri a porta do carro de uma vez e desci. - Está ficando louca? – gritou de dentro do carro. - Daqui vou a pé. Obrigada pelo passeio e pela carona. - Entra no carro – disse. - Pra que? Pra eu fazer perguntas e você não me responder?! Eu estava lá sabia?! - Você não entende... - Não é da minha conta, não é? Saí andando, e ele com carro do meu lado. - Será que dá pra entrar no carro? Estou com pressa. - Ótimo! Pode ir embora. Já agradeci por tudo mesmo. - Mas que m***a! Entra

