A voz dela era maravilhosa. Tocava em algum lugar em seu interior, acalmando-o, mantendo à fera presa. Possivelmente, se ela estivesse perto quando se alimentasse, ele seria capaz de controlar o demônio quando ele se elevasse. Gabriel enterrou a face entre as mãos. Que Deus o ajudasse, não queria matá-la. Seu corpo tremia com o esforço de controlar a necessidade de sangue quente que fluía por suas murchas e famintas células. Era perigoso. Incrivelmente perigoso. O carro os levou a uma curta distância das buliçosas ruas da cidade, até uma rua estreita onde cresciam árvores e espessos arbustos. A casa era enorme e antiga, com um alpendre largo e longas colunas. Gabriel hesitou quando abriu a porta da máquina. Devia ir com ela ou devia ficar? Estava fraco. Não podia esperar muito mais. Tinha

