CAPÍTULO — Narrado por Th O celular vibrou no meu bolso bem na hora que eu tava revisando umas anotações com os meninos. O dia já tava carregado demais, informação atravessada por todo lado, aquele clima estranho que rondava o morro há semanas… mas a notificação veio com o nome que sempre me fazia parar o que eu estivesse fazendo. Fernanda. Limpei a tela com o polegar e abri a mensagem. “Th, apareceu uma mulher estranha aqui na ONG. Fez perguntas esquisitas. Pode vir?” Meu coração deu aquele salto que não era de susto, era de alerta. Fernanda não era de exagero. Se ela dizia “estranha”, era porque tinha algo sério ali. Levantei na hora, jogando o rádio pra trás da cintura. — Nd! — chamei, alto o bastante pra ecoar no corredor. Ele virou com a expressão que já dizia que percebeu alg

