A história de Mary Jay

584 Palavras
No final do século XVIII, uma menina órfã foi levada para a “Poor House” em “Newton Abbot”. (Lugar para onde eram levados aqueles que eram incapazes de se sustentar devido à extrema pobreza, deficiência ou doença física e mental). A menina recebeu o nome de Jay “J”, como era o costume na época, pois ela foi a décima menina a chegar ao orfanato. Ela recebeu o nome de Mary para preceder o nome “Jay” que na época tinha o infeliz significado de ser outra palavra para p********a. Até a adolescência, ela estava mais do que contente no orfanato, cuidando das crianças mais novas. Mary Jay permaneceu na “Wolborough Poor House” até a adolescência, quando foi enviada para a fazenda “Canna” localizada fora de Manaton para trabalhar. Lá ela deveria ser empregada, uma espécie de “aprendiz”, o que significava que ela trabalharia tanto na casa quanto no campo. Era um trabalho árduo com longas horas e uma carga de trabalho pesada e foi lá que Mary Jay ganhou o apelido de “Kitty”. Pouco depois de chegar na fazenda, ela começou a receber as atenções do filho do fazendeiro que na época parecia ser uma forma de obter alguma segurança para ela, mas infelizmente como não era incomum na época, ela logo se viu grávida e expulsa da fazenda pelos pais furiosos do rapaz e com fama de p********a. (alguns relatos afirmam que ela foi de fato estuprada pelo filho do fazendeiro). Mary Jay sabia que, uma vez que a notícia se espalhasse, ela nunca mais encontraria emprego na área e isso só deixava a perspectiva de voltar em desgraça para a “Casa dos Pobres” como uma mãe solteira grávida. No entanto, ela escolheu uma opção diferente e foi encontrada pendurada em um dos celeiros da fazenda “Canna”. O costume da época era que qualquer suicida não poderia ser enterrado em solo sagrado, então eles eram enterrados em uma encruzilhada, algumas vezes com uma estaca cravada em seus corações. Isso era para garantir que a alma inquieta dos mortos não pudesse voltar para assombrar os mortais tementes a Deus. Uma encruzilhada era usada por várias razões possíveis, uma para confundir o espírito do falecido, mas também era um local onde os criminosos eram enterrados, e naquela época, o suicídio era considerado um crime. Este foi o triste destino da pobre Mary Jay, e ela foi enterrada no cruzamento de uma estrada com uma trilha que leva a um lugar de vegetação. O túmulo logo se tornou conhecido como ” O Túmulo de Jay” e não demorou muito para que eventos estranhos começassem a acontecer… Em certas noites de luar, uma figura escura podia ser vista ajoelhada ao lado do pequeno monte, triste com a cabeça baixa e o rosto enterrado nas mãos. Ninguém jamais foi capaz de dizer se a figura fantasmagórica era masculina ou feminina porque sempre estava envolta em uma capa preta e grossa. Alguns dizem que é o espírito do filho do fazendeiro que vigia o túmulo de Mary Jay e seu filho ainda não nascido, enquanto outros dizem que é a própria Mary que assombra o local. Outra parte da lenda é que sempre há flores frescas no túmulo, cuja colocação é tema do folclore local, com alguns alegando que são colocadas lá por “Pixies” (Criaturas mitológicas do folclore britânico, uma espécie de Duende).
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