Capítulo 3

2120 Palavras
Khalyu Adentro o palácio de Luyten com a pequena humana nos braços, a levo a enfermaria onde rapidamente Sukia me recebe, ela me olha com estranheza. -Faça um checkup nela. -Ordeno. -E adicione um tradutor, também quero que teste a nossa compatibilidade. Ela arregala os olhos, sinto sua tristeza, pois nunca pensou que eu algum dia teria companheira e assim podíamos ficar juntos. Ela encara minha pequena criatura com desprezo enquanto entro a colocando em uma redoma. -Se eu souber que fez algo a ela, eu mato você. -Minha voz saiu profunda e ameaçadora e o meu olhar foi o suficiente para fazê-la tremer. -Vai mesmo me trocar por ela? -A encaro sem dizer nada. -Faça os exames. Me mantive ali enquanto a vi tirar sangue de minha companheira e colocar na máquina e após isso colocar o tradutor em sua nuca. -Agora sua vez... -Sukia disse baixo. Me sentei e ela tirou meu sangue sem cuidado algum, como se quisesse me punir de alguma forma por nunca poder corresponder seus sentimentos. Ela se afasta e o coloca em outra parte da máquina, silencio é grande na espera que os resultados saiam. -Em geral ela está bem, pode comer nossa comida e nosso ar não fará m*l a ela, recomendo a diminuição do açúcar e alimentação regrada, ela está desnutrida. -Ela diz com todo profissionalismo possível. -E sobre a compatibilidade, os humanos não são tão diferentes de nós, porém seus corpos não mudam de forma e são mais frágeis então filhos não são recomendados, pois em geral nossas proles são grandes de mais para o pequeno corpo deles e um último adendo é cuidado no ato s****l, não só pela fragilidade do corpo, mas também por conta da marca, ela pode viciar e acabar morrendo, então tome cuidado. -Consegue tirar? -Pergunto e ela maneia a cabeça. -Eu precisaria de uma amostra da tinta para remover a substância do corpo, acha que consegue trazer? -Pergunta sem me encarar. -Farei o que estiver ao meu alcance. -Pode levá-la se quiser, porém a alimente quando acordar. Aceno e agradeço, levo a pequena para meus aposentos onde a deixo completamente acomodada sobre os lençóis macios. Saio de meu quarto e sigo para a área de alimentação, pego tudo que eu achava bom e outras coisas que eu via as fêmeas comerem, peguei também uma vitamina e enquanto preparava o prato Oert me trouxe comprimidos de vitaminas para minha companheira, dizendo que isso ajudaria na anemia. Levei tudo para meus aposentos. Encarei o corpo escultural e pequeno comparado ao meu, seria difícil meu autocontrole, ela era tão perfeita e as vestes que ela está usando não me favorecem muito, posso ver seus s***s por de baixo do pano branco fino que na verdade está extremamente transparente, me permitindo ver tudo. Suspiro e sigo para a sala de lavagem, pois queria estar livre desse sangue todo quando ela acordasse, além de é claro precisar me acalmar, pois a visão de seu corpo quase desnudo e seu cheiro cítrico me alucinam. Nathalia Acordo sentindo lençóis macios, abro os olhos devagar e uma luz baixa e azul é a primeira coisa que vejo, apesar do meu olhar ainda turvo e a sensação da cabeça pesada, me sento com rapidez. -Vai com calma... -Uma voz grossa extremamente familiar diz e estranhamente ele não falava minha língua, mas eu podia entendê-lo. -Os sedativos podem dar uma ressaca daquelas, então você vai ficar desnorteada e enjoada por um tempo. O procuro com o olhar e encontro o aliem que me perseguira. Mais homem do que aliem, ele tinha características humanas, seus cabelos eram negros, seus olhos eram de um azul frio quase cinza, como se estivessem mortos, maxilar marcado e uma beleza invejável, mas as únicas coisas que tiravam suas características humanas eram os pares de chifres negros que saiam de sua cabeça, eram como se seus chifres possuíssem espinhos, pois eles possuíam várias pontas, suas orelhas eram pontudas como de um elfo e seus dentes afiados, as garras estavam escondidas, mas eu sabia de sua existência por vê-las belamente em ação rasgando a garganta daqueles seres imundos. Ele ri sarcástico ao me ver analisando-o. -Então está mais calma? -Me encara arqueando as sobrancelhas grossas. -Quem é você? – Respondo ríspida tentando me levantar, mas caiu inutilmente e ele ri. -Já disse, não se esforce está fraca por conta do sedativo. -Ele se vira e pega algo que parecia ser comestível e se aproxima e eu me afasto encostando na espécie de cabeceira. -Não irei machucar você, sei que parece difícil de acreditar depois de tudo o que passou. -Engole o seco. -São todos os comestíveis para sua espécie, espero que goste, você precisa se alimentar. -Primeiro, quem é você? Segundo, como eu consigo te entender? -O encaro e o mesmo se afasta com uma careta. -Você é difícil pequena humana... -Comenta. -Meu nome é Khalyu, futuro governante de Luyten... -O encaro e puxo o prato para mim. – E eu pedi para que fosse implantado um tradutor em você, por isso pode me entender. -Arregalo os olhos pensando em aquelas coisas de controle mental e ele ri como se lesse meus pensamentos. -Não, não conseguiremos controlar sua mente através do tradutor e não, eu não leio mentes. -Responde sarcástico. -Você só é fácil de ler, sei que está assustada, mas lhe asseguro que eu nem ninguém machucara você aqui. -Como sei que posso confiar em suas palavras? -Retruco. -Porque eu daria minha vida para proteger a sua, qualquer um que tentar contra você será morto e se eu um dia me atrever a pensar algo assim corto minhas mãos antes disso. Ele parecia sério, tão sério que seu olhar foi de rapidamente e de um azul frio a um laranja intenso e novamente voltou para o azul. Concordei com a cabeça e mordi uma das coisas que estavam no prato, algo que presumi ser uma fruta, pois lembrava uma maçã, porém roxa, o sabor daquilo era surreal. -Hmm! -Ele me encara atento. -Isso é muito bom, o que é? -O nome é Vaster, um fruto com bastante ferro. -Conclui. -Você está anêmica então coma tudo. -Por que nos salvou? -Pergunto após outra mordida. -E onde estão as outras? -Minha espécie resgata fêmeas desde que ocorreu algo parecido com as nossas no início dos tempos e por punição os mercadores nos lançaram uma doença, onde as fêmeas de Luyten em sua maioria não sobreviveram e para que outras espécies não passem pelo mesmo pesar, aniquilamos essa raça maldita e resgatamos as fêmeas levadas, dando a elas a opção de ficar e criar uma vida aqui ou voltarem para casa. -Então se eu quiser irão me levar de volta? – Ele franziu a sobrancelhas e seu olhar ficou mais frio e sinto como se isso doesse profundamente nele. -Sim. -Respondeu fraco. -Mas tenho um pedido a lhe fazer...- Concordo com a cabeça. -Fique um tempo, ofereceremos comida roupas e lugar para ficar sendo ele aqui no palácio ou alguma residência e se mesmo assim quiser voltar assim o faremos. -Tudo bem. -Concordo. Ele me encarou aparentemente mais tranquilo e seus olhos voltaram aquele azul acidentado que parecia ser costumeiro. -Preciso fazer algumas coisas, mas voltarei logo enquanto isso descanse. – Disse sem me olhar. -Vou pedir para que alguém prepare seus aposentos e a virei buscar em breve. Concordo com um aceno e vejo o mesmo se retirar. Ainda meio tonta deito na cama após comer todas as frutas e coisas que eu não soube identificar, fecha os olhos satisfeita pois já fazia muito tempo que eu não comia assim e por fim acabo pegando novamente no sono. Khalyu Saio de meus aposentos com uma preocupação iminente o medo constante de que ela fosse embora estava me apavorar eu sei que eu sabia como agir em sua presença ou o que dizer, eu apenas ficava anestesiado e a minha única forma de controle e proteção era ser sarcástico, apesar de assustada ela pareceu ter lutado contra seus medos para me dar um voto de confiança. Em geral tudo tinha corrido muito bem nossa conversa foi calma ela ficaria pelo menos por enquanto agora a única coisa que eu preciso fazer é conquistá-la para que ela não vá embora, claro que eu também teria que tomar outros tipos de cuidados como não tocá-la indevidamente ou ousar me envolver com ela mesmo que isso seja de sua vontade, pois aquela marca ainda era um grande obstáculo entre nós por mais que os meus desejos sejam grandes quero que seja por livre espontânea vontade e não porque uma marca está a aprisionando a mim. Com certeza agora o meu maior objetivo é saber como me livrar daquilo preciso urgentemente iniciar uma exploração para conseguirmos uma amostra da tinta para que não só ela como diversas outras fêmeas sejam libertadas e livres, não só por mim amada companheira, mas por todas que sofreram até hoje, eu vingarei cada uma delas e terei certeza de que nada disso acontecerá novamente. Fui em direção ao grande salão para ver como está o andamento e a realocação das fêmeas resgatadas também verificar se algumas delas era a companheira de alguns da minha espécie pois essa conversa teria que ser esclarecida. Claro que eu ainda não contaria a pequena fêmea que me pertencia sobre o nosso laço de companheirismo, pois sinto que ainda não é a hora e seria muito informação para ela, mas em breve de uma forma ou de outra eu teria que contar não apenas para que ela entenda o que significa se me deixar, mas para que também entenda o porquê eu nunca machucaria e daria da minha vida por sua proteção. Haviam fêmeas reunidas no grande salão a maior parte delas comendo, conversando entre si e outras tendo contato com machos de minha espécie que acredito eu serem seus companheiros. logo que adentrei o grande salão a atenção de todos foi direcionada a mim, faço uma breve saudação a todos e em seguida peço um pouco de silêncio. -Todas vocês terão que fazer exames para verificação de sua saúde, também as que não possuem tradutor iremos implantá-los e as que encontraram seus companheiros pedimos para que também façam exame de compatibilidade. É só isso muito obrigado pela atenção e uma ótima refeição a todos. -Digo e todos eles me encaram muitas fêmeas acenam com a cabeça em concordância e voltam a comer e a conversar. Saio do grande salão em direção ao trono pois precisava conversar com meu pai sobre minha companheira, pois desde que cheguei desesperado e louco para ver como estava a sua saúde e seu bem-estar não tive tempo de dar-lhe o relatório da missão. assim que adentro a sala do trono percebo o olhar de orgulho e preocupação de meu pai. -Com licença vossa majestade. -Digo a ele que a cena me dando permissão para falar. -Perdão não lhe relatar antes o que ocorreu, pois foram muito rápidos os acontecimentos... -É eu percebi, me contaram que encontrou sua companheira, isso é verdade? -Diz em seu tom tedioso habitual. -Sim, meu rei. Apesar de nossa relação de pai e filho em geral enquanto Luyten funcionava ele era meu rei e eu deveria tratá-lo como tal mesmo sendo seu herdeiro. -E qual a espécie dela? -Vi a empolgação em seus olhos. -Humana até onde eu pesquisei, uma raça frágil, porém em geral parecida com a nossa se ela ativamente menores do que nós em altura apesar que em algumas raras mutações muito mais presentes nos machos da espécie eles podem apresentar um tamanho semelhante ao nosso. -Interessante e relacionado aos herdeiros eles podem gerar filhos nossos? -Pergunta. -Não é recomendado, pois por conta de seus corpos serem menores pode haver complicações então tecnicamente teríamos que fazer o esquema de inseminação. -Meu pai concorda. -Quero conhecê-la assim que puder. -Claro vou prepará-la, mas não lhe garanto que seja cedo, porque preciso focar em sua saúde, pois ela está desnutrida e maltratada e é claro não sabe sobre o laço de parceria eu pretendo que fique assim por um tempo até que ela decida se realmente quer ficar. -Eu entendo eu ouvi dizer que como as outras ela também tem a marca e como você precisa conhecê-la e criar laços com ela mandarei Hast em seu lugar atrás da amostra de tinta para assim podermos libertá-las dessa maldição em forma de tatuagem. -Ele diz com determinação. -Agora vá e cuide dela, uma dica de encontro seria interessante levá-la ao alvorecer ao centro de Luyten para que veja a feira e o pôr de Lux. Aceno para ele em concordância e sigo o meu caminho em direção aos meus aposentos onde minha pequena fêmea se encontra.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR