Dou um suspiro de alívio quando as portas do hospital se abrem para receber nós três.
A visão do hospital completamente branco e várias pessoas andando me dá uma sensação de calma, mas, ao mesmo tempo aqueles nervos que reviram o meu estômago.
Finalmente, porém, vou poder ver a minha família.
— Espero que estejam bem. Resmungo mais para mim mesma, mas Alexandro parece me ouvir quando aperta a minha mão em resposta, mostrando que sente o mesmo que eu.
Dante tinha ido estacionar o carro enquanto Alexandro e eu nos dirigíamos para a entrada.
Passando pela mesa onde a simpática enfermeira está sentada e procurando o quarto, tudo se torna um borrão enquanto corremos corredor após corredor, passando por vários quartos em busca do número correto do quarto.
Por fim, os números corretos na lateral da porta são revelados para nós e não esperamos nem mais um minuto, Alexandro e eu entramos no quarto do hospital.
Finalmente. Eu ouço a voz da minha mãe enquanto todos se voltam para nós.
Alexandro solta a minha mão e cada um de nós abraça e cumprimenta a todos.
Pela expressão nos seus rostos, os seus sorrisos de orelha a orelha me fazem relaxar porque pelo menos sei que a situação não é muito grave.
Ao passar por todos eles, vejo Alexandro encostado na lateral da cama do hospital, estendendo a mão, olho por cima do ombro e uma mecha de cabelo roxo me cumprimenta, sorrindo.
— Eu estava começando a pensar que você se esqueceu de mim. Stella rosna, e a sua voz está rouca.
Sorrio para ele e balanço a cabeça.
Ela empurra Alexandro para fora do caminho, fazendo-o tropeçar um pouco, mas ele consegue se apoiar na grade da cama.
Stella não parece se importar e me puxa para um abraço. — Senti saudades de vocês dois idio*tas. Ela diz sorrindo.
— Eu também. Eu respondo e olho para o lado dele onde Abby estava deitada na cama, dormindo tranquilamente.
— Ela está dormindo há algum tempo. Stella diz pegando o meu olhar, tristeza na sua voz.
— Tenho certeza que ela vai ficar bem. Ela provavelmente está apenas cansada. Eu respondo, esperando ser encorajador.
— Bem, pelo menos estou tentando. Uma voz vem da cama ao lado.
Olhando para cima em estado de choque, uma Abby rabugenta e sonolenta acena em meu campo de visão.
— Ela está assim desde que acordou. David sussurra atrás de mim.
Abby vira a sua carranca para David, olhando para ele nas profundezas do inferno enquanto ele apenas ri.
Eu rio também e corro para Abby, abraçando-a, cuidando da sua cabeça enfaixada.
Ambos tiveram vários cortes e hematomas, Stella com o braço engessado e aparentemente três costelas quebradas entre outras coisas.
— Foi tão assustador, mas épico ao mesmo tempo. Stella diz, terminando a sua versão da história sobre o acidente de carro.
Ben bufa atrás de mim. — Me lembre de nunca mais entrar num carro com ela.
Aparentemente, Stella, Abby e Ben tinham ido buscar comida ou algo assim quando um carro com um motorista bêbado os atingiu de frente.
Fico feliz que estejam todos vivos e respirando.
— E quanto a Stella estar na UTI? Alexandro pergunta enquanto reviro os olhos com a sua franqueza, embora eu também estivesse perguntando sobre isso.
— Oh, isso foi bem quando eles nos trouxeram. Eles não tinham quartos suficientes, então eles me colocaram lá. Stella respondeu de volta.
Depois de um tempo, todos nós decidimos ir para casa passar a noite.
Fiquei excepcionalmente feliz porque ainda estava num estado de privação de sono, sem mencionar o incrível susto.
Olhando ao redor do quarto, vejo que Alexandro não está em lugar nenhum.
Afastando-me da minha família, ando silenciosamente ao longo da parede e me aproximo da porta e rapidamente a abro para sair.
Felizmente ninguém me vê e mesmo que tenham visto, não fazem perguntas.
Olhando para cima e para baixo no corredor, não vejo sinal de Alexandro. Bufando, decido voltar para o quarto, mas meu estômago ronca em protesto.
— Eu não como há muito tempo. Resmungo para mim mesma e faço da minha missão encontrar a máquina de venda automática mais próxima, com a minha bolsa na mão.
Levando o saco de biscoito na boca, para comer os farelos apenas encontro ar.
Carrancuda, olho para baixo para encontrar o pacote vazio de plástico.
Eu ainda estou com tanta fome.
Dando de ombros, jogo a embalagem vazia de volta na minha bolsa e volto para o quarto.
Alguns corredores adiante, vejo uma cabeça de cabelo castanho e paro para ver Alexandro conversando com um homem que reconheço vagamente.
Rasgando o meu cérebro, os meus pensamentos me levam de volta ao nosso casamento, onde os rostos dos homens aparecem na minha mente.
Acho que ele era o chefe de segurança ou algo parecido da Alessandro & Co.
O que dia*bos Alexandro quer com ele?
Atravessando o corredor, encontro o olhar de Alexandro. Eu sorrio para ele e ele faz o mesmo, parecendo que é apenas para disfarçar.
Alexandro olha para mim mais uma vez antes de acenar para o segurança e os dois seguem por outro corredor que se ramifica à esquerda, fora da minha linha de visão.
Que raio foi isso?
Espero mais dez minutos nos corredores vazios, encostada na parede do lado de fora do quarto de Abby e Stella.
Eu sai de lá e nem me despedi. Eu me sentiria estranha se voltasse para lá.
Finalmente vejo Alexandro vindo na minha direção com um olhar severo no seu rosto.
— Vamos. Ele diz.
— Está tudo bem? Eu pergunto, sem mover uma polegada.
Ele está tão nervosa desde que tudo aconteceu, mas Stella e Abby estão bem, bem, se você excluir as costelas quebradas e tudo.
— Simplesmente perfeito. Ele diz enquanto me da um beijo na boca e pega a minha mão, me puxando para a saída sem ao menos olhar para mim.
Eu olho para nossas mãos entrelaçadas e percebo como ele está tão rígido e tenso, m*al pronunciando uma palavra.
Definitivamente vou confrontá-lo quando chegarmos em casa e, se isso não funcionar, tenho outras coisas em mente que definitivamente fara ele se abrir.