BIANCA ROMANO
— A sua família está no hospital.
As palavras ecoam pela sala e se estabelecem num silêncio sinistro.
— Que? como? Eu digo sem ter certeza do que eu estou ouvindo.
A minha mente era uma névoa de perguntas confusas e esse foi o único pensamento que rompeu a névoa.
— Houve um acidente. Dante exala, ofegante e tentando controlar a sua respiração irregular. — Stella e Abby eles...
À medida que Dante desaparece, um neon vermelho pisca na minha cabeça com a perspectiva do que realmente poderia ter acontecido.
Pior de tudo, me deixou inquieta e mortificada.
— O que aconteceu? Pergunto, avançando e agarrando a mão fria e cerrada de Alexandro.
— Ambos estão em estado críticos, na UTI. Ouço o murmúrio da voz agora distante.
O peso pressionando o meu peito aumenta um pouco. Ainda havia esperança, pelo menos.
Engolindo em seco, vejo Dante sair mais uma vez, resmungando sobre voos e partidas.
Um empurrão me faz olhar para Alexandro que não havia dito uma palavra até agora.
Puxando a minha mão da dele, ele se afasta de mim e rapidamente pega as malas.
— Alexandro. Eu sussurro colocando uma mão no seu ombro.
— Diga alguma coisa. Ele remove a minha mão do seu ombro. — Eu não tenho tempo para satisfazer as suas necessidades.
Com isso, ele sai do quarto do hotel e segue pelo corredor, com as malas a reboque, deixando-me para trás sentindo uma infinidade de emoções, da tristeza, confusão e dor.
A volta fácil para casa foi em completo silêncio.
O próprio Dante não era um homem falador, e Alexandro parecia não querer a minha companhia.
Eu estava preocupada não apenas com Stella e Abby, mas também por que Alexandro estava sendo tão duro e frio comigo.
Achei que nos momentos de necessidade um do outro teríamos um ao outro.
Eu continuo olhando para o meu telefone continuamente, mas não recebi mais nenhuma atualização.
Virando a cabeça, eu olho para Alexandro, que estava sentado rigidamente no seu assento olhando pela pequena janela.
Desviando o olhar dele para Dante, tento transmitir a mensagem nos meus olhos e felizmente ele entende.
Dante pigarreia, o que chama a atenção de Alexandro para ele. Essa foi a maior reação que ele mostrou até agora.
Vou falar com o capitão. Dante diz suavemente.
Alexandro acena com a cabeça e se vira para olhar pela janela mais uma vez.
O abrir e fechar da porta da cabine chega aos meus ouvidos e é quando deslizo a minha mão na de Alexandro.
Apertando a mão gentilmente, ela não faz nenhum movimento para retribuir meu gesto e apenas fica lá sentada com toda sua rigidez gélida.
— Alexandro. Eu murmuro.
Ele me ignora e ainda olha pela janela. — Alexandro. Eu digo mais ferozmente.
— Que? Ele desmorona e olha para mim.
E foi quando eu vi.
O olhar frio e gelado que ele me dá faz o meu coração apertar de medo. Medo de que?
Não sei, mas faria qualquer coisa para ter o brincalhão Alexandro. Apesar da situação atual.
— EU. As palavras não saem da minha boca diante do seu olhar penetrante e tudo que posso fazer é encará-lo.
— Alexandro tudo vai ficar bem.
— Não se atreva a me dizer que vai ficar tudo bem, Bianca, pelo amor de Deus. Ele diz me cortando.
— Por favor, apenas tenha esperança. Ambos estão estáveis por enquanto e vai ficar tudo bem. Eu sei que você está sofrendo, mas...
Alexandro arranca a mão da minha mão e se levanta. — Você não poderia saber, certo? Ele diz sarcasticamente
— O que isso quer dizer? Eu questiono em pé também.
— Apenas fo*da-se. Ele para bem a tempo, segurando-se enquanto eu fico lá com os olhos arregalados em descrença, lágrimas brotando nos meus olhos. Ele geme alto enquanto passa a mão pelo cabelo.
Olhando para mim, ele aperta a minha mão e sai da cabine, fechando a porta atrás de si.
O que dia*bos estava acontecendo?