Virgínia Eu estava indo até a boca, com o coração batendo forte. Eu não sabia o que esperar, mas tinha que falar com o Hero. Tinha que contar que estava grávida, que ele era o pai e que, por mais que eu soubesse o que ele faria, eu não tinha escolha. Era isso ou viver na rua. E eu não ia deixar que isso acontecesse. Eu estava determinada. Quando cheguei na boca, a movimentação estava intensa como sempre. Olhei ao redor, procurando por ele, até que o vi, encostado na parede, com um cigarro na mão e o olhar tranquilo. Ele parecia tão distante, como se o mundo lá fora não existisse para ele. Me aproximei, tentando não mostrar o nervosismo. Virgínia: Hero, preciso falar com você. Ele me olhou sem muito interesse e deu um sorriso debochado, como se soubesse o que eu ia dizer. Hero: Ah, ago

