Virgínia Eu voltei pra casa ainda tremendo, as pernas fracas. Meu rosto ardia do tapa que a mulher deu em mim na frente de todo mundo na igreja. Nunca me senti tão humilhada. Fui direto pro meu quarto, tentando acalmar a respiração. Mas sabia que não tinha acabado. Meus pais iam querer explicações, e eu precisava pensar rápido. Ouvi a porta da sala bater. O som dos passos pesados do meu pai ecoou pela casa. Minha mãe chorava baixinho, e eu soube na hora que eles estavam furiosos. Me preparei mentalmente. Tinha que negar, tinha que ser firme. Pastor Sérgio: Virgínia, desce aqui agora! A voz dele era firme, autoritária. Respirei fundo e desci as escadas, tentando parecer calma. Quando cheguei na sala, meu pai estava de pé, a mão fechada em punho. Minha mãe estava sentada no sofá, enxugan

