Emma Stone 1 parte 2

1482 Palavras
Emma Stone — Nossa, mãe, está uma delícia — falei com a boca cheia. — Fecha a boca, menina — minha mãe reclamou. — Mamãe, quando ele volta? — Perguntei cabisbaixa. — Não sei, querida. Meu pai viaja muito e tem meses que não volta para casa. Desde pequena, tenho que lidar com a ausência dele. Quando ele estava em casa há uns meses atrás, ele disse que eu precisava me casar, disse que já estou na idade e que ele tentaria arranjar alguém para mim, mas eu me n**o a ficar com quem eu não gosto. — Não me espere para o jantar — avisei. — Tenho que entregar um trabalho amanhã — saí da cozinha. Subi para o meu quarto tentando me tranquilizar para conseguir escrever sobre o assunto, peguei meu notebook e comecei a pesquisar sobre o tema. Preciso mostrar para ele o quão inteligente eu sou. Passei horas no meu quarto, minha cama tinha livros espalhados por toda parte. Acordei na manhã seguinte com a cabeça jogada no notebook e com a mesma roupa do dia interior. Eu foquei tanto no trabalho que acabei esquecendo de tomar um banho. Levantei, olhando para o relógio, que merda! Estou atrasada, sou uma i****a mesmo, aquele cara vai acabar com a minha vida dessa vez. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Coloquei o meu vestido preto, que me faz ficar com um aspecto mais adulto. Quero fazer com que o professor não me veja como uma garota, mas sim como uma mulher. Peguei o meu notebook, desci as escadas correndo, fui até a cozinha e na mesa tinha panquecas, enfiei na boca e saí. Não sou qualquer aluna daquele colégio, eu sou a mulher com as melhores notas da universidade e não vai ser ele que irá acabar com a trajetória que fiz durante esses dois anos que estou estudando. Entrei no meu carro, acelerei e fui o mais rápido que conseguia. Vou ter que lidar mais uma vez com ele, desci do meu carro e entrei na universidade, fui até a minha sala e abri a porta devagar para não atrapalhar a aula. Chamei apenas a atenção dele e não a de todo mundo. Ele olhou para mim com muita raiva. — Você deve estar brincando comigo — disse ele. — Desculpa, professor. Não era a minha intenção — falei baixo. — Já que não era a sua intenção, acredito que tenha trazido o trabalho que pedi — ele semicerrou os olhos. — Trouxe — respondi. Ele apontou para o telão e saiu sentando-se em uma das cadeiras como se fosse um aluno. Ele cruzou as pernas e colocou o polegar nos dentes, seus olhos me varreram de cima a baixo e eu senti um arrepio tomando conta do meu corpo. Coloquei meu notebook em cima da mesa e conectei com o telão, abri o slide e olhei para a turma, todos os olhos estavam focados em mim e aquilo me deixou um pouco nervosa. O professor estava me olhando com profundidade, seus olhos castanhos escuros estavam me tomando por completo. Tentei abrir a minha boca para começar a explicar, mas estava nervosa e ficando com a calcinha molhada toda vez que percebia seus olhos me seguindo para onde fosse. — Primeiro, eu irei explicar sobre o que é a investigação criminal — passei o slide. — É o processo de coleta, análise... Continuei falando enquanto passava os slides e explicava sobre o assunto. O professor ainda estava com o polegar na boca, isso estava tirando a minha atenção. Ele tem quarenta e você vinte e dois. Repetia isso na minha mente no intuito de tirar qualquer pensamento i****a que tivesse na minha cabeça. Ainda tem o fato dele ser arrogante e i*****l. Depois de uns trinta minutos, eu finalmente tinha terminado de explicar o meu trabalho e então me senti vitoriosa, eu aguentei todos os olhares do professor Jack, uma hora eu queria matá-lo, outra hora sentia minha calcinha molhar. — Muito bem, Emma, para menos de um dia você não foi tão r**m — ele se levantou. — Sente-se — ele ordenou. Não fui tão r**m? Esse é o tipo de elogio que esse i****a está me dando? Eu não posso acreditar. Ele continuou falando sobre o mesmo tema que eu e ainda respondia várias dúvidas da turma. — Você foi ótima — Vivian cochichou no meu ouvido. — Pelo visto, para ele eu fui mais ou menos — sussurrei de volta. Ele estava explicando tão bem, queria vê-lo em uma aula de sexologia, seria interessante vê-lo profanando as palavras "v****a" e "p*u", que merda eu estou pensando? Eu não vou mesmo com a cara desse professor, por que ele tem que ser tão bonito? Seria tão mais fácil se ele não fosse atraente, eu poderia odiá-lo em dobro. Quando a aula terminou, eu juntei as minhas coisas que estavam na mesa, desci as escadas, eu estava sentada bem para cima, ele me chamou antes que eu pudesse fugir para bem longe da sua arrogância. — Emma, venha aqui, por favor — ele me chamou. — O que foi? — bufei. Fui até a sua mesa e sentei na beirada com os braços cruzados, estava com raiva e, quando acho que posso ficar distante, ele me chama. — O que você está tentando fazer? Hoje, você fez algo que eu disse que não tolero — ele disse, me olhando diretamente nos olhos. Ele se aproximou, colocou uma mão em cada lado da mesa em que eu estava sentada, me fechando em seus braços, ele se abaixou, levando o seu rosto para perto do meu, senti seu hálito enquanto ele falava. — Você é só uma garotinha, ainda precisa entender muitas coisas da vida — ele falava bem próximo. O que eu estava sentindo por ele ali não era amor, nem paixão e muito menos amizade, dele eu não quero nada disso. O que sentia mesmo era nada mais nada menos que t***o, minha b****a estava molhada. — Sabe o que garotinhas novas como eu e que não entendem nada da vida gostam de fazer? — perguntei. — O que, me diga. — Elas fodem, professor Jack, e a minha b****a não foi usada tantas vezes durante a minha vida, então imagine o tanto que ela é apertadinha — Falei sem medo. — Você está próximo demais de mim, não me leve a m*l, mas para mim você é um babaca, no entanto eu... — repensei no que ia dizer. — Continue — ele lançou um sorriso enviesado. — Adoraria ter o seu p*u afundado na minha b****a — fui direta. Seu sorriso se alongou, ele saiu de perto de mim, não sei se fiquei aliviada ou com raiva dessa sua distância depois do que eu falei. Ele respirou fundo antes de se virar para mim de novo e continuar falando. — Para uma garota nova, você tem a boca muito suja — ele deu uma risada. — Não chegue mais atrasada na minha aula, agora saia — ele acenou com a cabeça para a porta. A porta bateu tão forte depois que eu saí da sala que a vergonha tomou conta do meu corpo. Como eu pude ter sido tão direta com aquele babaca? Ainda fiquei andando pela escola, tentando tirar da minha mente a merda que eu tinha feito. Falei para o professor que estou desejando o seu p*u. Andei por horas depois de toda essa situação constrangedora, tentei pensar nas minhas atitudes. Parei bem na frente da janela dos professores, que tinha uma bela visão do lindo jardim da escola. Eu estava lá no jardim. Olhei pela janela e vi a senhora Parker, professora de direito civil. Ela deve ter a idade do professor Jack, tem um corpo muito bonito. Logo depois, vi entrar na sala o professor Jack. Eu ia sair dali, não queria bisbilhotar, mas a vontade de ver foi mais forte. Ela se aproximou dele com desejo. Eu podia ver nos seus olhos a vontade de atacá-lo, será que ela sabe o quão babaca ele é? — Se precisar de companhia, fale comigo — ela colocou a mão no seu peito. Eu não tirava meus olhos nem por um segundo, ele foi para trás, tirando suas mãos de cima dele. — Eu não estou interessado — ele se afastou. — Você fala isso porque ainda não me experimentou. Céus! Que nojo, se ele não quer, por que ela insiste nisso? Ela continuou insistindo, começou a tirar seu vestido na frente dele, meus pensamentos intrusivos falaram mais alto. — ELE DISSE QUE NÃO QUER — abaixei a minha cabeça e corri. Que merda eu fiz? — Quem disse isso? — Senhora Parker perguntou com a cabeça do lado de fora da janela. Eu corri tanto que agora estou cansada, fui até o meu carro, entrei e respirei fundo, nunca mais bisbilhoto nada.
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