CAPITULO 1

670 Palavras
BIANCA ROMANO — A sua família está no hospital. As palavras ecoam pela sala e se estabelecem num silêncio sinistro. — Que? como? Eu digo sem ter certeza do que eu estou ouvindo. A minha mente era uma névoa de perguntas confusas e esse foi o único pensamento que rompeu a névoa. — Houve um acidente. Dante exala, ofegante e tentando controlar a sua respiração irregular. — Stella e Abby eles... À medida que Dante desaparece, um neon vermelho pisca na minha cabeça com a perspectiva do que realmente poderia ter acontecido. Pior de tudo, me deixou inquieta e mortificada. — O que aconteceu? Pergunto, avançando e agarrando a mão fria e cerrada de Alexandro. — Ambos estão em estado críticos, na UTI. Ouço o murmúrio da voz agora distante.  O peso pressionando o meu peito aumenta um pouco. Ainda havia esperança, pelo menos. Engolindo em seco, vejo Dante sair mais uma vez, resmungando sobre voos e partidas. Um empurrão me faz olhar para Alexandro que não havia dito uma palavra até agora. Puxando a minha mão da dele, ele se afasta de mim e rapidamente pega as malas.  — Alexandro. Eu sussurro colocando uma mão no seu ombro.  — Diga alguma coisa. Ele remove a minha mão do seu ombro. — Eu não tenho tempo para satisfazer as suas necessidades. Com isso, ele sai do quarto do hotel e segue pelo corredor, com as malas a reboque, deixando-me para trás sentindo uma infinidade de emoções, da tristeza, confusão e dor. A volta fácil para casa foi em completo silêncio. O próprio Dante não era um homem falador, e Alexandro parecia não querer a minha companhia. Eu estava preocupada não apenas com Stella e Abby, mas também por que Alexandro estava sendo tão duro e frio comigo. Achei que nos momentos de necessidade um do outro teríamos um ao outro. Eu continuo olhando para o meu telefone continuamente, mas não recebi mais nenhuma atualização. Virando a cabeça, eu olho para Alexandro, que estava sentado rigidamente no seu assento olhando pela pequena janela. Desviando o olhar dele para Dante, tento transmitir a mensagem nos meus olhos e felizmente ele entende. Dante pigarreia, o que chama a atenção de Alexandro para ele. Essa foi a maior reação que ele mostrou até agora. Vou falar com o capitão. Dante diz suavemente. Alexandro acena com a cabeça e se vira para olhar pela janela mais uma vez.  O abrir e fechar da porta da cabine chega aos meus ouvidos e é quando deslizo a minha mão na de Alexandro.  Apertando a mão gentilmente, ela não faz nenhum movimento para retribuir meu gesto e apenas fica lá sentada com toda sua rigidez gélida.  — Alexandro. Eu murmuro.  Ele me ignora e ainda olha pela janela. — Alexandro. Eu digo mais ferozmente. — Que? Ele desmorona e olha para mim. E foi quando eu vi. O olhar frio e gelado que ele me dá faz o meu coração apertar de medo. Medo de que? Não sei, mas faria qualquer coisa para ter o brincalhão Alexandro. Apesar da situação atual. — EU. As palavras não saem da minha boca diante do seu olhar penetrante e tudo que posso fazer é encará-lo. — Alexandro tudo vai ficar bem.  — Não se atreva a me dizer que vai ficar tudo bem, Bianca, pelo amor de Deus. Ele diz me cortando.  — Por favor, apenas tenha esperança. Ambos estão estáveis por enquanto e vai ficar tudo bem. Eu sei que você está sofrendo, mas... Alexandro arranca a mão da minha mão e se levanta. — Você não poderia saber, certo? Ele diz sarcasticamente — O que isso quer dizer? Eu questiono em pé também. — Apenas fo*da-se. Ele para bem a tempo, segurando-se enquanto eu fico lá com os olhos arregalados em descrença, lágrimas brotando nos meus olhos. Ele geme alto enquanto passa a mão pelo cabelo. Olhando para mim, ele aperta a minha mão e sai da cabine, fechando a porta atrás de si.  O que dia*bos estava acontecendo?
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